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      Dicas infalíveis para organizar seus estudos de violão!

      23 de maio de 2017 7:47 Por Gustavo Morais

      Se você já tira um som no violão ou decidiu começar a aprender, pode ser que esteja a fim de encontrar uma eficiente metodologia de estudo. Pensando nisso, separamos algumas dicas fundamentais que vão te ajudar a organizar seus estudos.

      Prepare-se para ficar fera nas seis cordas cada vez mais rápido!

      Agenda

      É necessário separar um horário do seu dia para estudar, pois é fundamental ter uma prática musical diariamente! Levando em conta seus compromissos diários, tente escolher um horário que você acredite ter um melhor desenvolvimento do aprendizado.

      O tempo é relativo e todo dia pode mudar! Por isso, já é um bom começo se você conseguir separar no mínimo 30 minutos por dia para estudar música. Na medida em que for progredindo com os exercícios, você conseguirá ir aumentando o tempo de estudo .

      Local de estudo

      Escolha um local bem ventilado, iluminado e silencioso. Use uma cadeira confortável e apropriada. Para manter o foco, procure evitar chats, redes sociais e deixe o celular no silencioso. A curtida no Insta ou no Face, bem como aquela mensagem do grupo do WhatsApp, podem esperar!

      Aquecer as turbinas

      Antes de começar seus estudos, é importante alongar o corpo. Assim, você alivia algumas tensões que podem interferir no seu desempenho, bem como na sonoridade tirada do instrumento.

      Outra prática fundamental é dos aquecimentos, que podem ser feitos com alguns exercícios motores em baixa velocidade. Mas lembre-se de ficar de olho para que os aquecimentos não se tornem o fundamento mais importante de seu estudo. De acordo com o músico Vinicius Dias, instrutor do Cifra Club, “o aquecimento deve ser uma parcela mínima do tempo da pessoa com o instrumento na mão”. “Eu mesmo faço isso em 10 minutos, mais ou menos”, concluiu.

      O que estudar?

      Você pode organizar seus estudos dividindo-os nas seguintes categorias:

      Exercícios motores e técnicos: tipo de exercício que é voltado para o trabalho da musculatura envolvida em cada movimento e seus reflexos. São exercícios que trabalham a técnica. Alguns exemplos são: digitações, ligados (hammer-on, slide, pull-off), técnicas de mão direita (pizzicato, palhetada alternada, palhetada híbrida, dedilhado, sweep picking, levadas rítmicas), dentre outros.

      Nos primeiros momentos, o ideal é priorizar a busca por uma sonoridade mais limpa e nítida. A velocidade você vai conquistando com prática. Lembre-se: a técnica está a serviço da música, e nunca o contrário!

      Teoria musical: fazer um som com a galera sempre é legal, mas é importante saber o que está sendo feito no instrumento. E é aí que entra o estudo aplicado da teoria musical, que vai te ajudar a compreender conceitos aplicáveis na criação de linhas de acompanhamento, harmonização, composição de solos e improvisos, dentre outros. Associar o estudo da teoria musical com o estudo de sua percepção auditiva é um termômetro para você mensurar sua evolução.

      Repertório: segundo a sabedoria popular, “não se começa uma casa pelo teto”. Por isso, você deve ter cuidado no momento de escolher o seu repertório de estudo.

      O ideal é escolher algo que te desafie, te motive e te instigue a desenvolver bem a técnica, a digitação, a sonoridade e a divisão rítmica! Por isso, um iniciante não precisa começar necessariamente com a clássica “Parabéns pra você”, mas pode começar com músicas que tenham de dois a quatro acordes.

      É altamente recomendável que você estude a música por partes, isto é, comece pela introdução e avance para a primeira parte somente quando a intro estiver com a sonoridade bacana. Ao estudar a música por etapas, pouco a pouco você vai juntando as partes e no fim das contas terá a canção na ponta dos dedos!

      Atenção: não desanime com os níveis de dificuldade da música! E lembre-se que “temos nosso próprio tempo”, como diz o rock da Legião. Por isso, pode ser que seu amigo aprenda a fazer um som antes de você e vice-versa. Leve o tempo que precisar para tocar seu repertório pessoal de forma natural. À medida que você for treinando, é natural que as notas e acordes transitem mais rápido de seus ouvidos para seus dedos!

      Bend up e bons estudos! Não se esqueça de ficar atento nas videoaulas do Cifra Club!