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      Dicas para escolher madeiras de um violão – Parte III: braço e escala

      14 de dezembro de 2017 Por Gustavo Morais

      Muito bem, amigo leitor! Depois de conhecer um pouco sobre as madeiras mais comuns para o tampo, laterais e fundo do violão, vamos encerrar nossa série de matérias com um texto sobre madeiras do braço e da escala.

      As madeiras usadas nessa parte do instrumento e o seu impacto no resultado final são assuntos muito comuns no ambiente da guitarra. Muitos dizem, por exemplo, que as escalas de Maple contribuem com um timbre brilhante e estalado (bright and poppy), em comparação com escalas de Rosewood e Ébano.

      É certo que as outras partes contribuem de forma mais determinante para o timbre final. Porém, conhecimento sempre é importante e nunca é demais!

      Quatro espécies de madeiras geralmente usadas para fabricar braço de violão(Imagem/Cifra Club)

      Antes entramos nas questões individuais das madeiras, nós precisamos tocar em um assunto que vale para todas elas: a quantidade de material usada nessa parte do instrumento. Por geralmente ser composta por material maciço e despender maior quantidade desse material, essa seção do instrumento implica bastante no sustain do violão. Os instrumentos com braço mais robusto costumam ter som um pouco mais encorpado e firme.

      ● MAPLE

      Os braços feitos em maple dão uma característica “estalada” ao timbre final. Reforçam os agudos mais extremos, resultando no som brilhante tão característico e facilmente reconhecido. As escalas feitas com essa madeira também apresentam o mesmo resultado, especialmente quando unidas ao braço de mesmo material.

      Violão de 12 cordas com braço feito em Maple (Foto/Site Guitar Hotline)

      Contudo, convém saber que nem toda alteração no timbre significa necessariamente uma adição. Muitos discutem sobre o fato das madeiras “das escalas” retirarem um pouco de certas características do som do instrumento, resultando em alterações no timbre final.

      ● ROSEWOOD

      Madeira super comum nessa parte do instrumento, especialmente na escala, o Rosewood (Jacarandá e espécies semelhantes), apresenta algumas variações significativas que dependem da densidade da madeira: espécies mais densas adicionam brilho, enquanto as menos densas resultam num timbre mais quente e com mais médios.

      ● ÉBANO

      Madeira super resistente e de bela aparência, o Ébano geralmente “fecha” um pouco o som do instrumento. O que pode não ser um problema em instrumentos com bastante volume e ressonância, mas pode mudar bastante o som de instrumentos menores.

      ● MOGNO

      Bastante comum no braço do violão, Mogno é uma madeira que proporciona um timbre morno e doce. É uma ótima escolha (alguns luthiers fazem os braços exclusivamente com essa madeira) para combinar com Ébano ou Rosewood na escala, por completar bem o timbre.

      Braço feito com bom e velho Mogno Africano (Foto/Internet)

      Por ser um assunto mais controverso, a lista de madeiras nessa parte é menos extensa. Vale a pena comentar que muitos luthiers renomados afirmam que a madeira da escala, por exemplo, não afeta no som final do instrumento.

      Chegamos ao fim da nossa série de Dicas para escolher madeiras de um violão! Lembre-se que  existem vários fatores que modificam significativamente o som de cada instrumento: habilidade do luthier, métodos de construção, qualidade dos materiais, shape do violão… e também a sua própria pegada. Tudo isso torna cada instrumento único.

      Desejamos sucesso na construção de seu violão! Se possível, conte para nós as suas experiências!