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      Guitarrista da banda Cine fala sobre o novo disco, confira

      22 de novembro de 2011 14:24 Por Gustavo Morais

      Disco novo usa o videogame como conceito criativo

      A banda Cine lançou nesta terça-feira (22) o disco “Boombox Arcade”, o segundo trabalho da carreira do grupo.

      Nesta empreitada os músicos DH (voz), Dan Valbusa (guitarra, programações), Bruno Prado (baixo e voz), Dash (teclados, programações e voz) e Dave Casali (bateria e voz) decidiram apostar em uma sonoridade eletrônica. Para construir as letras, o quinteto decidiu traçar paralelos entre os aspectos do cotidiano e o conceito do videogame.

      O guitarrista Dan bateu um papo com o Cifra Club News e falou um pouco sobre os processos de concepção do CD.

      Em relação ao primeiro trabalho do Cine, o álbum “Boombox Arcade” apresenta uma guinada pop eletrônica. Esta mudança é um indício de que a banda tende a adotar um som menos firmado no pop rock ou é uma tentativa de conquistar novos públicos?
      Na verdade a gente acabou fazendo esse disco baseado mais no que estamos ouvindo atualmente, que são coisas eletrônicas, do que no pop rock que fazíamos anteriormente. Então nós acabamos arriscando porque o nosso público ficou meio supreso. Mas acabou dando que meio certo isso e o pessoal gostou do resultado.

      Houve algum estranhamento por parte dos fãs que estavam acostumados com a sonoridade que vocês adotavam?
      A gente pensou que haveria, mas ficamos supresos porque os fãs acabaram gostando até mais do que antes! Acabou somando um público novo, que curte mais esse som eletrônico. Então, foi positiva pra caramba essa mudança.

      Como se deu o processo de composição das músicas desse novo trabalho?
      Nesse novo trabalho a gente acabou convidando um trio de produtores chamado The Hit. Eles têm um conhecimento mais ampliado sobre música eletrônica e a gente tava meio que ‘caindo de cabeça’ e queríamos um auxílio. Já conhecíamos o trabalho deles e éramos super fãs dos caras! Acabou rolando então esse contato e a gente compôs o disco junto com eles.

      Durante a turnê vocês pretendem apresentar as músicas com os arranjos eletrônicos do disco ou existe a possibilidade dos arranjos serem mais adaptados à sonoridade tradicional da banda?
      Estamos adaptando. Continuamos no show uma banda com baixo, teclados, guitarra e bateria. Mas somamos esses elementos de música eletrônica, soltando essas batidas eletrônicas com os sintetizadores e tudo mais. Mas é tudo repaginado, para uma versão ao vivo.

      O repertório do disco  é agrupado por  ‘fases’, como se fosse um jogo de vídeo-game e as letras possuem ligações entre si. Como surgiu a questão de relacionar as questões  afetivas e do cotidiano com o conceito do videogame?
      Queríamos botar um tema no disco e acabou surgindo essa ideia de fazer comos e fosse um videogame. Então você ouvindo, você passa por quatro fases, a cada quatro músicas.  Cada fase fala sobre um tema, seja ele festa ou relacionamento. É um lance conceitual.

      Vocês contaram com as participações especiais de artistas de diferentes segmentos da música. O álbum traz a presença romântica de Manu Gavassi, o funk de Buchecha, passando pela pegada pop de Jay Vaquer. Como surgiu a ideia deste caleidoscópio de convidados e qual a intenção da banda com estas escolhas?
      Queríamos convidar artistas que admiramos o trabalho. O Buchecha é um cara que gente é fã desde moleque. O Jay Vaquer é um artista que admiramos muito porque achamos as letras dele muito inteligentes. E para a música que a gente tava fazendo a gente achava que ficava legal assim um toque dele. E acabou rolando o contato com todo mundo e todo mundo topou de primeira.

      Ouça #EmChoque, single retirado do disco “Boombox Arcade”: