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      O feminejo já lançou até música de protesto

      6 de outubro de 2017 16:11 Por Damy Coelho

      Lorena e Rafaela: novo nome do feminejo – e do tal sertanejo de protesto (Divulgação)

      Alguém duvidava que a música de protesto do sertanejo seria cantada por mulheres? Depois da onda que levou as cantoras a dominarem os palcos nos festivais do gênero e nos rodeios – algo nunca visto antes – agora, tem gente criando uma nova categoria do estilo: “o sertanejo de protesto”.

      Tudo por causa de uma música das jovens Lorena e Rafaela, chamada “Políticos de Terceiro Mundo” e que viralizou nesta semana.

      A letra fala sobre a crise política do país e sobre a os escândalos de corrupção que vêm tomando conta dos noticiários. Dá uma olhada:

      As irmãs mineiras Lorena e Rafaela cantam e compõem músicas sertanejas desde crianças e chegaram até o palco do The Voice Kids. Além da autoral Políticos do Terceiro Mundo, as cantoras também fazem sucesso no YouTube interpretando clássicos do sertanejo, de Milionário e José Rico a Zezé Di Camargo e Luciano.

      Conheça mais o trabalho da dupla:
      Palco MP3: palcomp3.com/lorenaerafaelaoficial
      Facebook: facebook.com/lorenaerafaelaoficial

      Vai ter protesto no sertanejo, sim!

      Mas se engana quem pensa que Lorena e Rafaela inventaram o sertanejo de protesto. Além dos hits sobre sofrência, bebedeira e onomatopéias como “tcherêtchêtchê”, o sertanejo há muito tempo já faz músicas que retraram o sofrimento do povo e que, de certa forma, atacam o sistema político vigente.

      Veja outros exemplos de quando o sertanejo ficou engajado:

      1. Imposto do Selo

      A primeira “música de protesto” do sertanejo vem lá de 1930, na voz de uma das primeiras duplas sertanejas do país. Imposto do Selo é uma crítica bem-humorada e direta ao imposto decretado pelo governo Vargas, que assombrava a população mais carente do país.

      2. Protesto Sertanejo

      Nos anos 1970, a dupla Conselheiro e Confidente lançava o álbum Protesto Sertanejo. A faixa-titulo que abre o disco fazia uma crítica ao progresso desenfreado do país, que desmatava rios e matas indiscriminadamente. Mais atual, impossível, né?

      3. Ele Bate Nela

      Dando um salto na história da música sertaneja, vamos direto para 2014: Um dos primeiros sucessos de Simone e Simaria contam a história de uma vítima de violência doméstica. No final do clipe, há uma mensagem de conscientização sobre a denúncia desses casos, com o número 180.

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