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      Raio-X do baixo: entenda como os grooves chegam aos seus ouvidos

      8 de junho de 2018 10:17 Por Gustavo Morais

      Até o começo da década de 1950, os contrabaixistas tinham intensas dificuldades para o transportar o instrumento, que era delicado (por ser feito de madeira) e desajeitado.

      No ano de 1951, um técnico em eletrônica de 42 anos chamado Leo Fender [sempre ele, né?] criou o baixo elétrico. Batizado “Precision”, o instrumento rapidamente ficou conhecido como “Fender Bass”. Na imagem abaixo, você pode observar as partes do baixo e um esqueminha de como o som sai do instrumento.

      Anatomia do instrumento responsável pelo “gravão” (Imagem/Studio Sol)

      Nas próximas linhas, nós vamos explicar um pouco sobre o caminho que o som percorre até chegar aos nossos ouvidos! Para começar, precisamos lembrar que o som do baixo é mais grave, em relação ao som da guitarra, porque suas cordas são mais grossas e mais extensas.

      As cordas do baixo são as responsáveis pelo som ser mais grave (Foto/Internet)

      As cordas do baixo possuem seu próprio campo magnético. Quando as cordas magnetizadas são tocadas, elas vibram e provocam uma variação em seu campo magnético. Por indução magnética, essa variação é transformada em corrente elétrica dentro do captador, que envia esse sinal elétrico para o amplificador, que amplifica o som.

      Solta o groove! (Foto/Pexels)

      Os captadores consistem em um ou mais eletroímãs. Fisicamente eles são chamados de “transdutores”, que por definição quer dizer, qualquer dispositivo eletrônico ou eletromagnético que converte formas de energia física em energia elétrica.

      A captação passiva utiliza imãs maiores para captar o som e mandar para fora do baixo. Isso resulta em uma sonoridade mais aveludada e natural. O timbre não tem tanto peso e os slaps ficam fracos no baixo passivo.

      Baixo passivo (Foto/Internet)

      Por sua vez, o baixo com captador ativo usa uma ou duas baterias de 9 Volts, para dar mais ganho ao sinal através de um pré-amp (no próprio baixo) antes deste sinal sair do baixo em direção ao amplificador.

      Baixo ativo (Foto/Internet)

      Para entender um pouco mais sobre a questão da captação, que tal conferir o recado que o Naldão tem pra você?

      Variações diferenciam um baixo do outro

      Número e tipos de cordas: foi planejado para ter 4 cordas. Porém, atualmente, existe baixo de até 12 cordas, alguns com até mais, geralmente são construídos por luthiers. De maneira comercial, o mais comum são baixos de 4, 5 e 6 cordas.
      Captação: ativa ou passiva
      Madeira: a matéria-prima utilizada no corpo, no braço e na escala, inevitavelmente, provocam inúmeras diferenças no timbre.

      Geralmente, essas partes causam uma grande diferença em: sonoridade, qualidade do instrumento e preço.

      Se você chegou até aqui, certamente conseguiu entender um pouco mais sobre como a mágica funciona. Lembre-se que o conhecimento musical é infinito, isto é, após aprender um fundamento, nunca pare com os estudos!

      E não se esqueça: qualquer dúvida, a galera do Cifra Club está pronta para te dar um help!