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      Chorão, vocal do Charlie Brown, agride menor em supermercado

      14 de janeiro de 2003 20:31 Por Cifra Club

          Um adolescente de 17 anos acusou de agressão o vocalista Alexandre Magno Abrão, 32, o Chorão, da banda de rock Charlie Brown Jr. O adolescente registrou na noite do dia 12 de janeiro, no 2º Distrito Policial de Santos (SP) o boletim de ocorrência.     O menor disse que foi agredido pelo músico ao preferir ouvir o grupo Rouge em vez de Charlie Brown Jr.      Os investigadores do 2º DP convocaram Chorão para prestar depoimento. O músico se adiantou e lançou um comunicado onde conta sua versão sobre o caso: "À imprensa de São Paulo e do Brasil em geral. Segue abaixo pronunciamento de minha autoria a respeito dos injuriosos fatos narrados por um adolescente que registrou boletim de ocorrência: Sou uma pessoa que não escondo nada de ninguém. Trabalhei 12 anos duramente para chegar a onde estou. Não tenho em toda a minha carreira nenhum episódio parecido com o relatado. A minha conduta como artista é de levar mensagens de paz e prosperidade, em especial, aos jovens. Levo o nome da cidade de Santos para todo o país e para todo o mundo e sei que a represento muito bem. Que no domingo, por volta das 21h45 vim, após exaustivos shows durante a semana, descansar em Santos (cidade que escolhi). Que encontrava-me no Supermercado Extra fazendo compras na seção de CD's. Que, ao meu lado, encontravam-se duas pessoas que, desde que perceberam a minha presença, começaram a insultar a qualidade do meu trabalho. Que ouvi os desaforos e nada fiz. Que o responsável pelo setor onde eu me encontrava, percebendo a minha presença, colocou uma música de minha autoria. Que, em razão disso, um dos rapazes, passou a dizer palavras 'depreciativas' e 'humilhantes' da minha banda e, em especial, do meu trabalho. Que no local existia uma TV passando um DVD da banda Rouge. Que o Sr. Rodrigo, que estava ao meu lado, aumentou o volume do som e disse que o Charlie Brown era uma 'M' do 'C'. A pessoa que estava com o Sr. Rodrigo alertou-o, dizendo para não fazer aquilo, eis que eu estava presente. O Sr. Rodrigo, além de não escutar o seu companheiro continuou desferindo palavras contra a honra e a minha imagem e, em especial, da minha banda. Em razão disso não poderia me calar. Sou uma pessoa normal, como qualquer cidadão e por isso devo ser respeitado. A minha reação foi natural, como de qualquer cidadão. Aliás, não agredi ninguém conforme ardilosamente narrado no B.O. O que fiz foi apenas me defender de abruptas e inaceitáveis ofensas morais que, com certeza, maculam mais do que qualquer agressão física jamais praticada por mim, reitero. Os meus advogados estão cuidando do caso e, ao que parece, este rapaz quer aparecer, o que é uma pena . 'Um minuto de fama...' No momento , estou centrado no meu trabalho e quero me preocupar exclusivamente com a minha carreira, que, a cada dia que passa está em uma maior ascensão. Quero dizer a todos os jovens que liberdade de expressão é diverso de insultos, pois vivemos em uma democracia onde todos têm os seus direitos e obrigações e o direito de qualquer cidadão se estende vai até o limite do direito do próximo, respeitando sempre, a individualidade do próximo, seja ele artista, ou seja, ele pessoa comum do povo."

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