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      Cifra Club News

      Projota fala sobre primeiro disco, carreira, inspirações e mais

      2 de dezembro de 2014 7:37 Por Laiza Kertscher

      Reconhecido como um dos principais representantes da nova escola do rap no Brasil, José Tiago Sabino Pereira, o popular Projota, lançou no último mês de novembro o disco “Foco, Força e Fé”.

      O trabalho é seu primeiro álbum de estúdio assinado por uma gravadora, a Universal Music, e reúne canções já conhecidas do rapper, como “Mulher”, “A Rezadeira”, “Enquanto Você Dormia” e “Carta Aos Meus”, além de faixas inéditas. O trabalho também conta com o apoio de nomes de peso como Marcelo D2, Negra Li, Dado Villa-Lobos e o rapper colombiano J Balvin.

      “Foco, Força e Fé” traz em seu título e em suas letras o lema e a mensagem que Projota quer passar para quem acompanha o seu trabalho, de dedicação e luta por seus objetivos. Em um bate-papo com o Cifra Club News, Projota falou sobre o disco, suas inspirações e mais:

      Você começou sua carreira de forma independente, gravando músicas em casa, e agora lança seu primeiro álbum em uma grande gravadora. Quando você se deu conta de que era hora de dar esse passo em sua carreira?
      Projota: Sinceramente, foi muito natural, nossas atitudes nos direcionam para os caminhos que virão e minhas atitudes me trouxeram até aqui. As coisas aconteceram de forma natural, não houve de fato um momento decisivo.

      Seu primeiro disco inclui quatro canções antigas, além de faixas inéditas. Como foi a seleção do repertório entre todas as canções que você já gravou e essa transição do independente para o estúdio?
      Projota: Eu não poderia deixar de fazer duas coisas:
      - Contemplar meu público mais antigo, trazendo algumas músicas de sucesso.
      - Levar essas músicas que fizeram tanto sucesso entre meu público mais antigo para conhecimento de novas pessoas, que vem começando a ouvir meu trabalho.
      Hoje é tudo muito diferente, o processo de produção foi muito diferente, apenas com lucro na transição.

      Em suas letras, é possível perceber a forte influência do movimento hip-hop em sua vida, expressada pelo rap. No entanto, outras vertentes musicais e movimentos culturais também estão bem presentes na sua musicalidade, como as guitarras mais pesadas do rock ou em canções românticas mais melodiosas. Quais são suas principais influências musicais e como elas se culminam em seu som?
      Projota: Eu cresci ouvindo rock, samba, MPB e o rap chegou na minha adolescência. Acredito que a cada dia tenho conseguido permitir que minhas influências fiquem mais nítidas na minha música, o que deixa meu som mais próprio e original.

      Dentre os artistas de rap, você se destaca também por ter um apelo mais pop em suas canções, com um grande número de fãs jovens. Essa mistura, ao mesmo tempo que te aproxima do público mais jovem, nem sempre agrada os fãs mais “tradicionais” do rap. Como você vê essa divisão de opiniões entre o público?
      Projota: É algo que faz parte da vida. Fazer suas escolhas e aprender a lidar com elas. Encaro isso com a maior naturalidade do mundo, sendo mais um mortal que jamais irá agradar a todos. Essa mescla de estilos que faço é a cara que meu rap tem, apenas retrata como é meu trabalho, o que também reflete meu gosto musical. Sou bastante eclético e tenho um gosto bastante popular. Prefiro apenas fazer música e o que acontecer será uma consequência, a qual não tenho poder de controlar.

      Poucos artistas de rap no Brasil já conseguiram chegar ao grande público, como Marcelo D2 e Gabriel O Pensador, que também contam com influências de outros gêneros musicais em seu som. Como você vê essa presença cada vez maior do rap no cenário musical brasileiro?
      Projota: É um sonho sendo realizado ver o rap sendo respeitado, transitando por onde todos os outros estilos musicais transitam. Era um objetivo de vida e hoje estamos nesse caminho.

      Seu disco conta com grandes parcerias, como de Negra Li, Marcelo D2, Dado Villa-Lobos e J Balvin. Em futuros trabalhos, quais outros nomes você gostaria de poder contar em suas canções?
      Projota: Falcão (O Rappa), Marisa Monte, Nando Reis, mano brown. Esses são apenas alguns exemplos.

      Você tem se apresentado por várias cidades brasileiras com seus shows. Como tem sido a recepção do público ao novo trabalho? Tem alguma lembrança especial de alguma dessas apresentações?
      Projota: Já são cinco anos vivendo de música e isso é espetacular, especial. São tantas lembranças que destacar alguma é quase injusto, mas posso citar o momento em que me apresentei no meu bairro de origem no final do ano passado, foi sensacional ver milhares de pessoas no evento.

      Você é muito jovem, tem apenas 28 anos, e já alcançou um patamar que poucos rappers no Brasil já conseguiram. Quais são suas maiores ambições como artista?
      Projota: Sinceramente, só quero cantar, viver de música. E o que vier é lucro, se for meu destino ser de fato de um dos maiores nomes da música brasileira, seria incrível, senão, seja o que Deus quiser. Apenas vou seguindo meu caminho.

      Você batalhou muito para conseguir seu espaço no mundo da música. Qual dica você daria para jovens que queiram seguir no carreira música no Brasil?
      Projota: Acredite em si, mas seja auto crítico.
      Conheça suas qualidade e defeitos, e desenvolva tanto um quanto o outro aspecto.
      Não seja apressado, permita que o tempo lhe trava experiência.
      E tenha foco, força e fé.

      Para finalizar, envie um recado para a galera do Letras e do Cifra Club que acompanha seu trabalho.
      Projota: É muito especial poder conversar com o público do Cifra Club e do Letras. Meu público é extremamente assíduo do trabalho de vocês e me ajudaram muito a fazer minhas letras ficarem conhecidas pelas pessoas. Continuem me acompanhando pois ainda tem muito por vir. É noiz! 3Fs!

      Confira o videoclipe da faixa-título do primeiro disco de Projota: