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      MC Carol: ‘O que vende é funk melody, não os fatos reais que eu canto’

      1 de dezembro de 2016 8:48 Por Damy Coelho

      MC Carol (divulgação/Fernando Schlaepfer)

      Mulher, negra, funkeira e feminista. Essas quatro palavras podem definir bem MC Carol, mas a cantora vai muito além disso. Super sincera, ela não tem medo de desbancar os padrões e vem conquistando muitos fãs pela sua postura – e, claro, sua música. A cantora deu uma entrevista para a revista Glamour deste mês e não fugiu de nenhuma polêmica, falando abertamente sobre o funk e o machismo. Confira o posicionamento da cantora abaixo:

      Funk

      “O mundo todo ainda é machista e o funk é um reflexo disso, o que acontece com outros ritmos. Só porque falamos de sexo no funk, a galera se concentra nisso. Por que ninguém fala do axé, do sertanejo e do rap? São ritmos supermachistas também, mas as mulheres estão dominando tudo! Daqui a pouco não sobra um machista” (risos).

      “O principal pra mim [na música] é passar uma mensagem. Mas com toda certeza, minha música é menos comercial… O que vende no funk hoje é o melody, não os fatos reais que eu canto”.

      Feminismo

      “Como várias meninas lá na comunidade, via mulheres apanhando de marido e sempre pensava que eu tinha que ser independente e queria os mesmos direitos dos meninos com quem eu andava desde pequena. Queria ser respeitada! Só ano passado, descobri que isso tinha um nome e era feminismo. Desde então, tenho aprendido muito e ouvido muitas histórias”.

      “Precisa ter mais respeito e igualdade [para a mulher], principalmente para as negras. Se tivesse que colocar numa pirâmide como a sociedade trata as pessoas (…) as mulheres negras estão lá embaixo. Elas nunca têm voz”.

      Recentemente, a cantora lançou o álbum Bandida. O carro-chefe é a música “100% Feminista“, em parceria com Karol Conka.