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      Demi Lovato fala sobre a relação de dependência com o ex e o feminismo

      4 de outubro de 2016 10:23 Por Damy Coelho

      Demi Lovato para a Glamour de dezembro (Foto: Reprodução)

      Uma das coisas que os fãs de Demi Lovato mais gostam na cantora é a sua sinceridade. Ela não se importa em abrir o jogo em entrevistas, e cada uma delas sempre acaba repercutindo. Neste mês, a cantora é capa da Glamour norte-americana e a revista fez um grande perfil sobre a cantora. Na entrevista, Demi falou sobre a sua vida longe das drogas, sobre o ex namorado, Wilmer Valderrama, sobre o feminismo (sobrou até alfinetada na Taylor Swift) e, claro, sobre sua música.

      Confira abaixo a opinião da cantora sobre esses diferentes tópicos.

      Wilmer e Demi (Reprodução: Instagram)

      Wilmer Valderrama

      Essa foi uma das partes da entrevista que mais vem gerando repercussão. A cantora falou sobre a relação de dependência que mantinha com o ex e sobre a importância de recomeçar. “Acho que é saudável recomeçar com outra pessoa. Estar doente fazia parte do meu relacionamento com ele. Sempre havia algo de errado comigo. Eu precisava me livrar disso. É difícil se separar de alguém que acompanhou tudo, mas de repente é melhor estar pronta e nova com outra pessoa. Porque a pessoa que eu fui quando era mais nova não é a mesma pessoa que sou hoje”, conta.

      Vale lembrar que, atualmente, Wilmer está se relacionando com uma ex-namorada. A cantora chegou a postar um tuíte assim que o affair do ex veio a público e os fãs garantem ser uma indireta ao ator: “Você deve ser capaz de ser honesto consigo mesmo antes que seja honesto com os outros”, escreveu. Relembre o caso.

      Feminismo 

      Quando a repórter dá a entender que a cantora é feminista, ela responde: “eu acredito na igualdade de gêneros”. Depois, a jornalista questiona sobre a fala que Demi dedicou à Taylor tempos atrás (“não se venda como feminista se você não faz o trabalho”)  e Demi explica:

      “Não tenho medo de falar sobre o fato de mulheres ganharem mais do que homens e o quanto isso é injusto. Falar sobre isso tudo é fazer o trabalho. E eu acho que toda mulher faz a sua parte, de alguma forma. Mas penso que, em algumas situações, as pessoas podem fazer mais”. Então, a cantora fala indiretamente sobre o squad de Taylor Swift (o grupo de amigas que a cantora tem, com várias cantoras e modelos). Demi afirma que essas pessoas não têm um “corpo real” e isso passa uma falsa imagem de como as meninas devem parecer.

      A cantora ainda questiona como Taylor fala sobre empoderamento, se fez “Bad Blood” para atacar Katy Perry. A declaração, é claro, já é um dos assuntos mais comentados nas redes sociais nesta terça (4). Saiba mais aqui.

      Nick e Demi (Foto: Reprodução)

      Amizade com Nick Jonas

      “Nós somos o cupido um do outro, definitivamente. Outro dia mesmo ele me apresentou pra uma pessoa e nós dois nos pegamos dando um hi-five pra comemorar”, diz Demi, aos risos.

      Sexualidade na música pop

      “No passado, eu criticava algumas cantoras que exploravam sua sexualidade. “Eu pensava: por que ela está fazendo isso? Ela tem uma voz boa, não precisa disso“. A cantora cita como exemplo Christina Aguilera, na época de “Dirty“.

      “Hoje eu vejo que essas pessoas estão apenas explorando uma parte de suas vidas e isso é perfeitamente normal. Não tem nada de errado em sentir orgulho de algo na sua vida. Afinal, o rap mostra esse tipo de abordagem desde sempre!”, destacou.

      No início da entrevista, Demi ainda falou sobre achar difícil falar sobre sexo nas canções. “Quando o Nick [Jonas] me disse que eu não tinha músicas que falassem sobre sexo, eu falei: peraí, e “Cool For The Summer? E ele disse: mas você nunca explorou esse lado na sua música. Eu realmente não tinha feito isso, porque eu pensava: claro que não, meus pais vão ouvir isso! Mas, semanas depois, eu escrevi “Body Say” [seu novo single] e pra mim, foi libertador”.

      Vida longe dos vícios

      A cantora foi enfática ao afirmar que estar sóbria é muito difícil, e que chegou a entrar e sair da reabilitação algumas vezes.

      “Tem coisas que eu não posso fazer mais. Não gosto mais de ir em boates porque logo me vêm lembranças de usar drogas no banheiro. E ver cocaína nos filmes. Eu nunca assisti O Lobo de Wall Street. Eu não posso”, afirmou.

      Mas ela fez questão de dizer que, atualmente, se sente “saudável e feliz”.