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      Patrimônio da Humanidade, Frevo merece mais reconhecimento no Brasil

      14 de setembro de 2018 11:19 Por Gustavo Morais

      Passista de frevo desfila seu talento (Foto:Allan Torres/Ministério da Cultura)

      Com raízes nas cidades de Olinda e Recife, em Pernambuco, o frevo é uma arte urbana surgida no final do século XIX. Trata-se de uma perfeita mescla de gêneros musicais, danças, capoeira e artesanato.

      Em 2007, o  Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) declarou o frevo como Patrimônio Imaterial do Brasil. No dia 5 de dezembro de 2012, durante uma solenidade, na França, a UNESCO reconheceu o frevo pernambucano como Patrimônio Imaterial da Humanidade.

      Em 14 de setembro é comemorado o “Dia Nacional do Frevo”. A data foi criada em homenagem ao dia do nascimento do jornalista Osvaldo da Silva Almeida, reconhecido como um dos criadores da palavra “frevo”. O termo tem origens na palavra “efervescência”, por causa da rapidez no movimento dos pés e do corpo, como se o chão estivesse a “ferver”. Esse ritmo musical acelerado é traduzido em uma dança que mistura a marcha, o maxixe, alguns elementos da capoeira e inconfundíveis movimentos de pernas.

      Trata-se de uma das mais ricas expressões da inventividade e capacidade de realização popular na cultura brasileira. Possui a capacidade de promover a criatividade humana e também o respeito à diversidade cultural.

      “Eu quero frevo, eu quero frevo!”

      O ritmo mais pernambucano de todos continua embalando os foliões locais e também os que visitam o singular Carnaval que rola por aquelas bandas.

      Frevo precisa e merece ser mais reconhecido no restante do Brasil (Foto: Passarinho/Pref.Olinda)

      Como não poderia ser diferente, em Olinda e Recife, o “Dia Nacional do Frevo” novamente será comemorado em grande estilo. O público local vai celebrar a importância do frevo com diversas atividades, oficinas e apresentações. Em contrapartida, o restante do país não tem muito contato com uma manifestação cultural que é tão brasileira quanto o samba, a bossa nova ou o sertanejo.

      Por obra de um rude descaso, mais uma vez, não há nada sobre celebrar o frevo nas agendas culturais de cidades como Belo Horizonte (MG) e Campo Grande (MS), por exemplo. Fica a reflexão para que possamos fazer o esforço de reconhecer e valorizar mais esse que é um dos pilares de nossa cultura.

      Por um Brasil com mais frevo, já!