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      Kiss: há 40 anos, começava um dos maiores espetáculos da Terra

      30 de janeiro de 2013 17:04 Por Gustavo Morais

      No já distante 30 de janeiro de 1973, aquela que viria a ser a formação original da banda Kiss fez o seu primeiro show. Naquela ocasião, os músicos Paul Stanley (guitarra/voz), Gene Simmons (baixo/voz), Peter Criss (bateria/vocal) e Ace Frehley (guitarra/vocal) se apresentaram no modesto palco do Coventry Club, em Nova Iorque.

      Aqueles jovens aspirantes ao estrelato, obviamente, ainda não contavam com a estrutura de uma banda consagrada. Porém, já apresentavam indícios de que iriam prestar grandes colaborações para com a escrita da história do rock and roll. Os poucos presentes no clube tiveram o privilégio de testemunhar a banda desfilando uma série de composições autorais, que mais tarde se tornaram clássicos do rock. Canções como “Strutter“, “Nothing To Loose“, “Firehouse“, “Deuce“, entre outras, integraram o set list da apresentação.

      Desde que debutou no showbiz, o Kiss deixou explícito que o virtuosismo não fazia parte da receita que usaria para conquistar um lugar entre os gigantes do rock. A sonoridade era ‘crua’ e vigorosa. A presença de palco, no entanto, logo na estreia, assumiu a condição de “marca registrada da banda”. Como se já fosse um veterano, Paul Stanley (ainda sem o personagem The Starchild) usou e abusou de seus pulos e movimentos com sua vasta cabeleira. Gene Simmons (The Demon), por sua vez, já dava sinais de que iria construir uma persona inspirada no clima soturno e sombrio dos filmes de terror. As seis cordas de Ace Frehley (Space Ace) o ajudaram a mostrar sua hipnótica postura de “viajante interplanetário”, que serviu para arrebanhar milhares de seguidores mundo afora. O carismático Peter Criss (The Catman), na medida do possível, empunhava as baquetas como se fosse o mais furioso dos felinos defendendo uma ninhada.

      Após aquele show, diversas situações, turnês megalômanas e fases aconteceram na trajetória do Kiss. Entre algumas mudanças nas maquiagens e nos figurinos, a banda estabeleceu um núcleo principal – formado pela dupla Stanley/Simmons – e promoveu várias trocas de componentes. Porém, ao longo destas quatro décadas, o grupo conseguiu se estabelecer como referência para as gerações subsequentes. Entre outras peripécias, eles ajudaram a impulsionar a guinada comercial roqueira. Em contrapartida, o Kiss conquistou uma popularidade sólida o bastante a ponto de ter exército de adores espalhados mundo afora. Há quem diga que são apenas produtos ou marqueteiros. A história do rock and roll, no entanto, os classifica como vencedores e sinônimos de sucesso.

      Longa vida ao quarteto fantástico do rock!