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      Marcão, ex-CBJR e atual TH6, responde perguntas de usuários do Fórum

      24 de outubro de 2008 14:22 Por Cifra Club

      O guitarrista Marcão, que já tocou com o Charlie Brown Jr. e agora trabalha com o TH6 e Rockfellas, topou responder perguntas feitas por usuários do Fórum de guitarra do Cifra Club.

      Gui_sc: Sobre a sua nova banda, por que TH6 ?
      Marcão: Foi por acaso, um dia estávamos no intervalo de um ensaio e o calendário marcava Th 6 (Thursday) que traduzindo, quer dizer quinta-feira 6. Achamos interessante e fácil de ser memorizado.

      BaNdAiD e El Musicista: Quais são os músicos brasileiros da atualidade que você mais admira e que mais influenciam no seu jeito de tocar guitarra?
      Marcão: Existem muitos músicos da atualidade que admiro a começar por todos aqueles que participaram do CD do TH6. Gosto muito também do Andréas Kisser e do Lucio Maia.

      lespaulbabilon: Como é possível administrar técnica e virtuosismo na música pop?
      Marcão: Para todo estilo existe uma técnica adequada. Para tocar punk rock tem que se palhetar forte e rápido pra baixo, pra música instrumental tem que dedicar tempo ao estudo das escalas, pra música pop tem que criar coisa simples, mas que soe bem. Tudo tem uma técnica ou um jeito adequado para se fazer, independente do estilo é preciso saber administrar técnica e principalmente a musicalidade.
      Ah, não sou e nem me considero um virtuoso! É que quando comecei a tocar guitarra, estudei métodos de guitarristas virtuoses, como Greg Howe, Paul Gilbert e outros. E isso está impresso no meu estilo de tocar. Apenas isso!

      Diego_Serafim: Quais as características do seu timbre e do seu jeito de tocar?
      Marcão: Cresci nos anos 80 ouvindo AC/DC e Led Zeppelin, Black Sabbath, isso com certeza, influenciou no meu jeito de tocar até hoje. Já nos anos 90 ouvi muito Nirvana, RHCP, Rage e Limp. Tudo foi sendo absorvido e expelido através de uma Les Paul plugada em um Marshall.

      B.Frusciante: Quais são seus equipamentos (guitarras e amplificadores) favoritos? Quais modelos e marcas?
      Marcão: Gosto de uma infinidade delas. As principais guitarras são: Gibson Les Paul Custom Shop, Gibson SG 61, Fender Stratocaster 66/97, Jaguar 63, Telecaster 78, Hammer Explorer e PRS Standard.
      Já meu amplificador favorito é o Mesa Dual Rectifier Tremoverb e o Bogner Ecstasy, plugados nas caixas Mesa.

      sobrevivente: Quais pedais você usa? Você sofre com a famosa G.A.S (síndrome de aquisição de equipamentos)?
      Marcão: Uso poucos pedais- Wha-Wha, Cry Baby, Digital Delay Boss, Flanger Boss, Whammy Digitech e Line 6 X3.
      Em relação à febre por novos equipamentos, graças a Deus não possuo. Procuro apenas me manter atualizado, pois tenho um estúdio, e isso é necessário pra quem está no ramo, mas acredito que em termos de guitarra não conseguiram inventar nada igual às Gibsons e Fenders, pra mim, isso já resolve.

      zaqueu_grunge:  Você era “podado” por quem estava dentro do CBJR ou tinha liberdade total no processo de composição? Alguma vez te disseram “não toque isso, muito complexo” ou algo do tipo?
      Marcão: Não, nunca fui podado. Era apenas uma opção da banda em fazer algo mais simples, sem solos longos ou muito enfoque no instrumental. A vontade era fazer algo fácil de ser entendido e digerido. Com a idéia de fazer música pra tocar no rádio e se divertir.

      Kamus23: Você acha que o Acústico do CBJ foi o melhor trabalho que você já realizou no CBJr?
      Marcão: Cada disco do CBJr, tem uma cara diferente, por isso, não considero nenhum melhor que o outro. Cada um tem a sua história, o seu momento…
      O acústico foi bem legal pela releitura, por poder ter tocado com o Tadeu Patolla, pela dimensão que o álbum tomou e por ser diferente de tudo que eu já tinha feito. Mas prefiro os plugados, Bocas Ordinárias, 100% Charlie Brown Jr e o primeiro disco da banda.

      El Musicista: A faixa “É tudo”, da sua nova banda, contou com a participação de Champignon (ex-CBJR) e Pelado (ex-CBJR). Por que razão não houve esse encontro “completo” (com Chorão), relembrando a antiga formação do CBJR?
      Marcão: Porque aí, não seria TH6 e sim Charlie Brown (rsss). Além disso, a idéia não era fazer um revival, e sim o disco ter apenas participações especiais. Como aconteceu com DI, Gee, Badauí e Tico Sta Cruz. Mas isso numa boa, sem crise.

      ogaitnas: Se você pudesse escolher 2 ídolos seus para tocarem com você, quais
      seriam?

      Marcão: Tom Morello e Zakk Wylde

      Atum Bluesman: Quais as vantagens e desvantagens do sucesso?
      Marcão: Vantagens: O sucesso só traz coisas boas pra sua vida: mulher, fama, dinheiro, prestígio, conhecimento…
      A única desvantagem é que você fica um pouco visado e perde a liberdade de cidadão anônimo.

      gucrispim: Qual a maior banda de Rock’n Roll do Brasil hoje, no país? (Banda nacional mesmo, que cante em português, que tenha público, história e atitude)
      Marcão: O NX Zero, é a banda N° 1 no Brasil, hoje.

      Slash_1989: O que você acha das bandas que vêm surgindo recentemente. A mídia tem dado muito espaço a essas bandas vulgarmente conhecidas como “comerciais”?
      Marcão: A mídia sempre deu e vai dar espaço para o que é comercial. Os músicos de hoje em dia estão tendo    mais informação e consequentemente tocando melhor.

      Billy The Kid: Você fica nervoso na hora de tocar? Se fica, como você supera o nervosismo? Tem algum truque, ou é costume?
      Marcão: Fico! Até hoje sinto um aperto no estomago. Pra superar, é necessário bastante aquecimento, concentração e uma cerveja, é claro! (Rs)

      TakeN: Você acha que com muito esforço e dedicação dá pra viver de música no Brasil ou você acha o sucesso tem haver com sorte e Q.I (quem indica)?
      Marcão:Com certeza isso é possível! Senão, eu mesmo não estaria aqui hoje, sou prova de que um sonho pode se realizar. Mas tem que trabalhar duro e principalmente acreditar. Essa história de quem indica não existe! Você pode até convencer uma pessoa a te indicar, mas não vai conseguir convencer o público se sua música não for boa.

      Johnny Favorite – Qual o caminho para o rock no Brasil? Qual tipo de rock você mais gosta e qual tipo acha que está mais em alta?
      Marcão: O Brasil sempre absorveu o que está acontecendo lá fora, quase tudo que acontece lá, acaba acontecendo aqui, ao nosso modo, alguns anos depois. Isso é uma tendência mundial. Já o que mais gosto é o rock pesado que não toca na FM. O que está mais em alta hoje é o que rotulam de EMO, que pra mim é o Hard Core melódico.

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