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      Morre Dona Ivone Lara, a “Grande Dama do Samba”

      17 de abril de 2018 7:14 Por Gustavo Morais

      A música brasileira está de luto: a cantora Dona Ivone Lara, de 97 anos, morreu na noite desta segunda-feira (16), no Rio de Janeiro, por conta de um quadro de insuficiência cardiorrespiratória. A artista estava internada desde sexta-feira (13), data em que fez aniversário, no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI) da Coordenação de Emergência Regional (CER), no Leblon, na Zona Sul da cidade.

      Dona Ivone Lara lutava contra a anemia e precisou receber doações de sangue. O estado de saúde dela já era considerado bastante grave. No hospital, segundo o G1, a família comentou como foram os últimos dias de vida da sambista. De acordo com a nora Eliana Lara Martins da Costa, a artista nunca perdeu a serenidade para lidar com a doença:

      “Ela estava sempre procurando um caderninho pra escrever uma música, estava sempre cantarolando pro neto. Até a última semana ela estava super bem, com a cabeça ótima. Ela estava muito fraquinha, mas a cabeça estava ótima”

      O corpo de Dona Ivove Lara será velado nesta terça (17), na quadra da escola de samba Império Serrano.

      A “Grande Dama do Samba”

      Dona Ivone nasceu em família de amantes da música popular e enfrentou o preconceito por ser mulher e sambista. Filha de pai violonista de sete cordas e e de mão cantora da ranchos carnavalescos, a artista carregava o samba no DNA.

      Com a fundação da Escola de Samba Império Serrano, em 1947, passou a desfilar na ala das baianas. Em 1965, ela escreveu o samba “Os Cinco Bailes da História do Rio” e tornou-se a primeira mulher a fazer parte da ala de compositores de escola de samba.

      Seu maior sucesso é “Sonho Meu”, música que estourou nas paradas de sucesso com Maria Bethânia e Gal Costa. Entre os intérpretes que gravaram suas composições destacam-se Clara Nunes, Roberto Ribeiro, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paula Toller, Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Mariene de Castro, Roberta Sá, Marisa Monte e Dorina.

      Dê o play e celebre o legado de uma artista que já faz muita falta.