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      Dois anos sem Chorão, o “marginal alado” do rock nacional

      6 de março de 2015 10:53 Por Gustavo Morais

      A música brasileira amanheceu em luto profundo no dia 6 de março de 2013. Há exatos dois anos, o rock nacional perdia o talento de Alexandre Magno Abrão, mais conhecido como Chorão, vocalista da Charlie Brown Jr. e um dos últimos guardiões do quesito “atitude”, fundamento necessário à construção da personalidade roqueira. O músico foi vítima de uma overdose de cocaína.

      Chorão foi o vocalista e principal letrista do Charlie Brown Jr., banda que formou em 1992, em Santos, no litoral paulista. O grupo lançou 10 álbuns de estúdio e vendeu mais de 5 milhões de cópias. Com o disco “Tâmo Aí Na Atividade”, em 2004, o CBJr foi laureado com o Grammy Latino.

      Além da música, o artista se aventurou pelo cinema e escreveu o roteiro do filme “O Magnata”, de 2007. Outra paixão declarada do músico era o skate, tendo participado de diversos campeonatos e sido vice-campeão paulista. O apelido Chorão surgiu quando, antes de se dedicar ao esporte, ele observava os amigos andando de skate. Para caçoar dele, um skatista dizia “não chora”, o que deu origem a alcunha.

      Desde que despontou na mídia, a banda deu uma sacudida no enfadonho cenário que circundava o pop rock nacional naquela metade de década de 90. Inteligente, carismático, sagaz e sensível, o músico Chorão foi um dos band leaders mais completos de sua geração. Com habilidade incomum, o vocalista apresentou o discurso que a apática juventude daquele período precisa ouvir. Por meio de canções como, por exemplo, “Dias de Luta, Dias de Glória“, “Céu Azul e “Longe de Você“, o Charlie Brown soube como dialogar com o público e traduzir em música os anseios, alegrias e vontade de fazer a diferença.

      Com a morte de Chorão, o rock brasileiro ganhou mais uma lacuna impreenchível.

      Você deixou saudades…