Notificações Amigos pendentes

      Cifra Club News

      Lena Katina fala sobre novo disco, influências, t.A.t.U e mais

      10 de julho de 2013 9:35 Por Laiza Kertscher

      Lena se prepara para o lançamento de seu primeiro CD solo

      No início dos anos 2000, uma dupla de garotas russas chocou o mundo pop com suas performances pra lá de provocantes, cheias de trocas de carícias e beijos apaixonados. O t.A.T.u, formado pelas jovens Lena Katina e Julia Volkova, dominou as paradas de sucesso e lançou hits como “All The Things She Said” e “All About Us“.

      Após o sucesso do t.A.T.u, as duas integrantes tomaram rumos diferentes em suas vidas e em suas carreiras. Em 2011, Lena Katina se mudou de Moscou para Los Angeles, onde começou a investir em sua carreira solo. Seu primeiro single foi a faixa “Never Forget”, que desbancou Madonna do topo da parada dance da Billboard.

      Após se dedicar a apoiar eventos GLS, como o PrideFest, de Milwaukee, e o QueerFest, de São Petersburgo, Lena se prepara para lançar finalmente seu primeiro álbum de estúdio em carreira.

      Em um bate-papo com o Cifra Club News, a cantora falou sobre suas referências musicais, sobre seu primeiro disco e sobre sua história com o t.A.t.U. Lena também aproveitou a oportunidade para enviar um recado especial para seus fãs no Brasil.

      1. A música e arte estão presentes em sua vida desde a infância. Quais são as principais influências musicais para seus trabalhos?

      Lena: É difícil dizer, cresci ouvindo tipos diferentes de música. Desde a música tradicional da Rússia, passando pelo pop até o rock de bandas como Pink Floyd, Beatles, Police. Gosto muito também do Eros Ramazotti e da Madonna. Uma das minhas bandas favoritas sempre foi Roxette. Eu acho que eu me inspiro daquilo que quero dizer para o público e de diferentes músicas boas de vários artistas.

      2. Desde o fim da dupla t.A.T.u., você gravou uma faixa solo, “Never Forget”, e participou de alguns trabalhos paralelos. Como você percebeu que era a hora de finalmente lançar um álbum solo?

      Lena: Sim, essa é a hora para um álbum! Eu estava ansiosa para lançar um disco logo, mas demorou mais do que pensávamos. Há muito ainda para decidir e para fazer. Mas agora estou muito próxima de finalizá-lo e de gravar o clipe para meu próximo single, “Lift Me Up”, que também será gravado em espanhol, assim como algumas outras músicas, pois estamos planejando lançar um EP em espanhol. Eu achei que seria uma boa ideia pois eu tenho muitos fãs na América Latina, o que é incrível!

      3. Com o lançamento de seu primeiro disco, você estará oficialmente de volta ao cenário da música pop internacional. Você tem alguma estratégia para que seu trabalho consiga novamente se destacar em meio a um mercado tão saturado de artistas pop?

      Lena: Existem muitos ótimos artistas e será muito difícil competir com eles, mas eu estou fazendo o que eu amo. Eu acho que a minha música ficou realmente boa e eu espero que as pessoas pensem da mesma forma. Eu estou ansiosa para viajar para todos os lados, fazer shows, encontrar com meus fãs e falar com eles sobre a minha música. Esse será um álbum muito pessoal e honesto. Cada música conta uma história de vida e eu acho que as pessoas vão conseguir se identificar com elas.

      4. O que podemos esperar, musicalmente, de seu trabalho solo? Você pretende navegar pelo pop eletrônico ou podemos esperar sonoridades diferentes?

      Lena: Todas as minhas músicas seguem um estilo totalmente diferente. Têm algumas faixas dançantes, algumas de rock, pop, coisas experimentais também. Antes eu achei que isso seria um problema, mas acho que dessa forma ficou muito mais interessante, pois todas elas são parte de mim e representam diferentes lados da minha personalidade.

      5. Já existe previsão da data de lançamento de seu disco? Como será intitulada sua primeira empreitada solo?

      Lena: Ainda não temos uma data, mas acho que terminaremos tudo até o final desse ano. Nós vamos filmar o vídeo no outono, mas ainda é difícil definir uma data exata. Eu sei que meus fãs estão esperando por muito tempo, mas eu quero garantir que eu possa oferecer o melhor que posso fazer para eles e que seja um trabalho de qualidade. Mas nem tudo depende do artista, infelizmente.

      6. Como você analisa estar entre os representantes mais bem sucedidos da música russa na cultura pop internacional? Você encontrou dificuldades, seja com a língua ou com a cultura, em divulgar sua música no exterior?

      Lena: Na verdade, não. Eu falo inglês muito bem e meu sotaque é muito bom, então… Foi difícil cantar em espanhol, já que eu não conheço muito do idioma, mas minha professora, Karina Nuvo, disse eu me sai muito bem!

      7. No clipe “Never Forget”, você enterrou a dupla t.A.T.u. como uma despedida. Não existem planos de reunião com Julia Volkova?

      Lena: Estamos discutindo algumas coisas. Nunca diga nunca. Estamos esperando a Julia fazer uma cirurgia nas cordas vocais. É um problema sério agora. Mas quando a voz dela voltar, nós poderemos conversar melhor sobre fazer coisas juntas no futuro. Por agora nós temos algumas apresentações com o t.A.T.u. para fazer, mas estou me concentrando em meu trabalho solo. Essa é a minha prioridade e eu acho que ela precisa de mais cuidado agora.

      8. O que a dupla t.A.T.u. representa hoje para sua vida e carreira?

      Lena: O t.A.T.u. foi uma ótima e muito bem sucedida época da minha vida. Eu estou feliz de ter feito parte disso e sou muito grata por esses incríveis, atarefados e interessantes anos de minha vida. Agora é diferente. Com o t.A.T.u. eu aprendi muito e esse aprendizado vai me ajudar a evitar muitos erros, eu acho.

      9. Atualmente, como é sua relação com Julia Volkova?

      Lena: Não posso dizer que a gente realmente tem algum tipo de relação, nós conversamos basicamente sobre negócios. Eu realmente espero que essa cirurgia seja bem sucedida, que as cordas vocais dela se recuperem bem e ela tenha sua voz de volta!

      10. As performances do t.A.T.u. sempre insinuaram a homossexualidade. Você acredita que a inserção de tabus sexuais em suas apresentações ajudam com que as pessoas lidem melhor com esse assunto? De que forma você acha que a música pode intervir na opinião e nas restrições do público?

      Lena: Definitivamente sim. Nós recebemos muitas cartas de todo o mundo, de pessoas agradecendo por nós termos ajudado a fazer a vida delas mais fácil. Alguns até dizem que nós salvamos a vida deles. Então não foi à toa. Eu sempre luto pelo amor, pela tolerância, pelo respeito e contra os pré-julgamentos.

      Confira o alô que a Lena enviou para o Cifra Club e para o Letras.mus.br: