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      Há três anos, a boa música perdia o talento de Amy Winehouse

      23 de julho de 2014 15:50 Por Gustavo Morais

      Naquele fatídico dia 23 de julho de 2011, um sábado, calou-se a voz de uma das artistas mais talentosas surgidas nos últimos tempos. Aos 27 anos, a cantora Amy Winehouse foi encontrada morta em sua casa, na região de Camden Square, em Londres, com suspeita de overdose. Posteriormente, o óbito da estrela foi oficializado como homicídio acidental por conta de uma alta dose de álcool.

      Dona de um timbre único e de uma interpretação impecável, Amy Jade Winehouse conseguia estabelecer a conexão perfeita entre música e alma. Como poucos de sua geração, ela viveu intensamente no epicentro do pentagrama que forma a equação básica para construir-se um nome no panteão dos rock stars: talento, sucesso, sexo, drogas e confusões. Sua personalidade geniosa por diversas vezes a fez deixar escapar, por entre meio os dedos, várias oportunidades de recolocar a vida nos trilhos e continuar a escrever, com caneta de ouro, uma história de sucesso.

      Seguindo a cartilha de vários outros gênios da história da música, Amy fez de seus próprios atos os seus inimigos mais poderosos, que inevitavelmente eram acompanhados por um cordão de bajuladores interesseiros, que não se faziam de rogados e devoravam as energias da artista com uma voracidade descomunal.

      Mesmo não estando mais nesta dimensão astral habitada por nós, o nome da cantora continua marcando presença em meio a questões polêmicas, principalmente porque Mitch Winehouse, pai de Amy, insiste em manter a chama da estrela acesa por meios que não necessariamente são aprovados pelo exército de adoradores que o legado da cantora construiu. Entre outras, Mitch pensa na possibilidade de promover uma turnê com um holograma da filha… Mas na realidade, tudo o que ele precisa fazer é abandonar um pouco o seu posicionamento tecnocrata e entender que os fãs querem apenas apreciar o material que ela registrou com sua inesquecível e incomparável voz.

      Amy Winehouse já fazia parte da galeria dos artistas olimpianos muito antes de falecer. A equação formada por talento, carisma, competência e trabalho feito com verdade, faz com que o trabalho dela viva para sempre nos corações e nas mentes de quem aprecia a boa música.

      Relembre uma das maravilhosas canções que Amy colocou nas prateleiras das músicas atemporais:

      Nota do editor: texto originalmente publicado em 23 de julho de 2012.