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      Som que salva: células ligadas ao câncer morreram ao som de Beethoven

      15 de abril de 2017 9:41 Por Damy Coelho

      Um novo estudo feito no Programa de Oncobiologia da UFRJ promete ser um avanço para pesquisas de curas alternativas do câncer. No estudo, células tumorais do câncer de mama foram expostas à icônica “Quinta Sinfonia” de Beethoven. O resultado foi surpreendente:  uma em cada cinco células tumorais MCF-7 morreram depois de expostas a meia hora da obra.

      A experiência é super importante por abrir uma nova fonte contra a doença, por meio de timbres e frequências sonoras. Como se sabe, os tratamentos do câncer geralmente são bastante agressivos, como a radioterapia. É cada vez mais importante que tratamentos indolores e alternativos sejam criados para as pessoas que sofrem desse mal.

      “A musicoterapia costuma ser adotada em doenças ligadas a problemas psicológicos, situações que envolvam um componente emocional. Mostramos que, além disso, a música produz um efeito direto sobre as células do nosso organismo”, explica a coordenadora do estudo, Márcia Capella, ao jornal O Globo.

      O mais curioso é que outras músicas clássicas foram colocadas à prova no estudo, sem sucesso. Foi o caso da “Sonata para 2 pianos em ré maior”, de Mozart. A canção é uma das mais populares em musicoterapia, mas não teve efeito neste estudo em específico.

      “Foi estranho, porque esta sonata provoca algo conhecido como o “efeito Mozart”, um aumento temporário do raciocínio espaço-temporal”, explica a coordenadora. “Mas ficamos felizes com o resultado. Acreditávamos que as sinfonias provocariam apenas alterações metabólicas, não a morte de células cancerígenas”, pondera.

      O estudo promete avançar, expondo as células cancerígenas a outros gêneros musicais, para testar novos timbres capazes de causar o mesmo efeito que a “Quinta Sinfonia”. Por enquanto, só a música clássica vem sendo trabalhada – a música ”Atmosphères”, de György Ligeti, provocou efeitos semelhantes àqueles registrados com Beethoven.

      “A partir do mês que vem, os pesquisadores testarão o efeito do samba e do funk sobre as células tumorais”, adianta a pesquisadora.

      Mais uma vez, a música prova que é capaz de salvar vidas!

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