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      Três formas inusitadas de se ouvir música; a arte vive!

      9 de julho de 2018 9:31 Por Gustavo Morais

      Música além do fone de ouvido (Reprodução/Pexels)

      As tecnologias estão para o ser humano assim como Madonna ou Elvis Presley estão para a cultura pop. Um sem ou outro? “É improvável, é impossível”! E quando o assunto é “ouvir música”, a gente sempre dá um jeitinho de surpreender.

      Por essas e outras, nós gostaríamos de te apresentar três “players” tão surpreendentes quanto as mais modernas tecnologias!

      1. O começo da pirataria

      Durante as décadas de 1950 e 1960, o acesso aos discos fora dos Estados Unidos e Inglaterra era bem difícil. Além de caros, os álbuns chegavam às lojas com bastante atraso. Naqueles tempos de Guerra Fria, os embargos econômicos e culturais impediam que os jovens da União Soviética ouvissem discos de jazz, boogie woogie e rock and roll.

      Porém, um grupo de jovens chamado “stilyagi” conseguiu driblar a censura imposta pelo regime Comunista e desenvolveu um esquema para piratear discos. Para ouvir a música que vinha do lado de cá do mundo, os “stilyagis” deram um “jeitinho” de prensar e distribuir os álbuns em chapas de raio-x.

      Chapas de raio-x trouxeram o rock para a URSS (Reprodução/Internet)

      A técnica foi chamada de “bone music” (música dos ossos, na tradução livre). A “matéria-prima” era coletada em hospitais e os álbuns eram prensados em vitrolas adaptadas, cortados em círculo com uma tesoura e o círculo central era feito com cigarros.

      Os discos eram de baixa qualidade, se deterioravam rapidamente, mas eram baratos – apenas alguns rublos comparado com o custo de um LP ocidental. A alegria dos jovens soviéticos não durou muito tempo. Em 1958, os oficiais do governo descobriram a estratégia e aboliram a prática.

      2. Cantos da cripta ou o verdadeiro som da (sic) Sepultura?

      Já pensou em partir pro outro lado da vida e, literalmente, nunca mais sair do ouvido de seus entes queridos? Isso é 100% possível! Por cerca de R$ 12 mil, a empresa britânica And Vinyly faz suas cinzas virarem um disco de vinil! O valor inclui 30 cópias do LP. De quebra, o cliente pode escolher o áudio, as imagens e os textos da capa e da contracapa do bolachão!

      Imagem de um um disco produzido com cinzas humanas (Reprodução/Internet)

      3. Sons que nascem em árvore

      Os anéis que você vê em uma árvore são, na verdade, uma espécie banco de informações. Eles fornecem informações sobre a idade, condições ambientais favoráveis ao crescimento da árvore, entre outras. Mas você sabia que além de ferramenta da natureza, eles podem ser música?

      “Música de madeira” é bem boa (Reprodução/Site Oficial)

      O músico alemão Bartholomäus Traubecké inventou um equipamento que “traduz” anéis de árvores para música, jogando-os em uma plataforma giratória, como um tocador de discos de vinil. Ao invés de usar uma agulha como num disco, sensores reúnem informações sobre a cor da madeira e textura e usam um algoritmo que traduz as variações em notas de piano. A amplitude da variação entre árvores individuais resulta em uma melodia individualizada.

      Batizado “Years”, o álbum lançado por Traubecké apresenta abeto vermelho, cinza, carvalho, bordo, amieiro, nogueira, e árvores de faia. Dê o play e confira uma amostra: