"Falem mal, mas falem de mim", diz o bilhete acimaOnde estávamos? Ah, sim. Steven Adler falava de sua rotina musical nos tempos em que era responsável pelas baquetas do Guns N' Roses e também nos dias de hoje, durante seu comando no Adler's Appetite.
E por "rotina musical", deu para entender que ele quis dizer "heroína, brigas e decepções". Dá para imaginar como era a rotina fora da banda? Sim! Nós já dissemos, mas repetiremos: Steven Adler falou demais ao site MetalSludge. E aqui está o resto!
Sobre a maior quantidade de dinheiro que já gastou em uma noite:
"Putz, quanto já gastei de grana viva ou de cartão de crédito? Já fiz muita compra, fiquei satisfeito e agradeço muito por isso. Mas sei lá... já comprei um caminhão (risos), foi numa noite dessas em que eu senti que devia comprar um Ford Bronco novinho. Mas sei lá, já gastei 600 mangos em drogas. É muita droga, então devo ter levado uns dois ou três dias pra acabar com tudo (mais risos). Brincadeira, viu? Brincadeira! O máximo que gastei foram 300 dólares".
Sobre mudar uma coisa no passado, se pudesse:
"Eu mudaria o dia em que estava em turnê com o Aerosmith, dirigindo minha scooter por aí e trombei o baixista do TSOL. Cumprimentei ele, porque a gente se conhece, acho ele jóia demais - por isso uso a camisa do TSOL no clipe de "Sweet Child O' Mine". Perguntei se ele tinha ingressos pro show e ele disse que não. Dei alguns para ele e perguntei onde ele ia. "Vou arrumar bagulho por aí", ele disse".
"Eu já havia tomado heroína uns três anos antes com o Slash e, como contei, passei mal demais. Mas nem pensei nisso, tirei 20 mangos do bolso e falei "me descola um pouco também". Foi nesse dia que usei, não passei mal e trombei o Steven Tyler quando estava doidão. Eu mudaria esse dia, foi o pior dia da minha vida".
Sobre a relação com Vicki Hamilton, a garota que conseguiu um contrato para o Guns N' Roses e foi a 'rede de segurança' da banda:
"Ela é demais. Eu não tive nada a ver com o fato de ela ter sido excluída da turma, mesmo após ter descolado o contrato! Eu sempre fui a favor de tê-la por perto. Não foi minha idéia tirá-la da reta e eu não tinha voz o suficiente para contradizer a decisão dos outros. Me lembro que na última vez que ficamos no apartamento dela, eu e Axl brigamos e destruímos o lugar todo. Ele me jogou em cima dum extintor de incêndio e eu empurrei ele pra cima de uma mesinha de centro toda de vidro, que virou migalhas".
"Destruímos TV, fizemos buracos na parede. Mas claro, minutos depois a gente estava se abraçando e o Axl dizendo "cara, desculpa aí, sério... é que... sabe como é, né?" e eu "nem esquente a cabeça, cara, tá tudo OK, vamos fazer um show". Mas vou dizer: se tem um cara com quem eu jamais brigaria é com o Duff [McKagan, ex-baixista do Guns]. Ele é um cara ótimo e é durão pra cacete, jamais entraria em uma briga com esse cara. Ele é f***. Ah, me lembro também de ter transado com uma garota linda na cobertura do apartamento da Vicki. Foi demais!".
UMA OBSERVAÇÃO:
Após falar sobre estes aspectos ao site MetalSludge, Steven Adler se disse infeliz com o conteúdo da entrevista e passou a dizer que o site falava mal dele. Neste ponto, a turnê européia do Adler's Appetite ia de mal a pior, com rumores de que o vício em drogas de Steven estava piorando e que a excursão de 8 semanas parecia não durar sequer uma, com a demissão de todos os integrantes do grupo - de novo. Incomodado pelo excesso de detalhes publicados da entrevista que fez ao site, deixou o seguinte recado: "Falem mal, mas falem de mim. Vão se ferrar - Steven Adler".
Sobre as constantes brigas com Axl Rose:
"Todo mundo briga. Steven Tyler e Joe Perry brigaram também e o que aconteceu? Joe fez um disco solo e depois voltou. É assim que funciona, todo mundo precisa de uma briguinha de leve. Jamais fiz nada ao Axl, mas ele acha que eu dei remédios e heroína para a Erin Everly [esposa de Axl na época] após uma briga entre eles. Tudo culpa da vagabunda da esposa do Andy McCoy, que drogou a garota do Axl e depois foi dizer que fui eu quem botei ela nessa situação".
"Eu e Andy estávamos escrevendo algumas músicas no estúdio da minha casa. Daí chega a esposa dele com a Erin, dizendo que ela mal conseguia ficar em pé, blá blá blá. Perguntei o que diabos ela tinha dado para Erin. "Ah, eu dei alguns Klonopins, Clonidines e outras coisas, porque ela e Axl brigaram e ele bateu nela". Esses remédios são altamente depressivos, derrubam demais".
"Fui eu quem carreguei a garota do Axl, botou na cama, chamou ambulância e salvou a vida dela. E o tempo todo a vagabunda da esposa do Andy McCoy me dizia para dar heroína a ela. E eu mandava ela calar a boca, já que eu só tinha um pouco e quem conhece um viciado sabe que ele jamais divide o restinho de bagulho dele. Além disso, era a namorada do Axl. Isso não se faz. Não se ferra com a namorada de um amigo ou companheiro de banda".
"Por isso reafirmo, jamais fiz nada para o Axl e ele não fez nada para que eu o odiasse. Eu só me decepcionava quando ele saía no meio da terceira música em um show e não voltava mais. No Guns, a gente realmente se gostava e se apoiava. Não era como a formação antiga do Adler's Appetite, na qual eu sempre apoiei todos, mas eu jamais poderia contar com ninguém ali".
Sobre a última vez que achou que iria morrer:
"Hm, acho que em dezembro, quando estávamos na Argentina. Eu queria sair do Teatro pela porta da frente, mas havia uns 500 ou 600 moleques na porta esperando que eu saísse. Nas três primeiras tentativas, tentei sair e não consegui. Na quarta, dois seguranças foram me carregando através da multidão e eu estava com o maior sorriso na cara. Virei para o segurança e disse: "você sabe que a gente vai morrer agora, né?".
"Acho que nunca fui tão tocado - literalmente - na vida. Fiquei pensando que, se eu morresse, teria de ser ali e naquela hora. Eu estava confortável e relaxado. Eu estava feliz, rindo à toa, totalmente relaxado. Foi doloroso, mas não de uma maneira ruim. Eu olhei para o segurança e ele estava com uma cara de pavor. E olha que era um sujeito enorme. E eu ainda chego para ele e grito "cara, a gente vai morrer agora!". Foi jóia!".
Sobre a última droga que usou:
"Fumei um baseado agora há pouco (no dia da entrevista, 25/01). Mas não acho que maconha seja droga. Cigarro é. Exceto maconha e cigarro, a última vez que usei drogas foi há uns dois meses, fumei uma pedrinha de crack. É ótimo. Faz o pinto ficar duro quase que imediatamente, você tem os melhores orgasmos que um ser humano pode conceber. Acredite em mim, existe uma razão pela qual as pessoas fumam crack".
"O negócio vai direto para os genitais, cara. Você fica taradão na hora e quer achar alguém pra transar. Se você estiver sozinho, você acaba se masturbando. O melhor é fumar com uma garota que esteja a fim, porque você sabe que vai terminar em sexo. Sozinho, você tem de se masturbar muitas vezes e isso não é bom".
Sobre ter recebido sexo oral de outro homem por drogas:
"Isso não é verdade. A única vez que aconteceu foi quando eu tinha uns 13 anos. Sabe como é, moleques andam de pinto duro quase 24 horas por dia. Eu morava em North Hayworth e o Slash em Sweetzer. Às vezes eu ia à casa dele andando e passava pelo Santa Monica Boulevard (bairro com alto índice de prostituição gay). E quando você é adolescente, as garotas não querem nada com você. Então, eventualmente, você está numa festa com alguém e, de repente, tem um cara fazendo sexo oral em você".
"E não venham me julgar. Não sou o único aqui que fumou um baseado com 13 anos de idade, depois fumou outro com um desconhecido que, de repente, estava com a boca no meu pinto! Quem disser que nunca fez isso está mentindo! Eu não procurava por isso, simplesmente aconteceu. Eu era adolescente, não tem nada de errado com isso. E sei que não aconteceu só comigo. Eu gosto de mulher e só admiti que... p****, eu tinha 13 anos! Nenhuma garota faria sexo oral em mim!".
E aqui termina a saga nada educativa de nosso afável baterista Steven Adler, ex-Guns N' Roses, que nos presenteou com causos ora pra lá de hilários, ora pra lá de chocantes. Créditos da entrevista ao site MetalSluge.tv e tradução especial do Cifraclub, para você não ficar "boiando" em nenhum escândalo deste mundo do rock, cheio de patifarias e pisões em calos alheios.