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      Comércio de guitarras e baixos fechou 2018 com crescimento de 44%

      9 de janeiro de 2019 8:09 Por Gustavo Morais

      Mercado de guitarras e baixos recebe doses de otimismo (Foto/Pexels)

      A crise econômica que assolou as finanças do povo brasileiro nos últimos anos, inevitavelmente, refletiu no mercado de instrumentos musicais. De acordo com dados da Associação Nacional da Indústria da Música (Anafima), entre 2012 e 2017, as vendas de guitarras e baixos amargaram uma queda de 78%. Porém, como toda fase ruim tem um fim, o mercado melhorou em 2018. Segundo a mesma Anafima, o setor cresceu 13% e a categoria “guitarras e baixos” fechou o ano com alta de 44%.

      Em conversa com a CBN, o presidente da Anafima, Daniel Neves, explicou que esses instrumentos estão voltando a ter relevância no mercado “num movimento natural pós-crise”. “Por causa da estagnação da economia, muitos revendedores e fabricantes acumularam estoque, que foi sendo vendido aos poucos até 2017″.

      “Esse crescimento das guitarras e baixos foi uma recuperação de uma defasagem que a gente tinha na área de importação por conta de um excesso de compra quando o dólar estava muito baixo. A compra da guitarra e do contrabaixo, especificamente, voltou ao equilíbrio da balança. Porque já houve um grande investimento em 2010 e 2011 e vários exportadores ficaram com os produtos estocados e o mercado caiu. No entanto, o consumo desse estoque já foi efetuado nos anos seguintes. Sim, a guitarra cresceu, os outros produtos também cresceram, e isso se deu por uma melhora na economia sem dúvida nenhuma”

      O cenário nos últimos anos remodelou o mercado em diversos aspectos. Muitos profissionais entenderam bem o conceito de “crescer na crise” e se reinventaram. Alguns luthiers, que antes cuidavam apenas manutenção e regulagem de instrumentos, encontraram uma oportunidade para produzir e vender guitarras personalizadas, a um preço mais acessível. A Anafima estima que, somente em 2018, os luthiers movimentaram pelo menos 42 milhões de reais.

      Apesar de ser referência no setor, a Gibson não escapou do longo período de crise (Foto: Site Oficial)

      Para 2019, as expectativas em torno do mercado de instrumentos musicais são as melhores possíveis. A Anafima estima um crescimento de 30% em 2019. Ao que tudo indica, a crise que amedrontou até as gigantes fabricantes mundiais tem mais passado do que futuro.