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“Uma banda, um hit… E só”. Relembre artistas de apenas um sucesso

12 de junho de 2009 13:16 Por Raquel Camargo

Uma banda ou um cantor até então desconhecido nacionalmente, do dia para a noite, começa a ter uma música tocada em todas as estações de rádio, todo o tempo. Muito provavelmente a faixa em questão é daquelas “chicletes”, e se você ouvir 10 segundos dela será o suficiente para sofrer no mínimo 24 horas repetindo o refrão, por mais que se esforce para que isso não aconteça.

Essa mesma banda ou cantor, que fez um baita sucesso comparece aos grandes programas de TV e te persegue até em sonhos (ou seriam pesadelos?), de repente desaparece. Dá até um vazio…  Essa é a tão comum e conhecida “banda de um sucesso só”, ou “one hit wonder”.

P.O. Box: é papo de jacaré

P.O. Box: é papo de jacaré

Nostalgias de um sucesso

Seja no ritmo do “Bagulho na Bumba”, dos Virgulóides; nas verdades de “Coisa de Maluco”, da banda Fincabaut ou até no rock de “Melissa”, dos caras do Bidê ou Balde… É fácil listar os sucessos meteóricos dos últimos tempos da música brasileira.

Esse papo chega a ser nostálgico. Por enquanto a gente vai até deixar de lado o axé, o funk e o pagode dessa seleção. Veja aí músicas que levaram seus autores ao sucesso nacional de forma rápida, e que deixaram os mesmos no esquecimento na mesma velocidade nos últimos tempos.

Saiba um pouco mais dos meteóricos sucessos e seus autores, e no vídeo abaixo, relembre-os.

Patricia Marx – Sonho de Amor

Quando criança, Patrícia foi uma das integrantes do grupo infantil Trem da Alegria. Ela cresceu, continuou gostando de música e então se lançou como cantora solo.

Em 1990, com “Sonho de Amor” ela realmente fez sucesso, não ficava mais que uma semana sem participar de algum grande programa de TV ou rádio.

Patrícia hoje ainda trabalha como cantora, lançou vários outros CDs, mas a repercussão dos mesmos foi bem menos expressiva.

Os Virgulóides – Bagulho no Bumba

Foi em meados de 1997 que esses caras tiveram a música “Bagulho no Bumba” lançada. Era um som que lembrava pagode, todo mundo sabia, mas por causa de sua letra sarcástica conquistou até mesmo aqueles que odiavam o estilo.

A banda foi tão fenômeno que até levou prêmio de Artista Revelação no Prêmio Multishow de Música Brasileira de 1997.

P.O. Box – Papo de Jacaré

Foi no verão de 2000 que aquele refrão grudou na mente de todos: “Vou te bater uma real/ Vou dizer que sou o tal/ Bater um papo no café/ É papo de jacaré/ Mas vê se fala por favor/ A minha língua/ Que já tem até uma íngua/ Por causa do seu inglês”.

Depois desse super sucesso, não se ouviu falar mais da banda que surgiu em Goiânia.


Br’oz – Prometida

“Prometida” foi uma canção fruto do grupo criado a partir do programa Popstars, do SBT, em 2002.

Com menos de um ano de carreira, o primeiro disco do grupo teve mais de 350 mil cópias vendidas.

O Br’oz se separou em 2005, e agora os ex-integrantes trabalham com outros projetos musicais.

Cogumelo Plutão – Esperando Na Janela

Cogumelo Plutão fez muito sucesso com “Esperando na Janela”, uma música bem fofa que rendeu trilha sonora da novela Laços de Família, e até regravações de nomes famosos, como o de Angélica e da dupla sertaneja Rio Negro e Solimões.

Após um estouro arrebatador com a música, a banda decidiu parar em 2003, devido um problema de saúde do vocalista, Blanch. O cantor descobriu que sofria de um raro tipo de aneurisma.

Em 2005 o músico se recuperou e a banda voltou à ativa.

O Surto – A Cera

Com um rock promissor, a banda O Surto mudou a rotina das rádios com a música “A Cera”.

Conhecida também como “Pirou o Cabeção”, a faixa levou o grupo a tocar, inclusive, no palco principal do Rock in Rio III em 2001.

Os roqueiros do Ceará ainda estão na ativa, entretanto não conseguiram emplacar outro grande sucesso da mesma maneira.

Rumbora – O Mapa da Mina

Vindo de Brasília, o Rumbora trouxe à cena do rock independente a faixa “O Mapa da Mina” com aquele clima de “banda promissora”.

Lançada em 2000, no disco “Exército Positivo e Operante”, a música virou parte da trilha sonora de Malhação, e foi indicada para o prêmio VMB (Video Music Brasil) na categoria “escolha da audiência”.

O Rumbora chegou a tocar na Tenda Brasil do Rock in Rio III. Mesmo com o sucesso, os músicos decidiram encerrar a história da banda em dezembro de 2005, alegando falta de apoio.

Twister – 40 graus

O grupo Twister entrou na estrada em 2000. O disco de estréia, que levava o nome da banda como título, já levou os músicos ao ápice, alcançando 250 mil cópias vendidas.

O hit “40Graus”se firmou como primeiro lugar nas paradas de sucesso de vários rádios.

A banda, que também arrancava suspiros das adolescentes, teve problemas sérios durante ano de 2002, dentre eles o fim da gravadora Abril Music, e a prisão do cantor Sander, por posse de drogas. Depois de tanta confusão, o Twister chegou ao fim.

Penélope – Namorinho de Portão

Penélope trazia uma pitada de feminilidade ao rock. Com a vocalista Érika Martins e Cia, a música “Namorinho de Portão” fez sucesso em meados de 1999.

A faixa que fazia parte do disco “Mi Casa, Su Casa” também foi escolhida para fazer parte da trilha sonora da novela Malhação. O disco em questão até teve um destaque também com a faixa “Holiday”, mas nada que se compare.
Com três álbuns lançados, o grupo anunciou o seu fim em 2004.

Luka – Tô Nem Aí

Música do melhor tipo “lavagem cerebral”, “Tô Nem Aí” começou a fazer sucesso em 2003.

Muitos dizem por aí que Luka ficou realmente conhecida no Brasil por causa do Big Brother Brasil 3, já que a participante do programa Elane não parava de cantarolar o hit.

A faixa em questão fez também parte da trilha sonora da novela “Malhação”.

A cantora também levou prêmio para casa por causa de seu meteórico sucesso, na categoria Música do Ano da premiação feita pelo Domingão do Faustão.

Fincabaute – Coisa de Maluco

A banda Fincabaute fez tanto sucesso com a música “Coisa de Maluco”, era tão adorada, que fica até difícil entender o motivo do sumiço.

O grupo também explodiu nas rádios em meados de 1997 com a música que tinha a letra cheia de verdades. “É coisa de maluco/Mas acontece/Depois que o cara morre/É que a gente reconhece…”, dizia a letra da aclamada faixa.

Os caras são tão misteriosos que mesmo revirando o Google de cabeça para baixo é difícil encontrar informações sobre. Nem foto boa eles têm na internet. Misterioso.

Comente à vontade, mas pegue leve com os palavrões e/ou ofensas senão seu comentário pode ser editado ou deletado. =)

Studio Sol