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      #saudades: 46 anos sem Jim Morrison, o poeta que o tempo não apagou

      3 de julho de 2017 17:00 Por Gustavo Morais

      Liderando o The Doors, Jim entrou para o panteão sagrado do rock (Foto: Internet)

      Há exatos 46 anos, em 3 de julho de 1971, foi escrito um dos capítulos mais tristes da história do rock. Morreu naquele dia, aos 27 anos de idade, o gênio das artes Jim Morrison, mundialmente conhecido por ser o vocalista e letrista da lendária banda The Doors. Também chamado Rei Largato, Morrison viveu uma vida louca e breve.

      Nascido James Douglas Morrison, na vila de Melbourne, no estado da Florida, a 8 de dezembro de 1943, Jim desenvolveu uma paixão precoce pela literatura e bebeu influências nas obras e conceitos de ícones como Friedrich Nietzsche, Arthur Rimbaud, Franz Kafka, Molière, entre outros. Com tamanha base teórica e literária, Jim teve munição para criar poesias e composições líricas que foram tão emblemáticas em uma época de infinitas obras emblemáticas. Veja uma das músicas mais importantes da carreira dos Doors.

      Dono de carisma incomum, Jim Morrison tinha o dom de usar da sensualidade para pilotar a plateia. Claro que o que importa é o talento, mas é inegável que a beleza natural fez de Jim um verdadeiro sex symbol do rock. As mulheres o queriam… E os caras queriam ser ele!

       

      Teria sido Jim vítima de assassinato por encomenda?

      Naqueles tempos, Jim vivia em Paris, na França, com a esposa, Pamela Courson. Quando acordou na manhã daquele sábado, Pamela encontrou o marido desacordado na banheira do casal. Na sequência, ela acionou o corpo de bombeiros local, que encaminhou o pedido de socorro para o bombeiro Alain Raisson. Apesar de algumas tentativas de reanimação, o músico infelizmente não reagiu.

      De acordo com o laudo médico, Jim teve morte natural por parada cardíaca. Como Pamela e Rainson foram uma das poucas pessoas que viram o corpo do Rei Lagarto sem vida, biógrafos e fãs começaram a levantar suspeitas de overdose e até de assassinato planejado pelo governo americano. Segundo uma das teorias, Morrison teria sido o quarto subversivo do rock a ser assassinado, depois de Jimmi Hendrix, Janis Joplin e do guitarrista Brian Jones, dos Rolling Stones. Todos aos 27 anos.

      Fãs deixam cigarros, bebidas e homenagens no túmulo de Jim (Foto: Internet)

      O bombeiro Alain diz que não encontrou evidências das teorias levantadas. Em entrevista ao Fantástico, em 2013, ele revelou que não viu  sangramento no nariz de Jim. “A única coisa que eu posso dizer é que a água estava um pouquinho rosada”, disse.

      Nem mesmo a família viu o corpo de Jim Morrison. O roqueiro foi enterrado em Paris, cemitério Pere Lachaise, num túmulo simples. Como não poderia ser diferente, a sepultura dele é alvo de peregrinação por parte de fãs e admiradores do mundo inteiro.

      Jim deixou como legado um exemplo de arte libertária, desafiadora e profundamente densa. Em uma de suas canções, o Rei Largato dizia: “Cancele minha inscrição para a ressurreição”. E ele não precisa de ressurreição, pois jamais deixou de existir em nossas mentes, corações e tocadores de música. O rock te agradecerá para sempre, Jim Morrison.

      Aprenda a tocar um dos clássicos dos Doors na bateria, no baixo e na guitarra!