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      Um ano sem Chris Cornell, uma lacuna impreenchível no rock

      18 de maio de 2018 10:19 Por Gustavo Morais

      Chris Cornell deixou legado incontestável (Foto/Divulgação)

      Parece que foi ontem, mas a morte de Chris Cornell acaba de completar um ano. Naquele 18 de maio de 2017, Cornell foi encontrado morto, em um quarto de hotel, vítima de suicídio. Ele tinha 52 anos.

      Pioneiro do movimento grunge, uma das vertentes mais importantes do rock, Christopher John Boyle foi um dos vocalistas mais emblemáticos de sua geração. Dono de um timbre rouco e de uma extensão vocal peculiar, Chris conseguiu um lugar no seleto grupo de artistas que conquistam fãs nos mais variados estilos de rock. Considerada por muitos como “antítese do grunge”, a turma do hard rock, por exemplo, sempre reverenciou o trabalho dele.

      Inquieto por natureza, Chris integrou vários projetos musicais. Bastante versátil, ele soube imprimir sua marca registrada por onde passou. Seja no Temple Of The Dog, no Soundgarden ou no Audioslave, bandas grandiosas, a qualidade vocal do já saudoso artista foi o elemento que fez a diferença. Além do talento, Chris Cornell sempre teve a seu favor a capacidade de criar canções que vão ao encontro do que precisamos ouvir. A cada audição, nós temos a nítida sensação de que as letra foram escritas após uma boa conversa entre amigos.

      Em 33 anos de carreira, a voz dele foi imortalizada em 17 discos e emplacou mais de 20 singles nas paradas de sucesso. Com uma simples conta, não fica difícil concluir que Chris Cornell foi um artista que ajudou o rock a ser menos sectário. Seu legado incontestável reverberou nas gerações subsequentes e, se o rock tiver sorte, continuará ecoando…