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Marcão, ex-Charlie Brown Jr, apresenta sua nova banda TH6

9 de abril de 2007 13:44 Por Cifra Club

Marcão (ex-Charlie Brown Jr) apresenta ao público sua nova banda, o TH6 que estará lançando seu trabalho de estréia nos próximos meses e confessa: “É o trabalho mais autêntico e introspectivo que já fiz”.

O ano de 2005 ficou marcado no rock tupiniquim pela separação da mais bem sucedida banda de rock naquele momento, o Charlie Brown Jr, até então a banda santista havia lançado sete CDs, três DVDs e vendido milhões de cópias em todo o país.

De início, um susto para os milhares de fãs que pareciam não acreditar no que estava acontecendo, Marcão (guitarra), Champignon (baixo) e Pelado (bateria) estavam deixando a trupe por diversidades com o vocalista Chorão, – até hoje mal explicada por todos eles – e abrindo mão de toda uma carreira construída com anos de trabalho dedicado.
Passado menos de um ano, o C.B.Jr. já estava de volta aos palcos com um novo cd e a formação totalmente reformulada pelo vocalista, onde buscou também instrumentistas excepcionais para não deixar a peteca cair, lançou o CD “Imunidade Musical”, o DVD “Skate Vibration” e já prepara um filme para os próximos meses que virá acompanhado do novo álbum da banda.

Mas quem pensou que só o Chorão “vingaria” nessa volta se enganou. Como todo grande apaixonado por música, os ex-integrantes do C.B.Jr. recarregaram as pilhas e, não demoram a voltar aos trabalhos. Com exceção do batera Pelado que preferiu “não dar as caras” até o momento, o primeiro que anunciou sua volta foi Champignon, o baixista dos sonhos que está lançando o primeiro trabalho “Retratos da Humanidade” de sua nova banda, o Revolucionnários.

Assim como ele, quem acaba de voltar com tudo é o virtuosíssimo guitarrista Marcão com uma nova – e ótima – novidade para o rock de Santos e do Brasil, o TH6.

Além de Marcão, o quarteto é formado também por: Tite (vocal), Lenon (baixo) e Juninho (bateria). A banda santista está preparando o lançamento de seu debut-cd ainda sem título para o primeiro semestre de 2007 e deve chegar com pressão e muito peso. Eles estão fazendo algumas “esporádicas” apresentações “extras”, como no caso da própria cidade de origem e Rio de Janeiro, onde participaram recentemente de um festival e deve chegar com uma turnê após o lançamento do álbum passando por todos os lugares onde for possível.

O grupo está também utilizando muito bem um outro meio de comunicação conhecido por todos nós e solidificando uma boa base de divulgação do trabalho, a internet. O TH6 já está disponibilizando em seu site oficial algumas músicas para o público e, em três meses bateram a casa dos 40.000 downloads.

Além do site oficial, outra página disponibilizada para contato direto com os fãs é o Fotolog oficial que é atualizado quase que diariamente onde se pode encontrar tudo o que rola com a banda.

Nessa entrevista exclusiva, Marcão nos conta tudo sobre os projetos do TH6, como se deu à formação, a importância da internet no trabalho até agora, o que tem escutado e usado como referência nesse cd de estréia se há a possibilidade de uma reunião entre os ex-integrantes e muito mais.

Cifra Club: Primeiramente a clássica pergunta: por que TH6?
Marcão - Veio ao acaso, um certo dia havia um calendário no ensaio que marcava TH6 que em inglês que quer dizer: quinta-feira, dia 6.
Achei isso legal e fácil de gravar.

Cifra Club: Como e quando surgiu a idéia de montar a banda?
Marcão - Logo após a minha saída do Charlie Brown Jr., já pensei em dar continuidade a minha carreira, fiquei durante três meses compondo parte do disco, chamei o Juninho, Lenon e o Tite e batizamos a banda.

Cifra Club: Tite (vocal), Lenon (baixo) e Juninho (bateria), fale um pouco sobre seus novos companheiros de estrada e como se definiu essa formação.
Marcão – Já havia tocado com o Juninho antes do Charlie Brown Jr. e sabia que era o cara certo para a batera, pois é muito versátil, fácil de trabalhar.
O Lenon também já era conhecido no meio musical, além de excelente baixista, ele tem uma voz muito boa, já o Tite foi o último a entrar na banda, ele é um cara que sempre admirei pelo carisma e empatia com o público.
Procurava pessoas versáteis para trabalhar no projeto, que pudessem contribuir para esse novo formato.

Cifra Club: Quando estava no C.B.Jr. você tinha intenção de fazer algum trabalho paralelo ou só pensou nessa possibilidade de ter outra banda quando saiu?
Marcão -
Nunca pensei em ter projeto paralelo, pois sempre me dediquei 100% ao Charlie Brown Jr., então somente dois meses após a saída, resolvi chamar os caras. Neste meio tempo sempre estive tocando e pesquisando, pois não dá para se afastar de algo que te faz bem, que é importante para você e que gosta muito.

Cifra Club: A banda está utilizando a internet como principal forma de divulgação até agora, qual a importância da web em relação ao trabalho de vocês?
Marcão -
É essencial. Já ultrapassamos a marca de 40.000 downloads em três meses, a galera canta as músicas no show e todos têm acesso a tudo que acontece com a banda, pelo site www.th6.com.br, fotolog ou Orkut.

Cifra Club: Nas primeiras canções disponíveis no site oficial de vocês, é possível encontrar diversos temas nas letras, a banda toda está trabalhando nas composições ou está restrito a algum de vocês?
Marcão -
Todos trabalhamos em conjunto ou individualmente. Não há restrições.

Cifra Club: Red Hot e Limp Bizkit são influências em comum entre vocês, o que mais inspirou a banda nesse primeiro CD?
Marcão –
Também gostamos do Rufio, Yellowcard. Rage Against e algumas bandas de Dub como o Asiandub.

Cifra Club: Você é conhecido em todo o país como um dos melhores e mais virtuosos guitarristas, porque optou por fazer um álbum com bases mais simples do que seus antigos trabalhos com o C.B.Jr.?
Marcão -
Embora a simplicidade seja algo que me agrada muito, não considero o TH6 mais simples do que já fazia antes, se prestar atenção, irá perceber que é mais pesado movimentado e agressivo.

Cifra Club: Mais movimentado, mais pesado e com vocais muito agressivos em alguns momentos, essa é a proposta da banda nesse trabalho? Chegar com pressão?
Marcão –
É o que nós gostamos de fazer. Misturar o peso e velocidade com Dub e Delays Psicodélicos com vocais agressivos e melódicos.

Cifra Club: A banda vem fazendo algumas apresentações antes de iniciar a turnê do álbum, como tem sido a receptividade da galera nesse primeiro contato?
Marcão -
Muito acima do esperado, desde o início tivemos o apoio da galera que já acompanhava o meu trabalho, quem quiser ver fotos do show vai entender o que falo. Está muito legal.

Cifra Club: Você já vendeu milhões de CDs com o Charlie Brown Jr., fez turnês em outros paises e já tocou em estádio lotado. Existe a expectativa de repetir o feito com o TH6?
Marcão –
Não existe pretensão, pois aprendi que tudo vem naturalmente com dedicação e trabalho. Não adianta pensar no resultado antes de tudo, tem que trabalhar muito. É como pegar uma estrada pra se chegar a algum destino, naturalmente há um caminho pra percorrer até chegar lá.

Cifra Club: O que você achou do trabalho “Imunidade Musical” da sua antiga banda
Marcão -
Não tive curiosidade de escutar.

Cifra Club: Qual a sua relação com os novos integrantes do Charlie Brown Jr. e com o Chorão?
Marcão -
Relação normal, apenas não são pessoas do meu convívio.

Cifra Club: Em recente entrevista, Champignon – ex-baixista do Charlie Brown Jr. e atual Revolucionnários – disse que não era descartada uma reunião entre você, ele e o Pelado daqui um tempo. Qual a sua opinião sobre isso? Existe essa possibilidade?
Marcão -
Eles dois são pessoas especiais para mim. Nós três já fizemos muita coisa juntos, foram quase 14 anos de banda. Hoje estou totalmente voltado para o TH6 e não penso e projetos paralelos, mas no futuro, quem sabe?

Cifra Club: Qual a previsão de lançamento do álbum de estréia do TH6? Ele deve ser lançado independente ou por alguma gravadora?
Marcão -
Ainda estamos em negociação, mas deverá ser lançado no primeiro semestre de 2007.

Cifra Club: O que o público pode esperar desse primeiro trabalho do TH6?
Marcão –
Tudo que realmente sempre quis fazer como guitarrista. É o trabalho mais autêntico e introspectivo que já fiz. Podem esperar um disco feito com muita dedicação.
 

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