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Show de Prince no intervalo do SuperBowl é criticado por puritanos

07/02/2007 - 13:49Da redação, por Rafael Mordente
Quis insinuar ou não? O que tem de mas, afinal?

Os puritanos e conservadores norte-americanos jamais prestaram atenção ou deram importância ao SuperBowl - a sempre aguardada final de futebol americano que traz em seu intervalo alguma performance bombástica de algum artista consagrado ou em ascensão.

Bom, pelo menos até 2004, quando Janet Jackson e Justin Timberlake enfureceram a "cúpula da decência" nos EUA com uma performance cheia de surpresas. Explica-se: em dado momento do show, uma "disfunção de vestuário" acabou resultando na exposição indevida do peito de Janet.

O acidente provocou a ira dos guardiões dos bons costumes e acabou levando a cantora a pedir desculpas em rede nacional. Timberlake não gostou nem um pouco da reação temerosa de Janet e decidiu ignorar as críticas para se concentrar na bem-sucedida carreira, como acredita que a irmã de Michael Jackson deveria ter feito.

Três anos depois, nada mudou demais. A 41ª edição do SuperBowl contou com uma surpreendente performance do astro Prince, que arrancou elogios até de seus detratores. Sacudindo os ânimos em um estádio completamente lotado, o cantor proporcionou um espetáculo de luzes e efeitos que já está sendo considerado por muitos o melhor show do intervalo da história do SuperBowl.

Mas nem  tudo são flores e nem toda chuva é púrpura: a exemplo de Janet e Timberlake, Prince também está sendo alvo de bombardeios morais e cheios de bons costumes por conta de um determinado trecho de seu show. Mais especificamente, durante a execução do clássico "Purple Rain".

A canção, tocada em versão reduzida, foi permeada por um espetáculo pirotécnico e de iluminação. Durante o solo de guitarra, um enorme lençol bege é projetado à frente do palco, provocando um belo show de sombras que desagradou profundamente os puritanos norte-americanos.

Tudo porque a guitarra tocada por Prince é o clássico instrumento estampado na imagem de destaque - desenho este que já é bastante datado e uma das marcas registradas do cantor. Vários grupos conservadores prontificaram-se a criticar a performance apenas porque a guitarra, vista por meio de sombras, apresenta um símbolo fálico "de extremo mau gosto".

Convenhamos: estamos falando de Prince, um sujeito que construiu sua música e teve os picos de sua carreira montados sobre a sólida base da libido e sexualidade humana. Símbolo fálico intencional ou não, não dava para esperar menos do astro. Ou dava?

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