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Em novo livro, Lobão ‘detona’ PT, classe artística brasileira e outros

2 de maio de 2013 14:51 Por Gustavo Morais

Capa do já polêmico novo livro de Lobão

O sempre verborrágico Lobão voltou a disparar sua metralhadora giratória. Com seu novo livro, ”Manifesto do Nada na Terra do Nunca”, que será lançado neste mês, o músico tece duras críticas a figuras dos meios artístico e político do país. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o artista sustentou o ponto de vista acerca de alguns assuntos discorridos no livro.

Para Lobão, “sem o Ministério da Cultura, o que não é sertanejo universitário morre”. Segundo o cantor, o MinC é pouco criterioso e aprova projetos fazendo uso das famosas ‘vistas grossas’. “O ministério libera tudo, e impressionam as temáticas: bandas mortas se ressuscitam para comemorar um aniversário de vida que não tem”, vociferou. ” O Gilberto Gil é o rei, um dos que mais pedem (recurso via Lei Rouanet)! O cara foi ministro! Como é que as pessoas podem aturar isso?”, quetionou. O roqueiro ainda afirma ter recusado “R$ 2 milhões do Ministério da Cultura para fazer uma turnê”.

A respeito da presidente Dilma Rousseff, Lobão afirma que “ela foi terrorista. Ela sequestrou avião, ela pode ter matado. Como que ela pode criar uma Comissão da Verdade e, como presidenta, não se colocar? Deveria ser a primeira pessoa a ser averiguada”, sentenciou. O músico também deixou claro que não aprecia o PT. “Existe uma censura poderosíssima perpetrada por uma militância de toupeiras. Quem está dando golpe na democracia são eles, o PT está há dez anos no governo”, teorizou.

As dinamites do cantor estilhaçaram até os políticos de nossos países vizinhos. “Em 1991, só tinha um país socialista na América Latina, hoje são 18. São neoditaduras pífias. A Argentina é uma caricatura, o Evo Morales, o Maduro. Vão deixar o comunismo entrar aqui? É a mesma coisa que botar o nazismo. A América do Sul está se tornando uma Cortina de Ferro tropical”, filosofou.

Lobão não curte a psotura de alguns da música brasileira

Para falar o que pensa sobre alguns artistas famosos da música brasileira, Lobão não tentou fazer política da boa vizinhança e sustentou suas já conhecidas argumentações. “Sempre tive muito desinteresse pela Tropicália. Tom Zé, Jards Macalé e João Donato sempre foram melhores do que os que estão aí hoje representando o movimento, tanto o da bossa nova quanto o da Tropicália”, disse. Segundo o intérprete de “Decadence Avec Elegance“, Roberto Carlos virou uma “múmia deprimida” e Gonzaguinha e Edu Lobo são “duas das figuras mais insuportáveis da MPB”.

Já com a turma do rap, as palavras do artista foram ainda mais ácidas. Para Lobão, “Os Racionais são o braço armado do governo, são os anseios dos intelectuais petistas, propaganda de um comportamento seminal do PT. Não acredito em cara ressentido”, disse. O roqueiro ainda deixou claro que entende como funesta a postura de alguns rappers mais jovens. “Emicida, Criolo, todos têm essa postura, neguinho não olha, não te cumprimenta. Vai criar uma cizânia que nunca teve, ódios (raciais) estão sendo recrudescidos de razões históricas que nunca aconteceram aqui. Estão importando Black Panthers, Ku Klux Klan. Tem essa coisa de ‘branquinho, perdeu’, vamos tomar seu lugar”, ratificou.

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