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      Sem perder a majestade, Elvis Presley continua icônico

      16 de agosto de 2012 14:37 Por Gustavo Morais

      O advento do movimento musical, e também cultural, denominado rock and roll ocorreu nos Estados Unidos, durante o período compreendido entre o fim da década de 1940 e começo dos anos 50. A construção definitiva da música rock pode ser explicada pela fusão promovida entre gêneros musicais afro-americanos e a música tradicional branca. Estudiosos do assunto afirmam que as raízes mais primárias do estilo são construídas sob alguns dos fundamentos da cultura afro. A partir da metade da década de 1950, a soma dos estilos country, blues e gospel resultou no surgimento do rockabilly que, por sua vez, serviu de mecanismo para que músicos brancos rompessem com o tradicionalismo da música country e assumissem uma posição no rock.

      Vários artistas, hoje cultuados, construíram carreira nos primórdios do rock and roll. Nomes como Chuck Berry, Little Richard e Jerry Lee Lewis foram responsáveis pela consolidação do gênero. Mas foi Elvis Presley, um jovem de pele branca e de origem humilde, quem definitivamente proporcionou a guinada cultural, comercial e comportamental do rock. O ano era 1956 e Presley já havia emplacado cinco canções no primeiro lugar das paradas de sucesso e era dono de sete músicas entre as quarenta mais tocadas nas rádios. A história indica que o rock já existia, mas é inegável que Elvis foi o primeiro personagem que conseguiu “dividir as turbulentas e polêmicas águas da história do rock”. Desde então o meio artístico conheceu um ícone, que serviu de referência para tudo que veio na sequência.

      Presley conseguiu atingir o patamar de indivíduo olimpiano, que são os seres que se tornam ídolos e tendem a exercer influência direta no comportamento de seus seguidores. O papel exercido por Elvis na indústria cultural proporcionou, indubitavelmente, alguns dos capítulos mais revolucionários na história da cultura pop. Poucos são os artistas que romperam tantos paradigmas. Entre outras peripécias, o rei do rock consolidou o ato de dançar de maneira sensual e tornou a figura do roqueiro algo ainda mais desafiador. Conseguiu brilhar nas telas de cinema e ainda deu lições de cidadania ao servir o exército.

      A moda e o comportamento são elementos que possuem relações muito próximas com a música. Artistas como Rod Stewart, Madonna, Michael Jackson e The Beatles se tornaram celebridades ao lançarem mão da combinação talento e excentricidade nos modos de agir e vestir. Elvis conseguiu superar todos os níveis dos fundamentos de como ser excêntrico. Entre seus hábitos, estava a mania de presentear os amigos com diamantes deveras valiosos. Seu figurino é sem dúvidas o mais imitado e usado como fonte de inspiração para trajes de festa a fantasia e composição de peças publicitárias.

      No já distante 16 de agosto de 1977, há exatos 35 anos, Elvis Presley faleceu de insuficiência cardíaca. Aos 42 anos de idade, ele saiu desta dimensão astral ainda habitada por nós e deixou um legado que sobrevive ao surgimento de novas gerações roqueiras, ao advento de novas mentes pensantes e a consolidação de novos formadores de opiniões.

      Elvis Aaron Presley é um ponto de exclamação neste verdadeiro mar de reticências que é o bom e velho rock and roll.

      Relembre a música “Jailhouse Rock“, um dos grandes hita da carreira do rei do rock: