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      Revisitando George Harrison

      29 de novembro de 2016 11:28 Por Damy Coelho

      A clássica 'selfie' de

      Há exatos 15 anos o mundo perdia um dos músicos mais visionários do século XX: George Harrison nos deixou em 2011, aos 58 anos, em decorrência de um câncer.

      O Beatle era conhecido por ser o mais discreto do quarteto – passando de raspão no assédio feminino que era direcionado a Paul e John mas, ainda assim, exaltado por criar algumas das músicas mais bonitas do Beatles – é só pensar na maravilhosa “Something”, do Abbey Road e nas linhas de guitarra de George, que beiram à perfeição.

      Junto com John Lennon, George foi quem deu a grande guinada para que os Beatles apostassem no experimentalismo, que viria a gerar o visionário Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band. Ele foi o primeiro dos integrantes a se converter ao Krishna e viajou para a Índia, na década de 60 – o período que passou no país foi marcante para a sua carreira e sua vida pessoal, tanto que as visitas ao país se tornaram frequentes.

      Com o fim dos Beatles, George embarcou em uma carreira solo que mais pareceu uma imersão pessoal. Como fãs, temos a chance de conferir de perto as confissões e ponderações de George sobre a efemeridade da vida e a riqueza das pequenas coisas, graças ao álbum All Things Must Pass, de 1970 – o grande tesouro da carreira de George Harrison.

      O músico brilhante descobriu que tinha um câncer letal em 2001. De uma maneira muito particular e em paz, George enfrentou a morte contemplando-a. Ele preferiu se isolar do mundo exterior e embarcou para Beverly Hills apenas com os entes mais queridos. Ringo e Paul foram avisados pelo próprio amigo que iria partir para não mais voltar e deixou claro que estava em paz.

      Aos ex-companheiros de banda, restou respeitar a vontade do amigo, mesmo sofrendo com a despedida – que deve ter sido um dos momentos mais emocionantes da história da música e, como todo bom momento emocionante, ficou guardado na memória apenas de quem o viveu.

      O gênio já tinha cumprido seu papel neste mundo. Resta a nós contemplar a sua obra e matar as saudades de George Harrison, um ídolo que faz muita falta em tempos como esses.