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      “Post Pop Depresion”: 5 exemplos de pop triste para ouvir já

      11 de março de 2017 11:02 Por Damy Coelho

       

      Lorde/Divugação

      Ficamos super empolgados com o lançamento nesta semana da linda “Liability“, da Lorde. O tom sensível e confessional da música segue um estilo que já vem fazendo sucesso, e que é encabeçado pela própria Lorde e por Lana Del Rey. Vamos chamá-lo aqui de pop sombrio, ou melhor, pop triste.

      Não é nada sobre ouvir uma música que só te coloca pra baixo, mas se trata de um pop com arranjos mais intimistas, cantado baixinho e com letras bastante reflexivas a respeito da vida. Em relação ao estilo, é o momento em que o pop flerta com o indie e o eletrônico experimental.

      Podemos fazer uma associação com a “sofrência” da música sertaneja – cantar essas músicas em alto e bom som, ou ouvi-las quando você está num clima mais tranquilo, sem querer tanta agitação, gera quase um efeito catártico. Como não amar “Royals” ou “Blue Jeans”, dois ótimos exemplos de hits do pop triste?!

      Para a nossa alegria, tanto Lorde quanto Lana Del Rey lançaram ótimas músicas já neste 2017, que a gente pode colocar na nossa playlist “pop triste”. Mas também temos exemplos de outros artistas que flertam com um som mais intimista e reflexivo, mas que não deixa de ser ultrapop. Vem ver?

      1. Lorde

      Como já dissemos, Lorde é um dos símbolos desse som. A cantora prometeu um disco bastante confessional neste ano, que foi inspirado no primeiro “coração partido” de sua vida. Ao contrário de Pure Heroin – que têm músicas a respeito de temas universais, como a juventude a crítica à sociedade de consumo exacerbado, por exemplo – o próximo álbum de Lorde vai falar bastante sobre o amor. Se depender dos dois singles lançados,já vamos adorar essa nova fase da cantora!!

      2. Lana Del Rey

      Lana é a diva do pop triste – todo mundo amou quando aquela californiana de cabelos longos e super talentosa apareceu, cantando sobre amor em “Video Games”. Ao contrário de Lady Gaga ou Katy Perry, cantoras que estavam no topo das paradas com seus hits animados (para dançar na pista de dança mesmo), o primeiro hit que apresentou Lana ao mundo era uma música simples e bonita, com destaque para a voz sussurrada da cantora, acompanhada apenas de um piano.

      Neste ano, Lana lançou a bela “Love”, que não tem a tristeza toda marcada no álbum Ultraviolence (com músicas chamadas “Sad Girl” e “Pretty When You Cry“), mas segue os arranjos que consagraram a cantora. E segue falando de amor. Do jeito que a gente gosta!

      3. Adele

      Adele é a nossa rainha da sofrência, né, mores?! Desde os 19 anos (quando saiu seu primeiro disco), a cantora vem fazendo um trabalho primoroso, que a elevou, desde o primeiro momento, ao posto de diva pop. Foi cantando sobre o amor e suas dores a plenos pulmões que esta inglesa mostrou o furacão que é, vencendo todos os prêmios por onde passa.

      Difícil escolher só um hino da sofrência de Adele, mas vamos ficar com “Hello” – o clássico momento em que o jogo vira, e não é ela mais quem sofre com o pé na bunda, fazendo uma reflexão sobre o fim do amor e os rumos que cada um toma pós término. Não tem como não se identificar, né?

      4. Frank Ocean

      Quebrando um pouco a hegemonia feminina, temos Frank Ocean – seu som flerta bastante com o R&B e o experimental, mas é pop triste na sua essência. O cantor tem dois álbuns primorosos em sua discografia, Orange e Blonde, e ambos são extremamente confessionais.

      Blonde, por exemplo, passa a ideia de que foi todo produzido de dentro do quarto de Frank Ocean – é quase um convite para entrar na sua intimidade, como se o cantor estivesse realmente abrindo seu coração. Não à toa, Frank Ocean tem seu trabalho sempre elogiado, especialmente por sua autenticidade, por ser verdadeiro.

       

      5. The Weeknd

      Muita gente adorou quando ouviu Lana Del Rey no novo álbum de The Weeknd, Starboy. Certa vez, o próprio The Weeknd se comparou com a cantora, afirmando que Lana era como uma “versão feminina” dele, tamanha é sua identificação com as letras da cantora. De fato: tanto nas composições ultraconfessionais até na batida atmosférica, o som dos dois artistas têm mesmo bastante semelhança (para além do fato dois dois serem mega estilosos, né?!).

      O som atmosférico e desacelerado de The Weeknd faz a gente não querer pular nenhuma música de seus três álbuns de sucesso – para além do fato de ser um som bastante sexy, tanto que entrou para a trilha de “50 Tons de Cinza”. Uma prova de que o pop triste é sofrência, mas também é sensualidade pura! Como não amar?!

      Aqui, listamos os artistas do pop triste que estão no topo das vendas e são os mais influentes no mainstream. Mas temos vários exemplos de pop triste espalhados por aí, que valem a pena conhecer. Fique de olho nas nossas próximas listas para conferir! ;)