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      Cifra Club News

      Veja as apostas do CCN para o Grammy 2017

      10 de fevereiro de 2017 8:49 Por Damy Coelho e Gustavo Morais

      Adele e Beyoncé são as artistas com mais indicações neste Grammy (Foto: Reprodução)

      O Grammy está chegando (para a nossa alegria!) e nós aqui do Cifra Club News decidimos dar o nosso pitaco nas principais categorias da premiação. Foi uma escolha difícil em algumas indicações (já em outras a aposta foi surpreendentemente fácil…), mas mostramos pra você quem nós achamos que podem levar os gramofones mais desejados da música pra casa.

      Dá só uma olhada – e compartilhe com a gente o seu palpite também!
      MÚSICA DO ANO
      Formation — Beyoncé
      Hello — Adele
      I Took a Pill in Ibiza — Mike Posner
      Love Yourself — Justin Bieber
      7 Years — Lukas Graham
       

      Que Justin Bieber gravou uma ótima música, um ótimo disco e possivelmente redefiniu os rumos da carreira, ninguém pode negar. Desde sempre, Beyoncé é favorita em qualquer categoria que for indicada. Porém, “Hello” reúne todos os elementos necessários que uma música precisa para ser laureada com a condecoração mais preciosa da música.

      Além de cantada pela mais bem conceituada intérprete da música atual, a faixa tem letra bem estruturada, arranjos certeiros e marcou presença massiva nas paradas de sucessos e playlists do mundo todo.

      ÁLBUM DO ANO
      25 — Adele
      Lemonade — Beyoncé
      Purpose — Justin Bieber
      Views — Drake
      A Sailor’s Guide to Earth — Sturgill Simpson

      Não tem jeito: as categorias mais difíceis de apostar neste ano foram as que Beyoncé e Adele concorriam. As duas dividem o posto de maiores artistas da música mundial, e tanto 25 quanto Lemonade foram recordistas em vendas e críticas neste ano, para além do fato de serem álbuns excelentes. Mas, já que é pra escolher um, fiquemos com Lemonade. O álbum representa muito mais que uma mudança relevante na carreira de Beyoncé, que mostrou toda a sua versatilidade em uma super produção, que transita do pop ao R&B, passando pelo rap, eletrônica e rock’n'roll. Beyoncé provou ao mundo – se é que alguém ainda tinha dúvidas! – que é uma artista completa com Lemonade.

      Mas a relevância do álbum vai além, se mostrando uma verdadeira ode ao “black pride” (assim como é o To Pimp a Burtterfly, de Kendrick Lamar – que levou vários prêmios no Grammy de 2015) e ao empoderamento feminino. Beyoncé celebra a si mesma no disco abordando temas tão custosos e pessoais (como a provável traição de Jay Z), mas quem diria que tantas pessoas fossem se identificar com suas letras?… só as rainhas do pop conseguem um feito tão relevante.

       

       

       

      GRAVAÇÃO DO ANO
      Hello — Adele
      Formation — Beyoncé
      7 Years — Lukas Graham
      Work — Rihanna feat. Drake
      Stressed Out — Twenty One Pilots

      Vamos lá, Beyoncé de novo. Mas antes, um adendo: enquanto a categoria “Música do Ano” premia os compositores da música mais relevante ao considerar não apenas letra e melodia, mas sucesso de público e crítica, a categoria “Gravação do Ano” considera a produção da faixa em si, e premia artista e produtores executivos – sem necessariamente levar em conta o sucesso de vendas (sabemos que Beyoncé nem precisa provar isso, né…).

      “Formation” quebrou paradigmas e se mostrou uma super produção elevadíssima – além de ter grande apelo popular: a batida forte, que mais parece um chute na porta, em conjunto com a letra empoderadíssima e os samples do Youtuber Messy Mya, que morreu em uma operação policial, são elementos importantes quando isolados, mas juntos, fazem de “Formation” a grande gravação de 2016. O responsável pela produção do single é Mike WiLL Made It, que elevou faixas como “Pour It Up”, da Rihanna, a mega hits, e concorreu ao prêmio de “Produtor do Ano” em 2015 e 2016. Uma canção que junta nomes como Beyoncé e Mike Will Made It é garantia de sucesso absoluto – e no Grammy não deve ser diferente.

       

      MELHOR CLIPE
      Formation — Beyoncé
      River — Leon Bridges
      Up & Up — Coldplay
      Gosh — Jamie XX
      Upside Down & Inside Out — OK Go

      Sabe aquele clipe que é incrível em cada frame? “Formation”, sem dúvidas, leva bem esse posto. O clipe já é visualmente incrível, mas fica ainda melhor quando a gente decodifica seu significado: as cenas incríveis que mostram Beyoncé e suas dançarinas vestidas de “sinhás” – como se fosse a elevação da cultura negra diante da opressão de um regime colonizador que escravizava o povo africano, são memoráveis.

      Sem contar as cenas que representam a opressão policial diante dos negros, assunto quente nos Estados Unidos. A direção expert de Melina Matsoukas – que já assinou outras produções de Beyoncé, como “Pretty Hurts” e o melhor clipe de Snopp Dogg, “Sensual Seduction”, só confirmam o sucesso garantido do videoclipe de “Formation”.

       

      MELHOR ARTISTA REVELAÇÃO
      Kelsea Ballerini
      The Chainsmokers
      Chance The Rapper
      Maren Morris
      Anderson .Paak

      Nossos corações dizem “Chance The Rapper”, mas o Grammy deve dizer “The Chainsmokers”. Apesar de Chance The Rapper ter lançado um ótimo álbum em 2016, que o elevou à categoria “cult” do rap, não teve sucesso maior do que o hit “Closer”, do duo de produtores e DJs com a cantora Halsey. A faixa ficou semanas no topo da parada da Billboard e fez o mundo prestar atenção no trabalho de Andrew Taggart e Alex Pall.

      O primeiro álbum do duo teve destaque muito por esse hit, que virou o carro-chefe do álbum Collage. Andrew ainda precisa trabalhar mais na sua performance vocal e o duo deu umas escorregadas com declarações polêmicas, mas se trata de um amadurecimento que os anos de sucesso darão ao duo, consequentemente. Como artista revelação, que causou tanto buzz na indústria musical, o prêmio ao Chainsmokers é mais que merecido.

      MELHOR PERFORMANCE POP SOLO
      Hello — Adele
      Hold Up — Beyoncé
      Love Yourself — Justin Bieber
      Piece By Piece (Idol Version) — Kelly Clarkson
      Dangerous Woman — Ariana Grande

      Ariana Grande é uma das cantoras com maior potência vocal do universo pop, enquanto o talento grandioso de Adele surpreende o público com performances minimalistas e bastante simples. As duas cantoras poderiam tranquilamente levar o prêmio. Mas, na categoria “Melhor Performance Pop Solo”, a super produção das apresentações de Beyoncé deve levar a melhor. Se você tem dúvidas, basta relembrar a apresentação triunfal de Queen B no VMA do ano passado.

       

      MELHOR ÁLBUM DE MÚSICA ALTERNATIVA
      22, A Million — Bon Iver
      Blackstar — David Bowie
      The Hope Six Demolition Project — PJ Harvey
      Post Pop Depression — Iggy Pop
      A Moon Shaped Pool — Radiohead

      “Blackstar”, de David Bowie, não entrou na categoria “Álbuns de Rock”, talvez por ter sido considerado “alternativo demais” para o crivo do Grammy. Deixando os rótulos do prêmio pra lá, “Blackstar” é um trabalho primoroso, uma super produção musical excelente, que marca a despedida triunfal de David Bowie. Já nasceu sendo um clássico e, como clássico, leva o Grammy deste ano tranquilamente.

      Mas claro, não vamos desmerecer os outros álbuns que concorrem – todos primorosos. Com certeza, uma das categorias mais difíceis em relação à excelência dos concorrentes – só de ter um disco que une Iggy Pop e Josh Homme já é um marco para a música atual. Mas David Bowie é David Bowie, meus caros.

      MELHOR PERFORMANCE DE R&B
      Turnin’ Me Up — BJ The Chicago Kid
      Permission — Ro James
      I Do — Musiq Soulchild
      Needed Me — Rihanna
      Cranes in the Sky — Solange

       

      Finalmente Solange aparece em uma categoria que pode fazer com que ela ganhe seu primeiro Grammy. A irmã caçula de Beyoncé lançou um dos melhores álbuns de 2016, A Seat At The Table, que infelizmente acabou sendo ofuscado por outros lançamentos grandiosos (2016 foi o ano!), inclusive o de sua irmã. A performance de Solange nos ganha pela simplicidade: nada de super produção, aqui o minimalismo ganha espaço enquanto o belo jogo de cores das performances ao vivo nos faz sentir dentro de um catálogo do Pantone. Apesar de Rihanna também arrasar na performance, o toque artístico e “phyno” de Solange deve agradar à Academia do Grammy.

      MELHOR ÁLBUM URBAN CONTEMPORÂNEO
      Lemonade — Beyoncé
      Ology — Gallant
      We Are King — KING
      Malibu — Anderson .Paak
      ANTI — Rihanna

      Assim como o álbum de Solange, “Anti” também é outro excelente disco que acabou sendo ofuscado por Adele e Beyoncé. O álbum em que Rihanna se desapega dos grandes hits para mostrar toda a versatilidade de um trabalho que beira ao R&B/alternativo bem que poderia levar o gramofone nesta categoria, mas vale lembrar que ele concorre com Lemonade. E a nossa grande aposta deste ano é que Lemonade é o furacão da vez: por onde passa, leva tudo. Foi mal, Riri.

       

      MELHOR ÁLBUM DE RAP
      Coloring Book — Chance The Rapper
      And The Anonymous Nobody — De La Soul
      Major Key — DJ Khaled
      Views — Drake
      Blank Face LP — ScHoolboy Q
      The Life Of Pablo — Kanye West

      “Views” foi o grande sucesso de Drake, e elevou o cara a um dos principais nomes da música contemporânea. A gente aqui considera “Views” um álbum muito mais de hip hop do que de rap na essência, mas não vamos ousar discordar do Grammy… apesar disso, Kanye West ainda é o maior rapper da atual geração. Desde 2013 o cara levou enxurradas de Grammys, se mostrando um excelente compositor e produtor – poucos conseguem fazer “feats” tão poderosos em uma única música. Mas o mérito do “The Life Of Pablo” é o fato de ser o trabalho mais confessional de Kanye West. Apesar de todas as polêmicas e de ser considerado o grande “artista problema” (e de muitas vezes discordarmos veementemente do que ele faz ou diz), Kanye não deixa de ser um gênio enquanto músico e rapper. A gente sabe que é difícil assumir isso, mas…  #aceitaquedóimenos.

       

      MELHOR MÚSICA DE RAP
      Famous — Kanye West ft. Rihanna
      Hotline Bling — Drake
      Ultralight Beam — Kanye West ft. Chance The Rapper, Kelly Price, Kirk Franklin & The-Dream
      All The Way Up — Fat Joe & Remy Ma ft. French Montana & Infared
      No Problem — Chance The Rapper ft. Lil Wayne & 2 Chainz

      No quesito produção, “Famous” poderia levar fácil essa categoria, mas vamos assumir: a faixa gerou muita polêmica e é um tanto misógina, ao chamar Taylor Swift de “vadia” e sugerir que ela e Kanye “deveriam transar”. Ponto negativo para Kanye, e motivos suficientes para o Grammy não arriscar dar um prêmio tão importante para uma faixa tão controversa. Fiquemos então com o hit absoluto “Hotline Bling”, que deve levar merecidamente este prêmio. Apesar de Kanye West concorrer com duas músicas na mesma categoria (raridade no Grammy), as duas faixas não obtiveram o sucesso de Drake. Dessa vez não vamos ficar com você não, Kanye…

       

      MELHOR ÁLBUM VOCAL POP
      25 — Adele
      Purpose — Justin Bieber
      Dangerous Woman — Ariana Grande
      Confident — Demi Lovato
      This Is Acting — Sia
      Cinco excelentes discos concorrendo em uma mesma categoria! Quem dera o Grammy sempre fosse assim, tão nivelado por alto. A aposta óbvia seria 25, de Adele. Em um conjunto geral de obra, porém, é mais intuitivo pensar que que Purpose, de Justin Bieber, ganha. Com este álbum, que fez até os mais puritanos darem o braço a torcer, Bieber mostrou que o artista que não é fabricado pela indústria é aquele capaz de unir elementos como talento, competência e profissionalismo para reinventar sua musicalidade e assim evitar de cair no canto da sereia do sucesso.

      MELHOR MÚSICA DE ROCK

      Blackstar — David Bowie
      Burn the Witch  — Radiohead
      Hardwired — Metallica
      Heathens — Twenty One Pilots
      My Name Is Human — Highly Suspect

      Apesar da acirrada disputa com os sempre premiáveis Metallica e Radiohead, o Grammy deve mesmo ficar com David Bowie. Não por Blackstar ser o adeus de um gênio, mas sim por ser realmente uma obra-prima. Bowie já havia entrado para a história da música muito antes de morrer. Mas graças a “Blackstar”, e as demais que integram o disco derradeiro de sua carreira, o Camaleão elevou ao quadrado o seu status de lenda do rock.

      MELHOR ÁLBUM DE ROCK
      California — blink-182
      Tell Me I’m Pretty — Cage The Elephant
      Magma — Gojira
      Death of A Bachelor — Panic! At The Disco
      Weezer — Weezer

      A ausência de discos como “Santana IV”, de Santana; e Blackstar, de David Bowie, de certa forma deixa a lista de indicados desta categoria um pouco menos atraente. Entre os indicados, no entanto, a organização do Grammy propôs cinco álbuns que estão competindo em condições praticamente iguais. Com o seu “álbum branco”, no entanto, o Weezer conseguiu resgatar os bons tempos e entregou ao público e à crítica exatamente o disco esperado. Ponto para Rivers Cuomo e seus asseclas!

       

      MELHOR PERFORMANCE DE ROCK

      Joe (Live From Austin City Limits) — Alabama Shakes
      Don’t Hurt Yourself — Beyoncé Feat. Jack White
      Blackstar — David Bowie
      The Sound Of Silence — Disturbed
      Heathens — Twenty One Pilots

      Apesar de concorrer com Alabama Shakes, uma das melhores surgidas nos últimos anos, e com o peso que representa a dobradinha Beyoncé + Jack White, David Bowie é o mais forte dos candidatos desta categoria. Com Blackstar, Bowie conseguiu imortalizar em forma musical  toda sua urgência, todo seu talento e toda sua sensibilidade.

      MELHOR PERFORMANCE DE METAL
      Shock Me — Baroness
      Slivera — Gojira
      Rotting in Vain — Korn<
      DystopiaMegadeth
      The Price Is Wrong — Periphery

      Após navegar por um mar de incertezas, encarar uma montanha de críticas e driblar uma seleção de questionamentos, o Megadeth conseguiu acertar os ponteiros. E ponteiros feitos com o mais genuíno metal, diga-se de passagem! Dystopia é um autêntico exemplo de momento da carreira em que percebemos que o artista realmente veio para escrever história. Por um mundo com mais discos iguais a esse!

       

       

      MELHOR TRILHA SONORA COMPILADA

      Amy
      Miles Ahead
      Straight Outta Compton
      Esquadrão Suicida (Collector’s Edition)
      Vinyl: The Essentials Season 1

      Se for ‘jogar pra torcida’, os responsáveis darão o Grammy para Amy. Se tiver a intenção de atrair atenção da galera mais jovem, o prêmio pode acabar indo para Esquadrão Suicida. Mas se for fazer justiça, Straight Outta Compton consegue compilar um importante momento de um dos estilos musicais mais importantes da música produzida a partir do século XX.

       


      >MELHOR TRILHA SONORA
      Ponte dos Espiões<
      Os Oito Odiados
      O Regresso
      Star Wars: O Despertar da Força
      Stranger Things Volume 1
      Stranger Things Volume 2

      Tudo bem (Parte I) que a trilha de Star Wars é assinada por John Williams, um compositor genial que é 100% competente em tudo que faz. Tudo bem (Parte II) que a trilha de Stranger Things mais parece uma perfeita programação de uma rádio flashback. Mas como não apostar em uma trilha que tem gente do naipe de Enio Morricone, White Stripes e Roy Orbison? A única conclusão que podemos chegar é que o Grammy estará em boas mãos!