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      Morte de Champignon completa um ano; relembre a trajetória do músico

      9 de setembro de 2014 11:59 Por Gustavo Morais

      A música brasileira amanheceu de luto no dia 9 de setembro de 2013. Há exatamente um ano, o rock nacional perdia o talento de Luiz Carlos Leão Duarte Junior, mais conhecido como Champignon, baixista das bandas Charlie Brown Jr., Revolucionários e Nove Mil Anjos, além de vocalista d’A Banca. O músico foi vítima de suicídio.

      Champigon tinha 35 anos e nasceu em Santos, no litoral de São Paulo. O músico entrou no Charlie Brown Jr. em 1992 e tocou na banda até 2005, quando deixou o posto de baixista por causa de brigas com o vocalista Chorão. Depois de alguns projetos paralelos, em 2011, Champignon retornou ao CBJR, para uma reunião de quatro integrantes da formação original do grupo: Marcão, Champignon, Chorão e Thiago Castanho, além do baterista Bruno Graveto, que passou a integrar o grupo em 2008.

      Após a morte de Chorão, vítima de overdose, em dia 6 de março de 2013, os integrantes remanescentes do Charlie Brown Jr. formaram a banda A Banca. O grupo se apresentaria no dia 21 de setembro do ano passado, em Recife, em um show em tributo a Chorão e a toda trajetória d o CBJR. Contudo, o próprio Champignon deu um tiro na boca e abreviou a trajetória da banda. De acordo com a delegada Milena Suegama, responsável pelo caso, “as críticas artísticas estavam o deixando incomodado. Ele demonstrava frustração”.

      Como não poderia ser diferente, logo que a notícia da morte de Champignon se espalhou, um sem-número de comentários sobre o assunto tomou conta das redes sociais. Fãs, amigos, colegas de profissão e até piadistas (de péssimo gosto, por sinal) manifestaram opiniões via Twitter e Facebook. As hashtags “#RIPChampignon” e “#CharlieBrownJr” ocuparam posições de destaque entre as mais compartilhadas no microblog.

      Como músico, Champignon era um baixista dono de técnica aprimorada e feeling incomum. Com bastante versatilidade e musicalidade, Champs colocava nas quatro cordas os seus anseios e suas fúrias. Sua postura imponente, quiçá urgente, ajudou a representar um divisor de águas na história do contra-baixo no Brasil. Graças ao saudoso baixista, muitos garotos entenderam que o baixo também é um instrumento fascinante…

      Dê o play e relembre um som de uma das bandas mais importantes da história do rock nacional: