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      Relembre outros cantores que morreram em acidentes de carro

      24 de junho de 2015 16:16 Por Gustavo Morais

      A música brasileira recebeu, nesta quarta-feira (24), com muito pesar, a notícia sobre a morte do cantor sertanejo Cristiano Araújo. O artista, que tinha 29 de idade, e a namorada Allana Coelho Pinto de Moraes, que tinha 19, perderam a vida após um acidente de carro na rodovia BR-153, entre as cidades de Goiatuba e Morrinhos, em Goiás.

      O acidente aconteceu por volta das 3h30 desta quarta-feira. Cristiano foi socorrido em estado grave e levado para o Hospital Municipal de Morrinhos, onde o recebeu os primeiros atendimentos. Em seguida, foi transferido em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Móvel para o Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO). A morte do artista foi confirmada pelo Hospital, às 8h30 desta manhã.

      Ao longo dos anos, vários ídolos da música brasileira morreram em acidentes de carro. Do MPB ao rock, o cancioneiro brasileiro ficou órfão de muitos talentos que estarão para sempre em nossos corações e em nossas memórias afetivas. Relembre e mate a saudade de cinco outros jovens talentos que tiveram suas trajetórias abreviadas por tragédias automobilísticas.

      Chico Science

      A bordo da banda Chico Science & Nação Zumbi, Chico foi um dos responsáveis pelos melhores frutos colhidos no rock brasileiro da década de 1990. Na condição de um dos principais agitadores do movimento manguebeat, o artista revolucionou o cenário e ajudou a colocar em evidência um dos mais preciosos tesouros culturais da música brasileira. Teve sua promissora trajetória interrompida no dia 2 de fevereiro de 1997, aos 30 de idade, por um acidente de carro numa das vias que ligam Olinda ao Recife. Deixou dois discos gravados: “Da Lama ao Caos” e “Afrociberdelia”.

      Claudinho

      Apesar do sertanejo ser líder do quesito duplas, uma das duplas mais amadas do Brasil veio do funk carioca. Com origens humildes no bairro do Salgueiro, em São Gonçalo, Rio de Janeiro, o duo Claudinho e Buchecha construiu uma carreira que durou quase 10 anos e rendeu turnês e diversas premiações com vendas de disco. Quis o destino, que Claudinho morresse naquele 13 de julho de 2002, aos 26 anos de idade, vítima de um acidente de carro, na Rodovia Presidente Dutra. Desde então, Buchecha bravamente toca o barco. Contudo, a música brasileira perdeu um pouquinho de sua ternura com a partida prematura do carismático Claudinho.

      João Paulo

      Apesar de existir desde meados dos anos 80, o sertanejo romântico da dupla João Paulo e Daniel só conquistou o Brasil na década de 90. A combinação perfeita da voz grave e potente de Daniel com o timbre discreto e afinado de João Paulo, caiu no gosto popular graças a clássicos como “Rosto Molhado“, “Eu Me Amarrei” e “Estou Apaixonado“. Contudo, em 12 de setembro de 1997, João Paulo sofreu um acidente fatal de carro na Rodovia dos Bandeirantes. O carro capotou várias vezes. O cantor ficou preso às ferragens e não conseguiu sair do veículo, que se incendiou logo em seguida. Aos 37 anos de idade e vivendo o auge da carreira, parceiro de Daniel morreu carbonizado.

      Jessé

      Apesar de ser esnobado pela crítica especializada, o cantor Jessé não pode deixar de ser considerado um dos maiores talentos da música popular brasileira. Dono de timbre único e de uma afinação (fundamento este que muitos cantores não aprenderam ou simplesmente não têm) impecável, Jessé atuou como crooner em boates e passou por bandas como Placa Luminosa. Em 1983, o artista faturou os prêmios de melhor intérprete, melhor canção e melhor arranjo para “Estrelas de Papel” no XII Festival da Canção Organização (ou Televisão Ibero-Americana), em Washington. No já distante 29 de março de 1993, aos 40 anos, Jessé morreu de traumatismo craniano sofrido num acidente de carro. O artista se dirigia rumo a cidade de Terra Rica, no Paraná, para fazer um show.

      Gonzaguinha

      Filho de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, o músico Gonzaguinha é dono de uma das trajetórias mais revolucionárias e vitoriosas no cenário da música brasileira. Além de ter conquistado fama e ter sido regravado por gigantes da MPB como Elis Regina, Maria Bethânia e Fagner, o artista também foi um dos mais massacrados pela censura imposta pelo regime militar. Além de ter sido um dos fundadores do “Movimento Artístico Universitário” (MAU), um dos momentos divisores de água da MPB, ele também tornou-se um dos primeiros artistas renomados a romper com as gravadores e abraçar a carreira independente. No dia 29 de abril de 1991, o destino implacável ceifou a vida de Gonzaguinha. O artista tinha 45 anos e voltava de um show no Paraná, quando foi vítima fatal de acidente automobilístico em uma rodovia no sudoeste daquele Estado.