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      #Saudades: mais um ano sem Cazuza. Ouça gravações raras do Exagerado!

      7 de julho de 2017 13:47 Por Gustavo Morais

      Cazuza nos tempos de Barão Vermelho (Foto: Internet)

      Naquele 7 de junho de 1990, há exatos 27 anos, a música brasileira ficou órfã da arte de Agenor de Mirando Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza. Contando 32 anos de idade, o poeta perdeu a luta para AIDS.

      Ao longo de uma carreira breve, louca e intensa, ele lançou nove discos e teve maestria para transitar entre o rock e a MPB. Pouco é comentado, no entanto, sobre as várias participações que o Exagerado fez em trabalhos de ícones da música brasileira, bem como dos momentos em que ele cantou músicas de seus ídolos. Pensando nessa condição, nós separamos algumas canções um tanto quanto raras que Caju registrou quando esteve na mesma dimensão astral em que nós vivemos. Aumenta o som e boma viagem musical, amigo leitor!

      1. Contramão – Cazuza + Fagner

      Filho de João Araújo, dono da gravadora Som Livre, Caju cresceu em um ambiente cercado pelo time titular da seleção brasileira da música. Em 1985, ele gravou com Fagner a música Contramão, autoria do não menos genial Belchior.

      2. Hot Dog – Cazuza + Leo Jaime

      Amigos de longa data, Leo Jaime indicou Cazuza para o Barão e o resto é história. Em 1988, a dupla fez um dueto divertidíssimo para o disco do LeoDireto Do Meu Coração Pro Seu. O charme da música fica por conta da participação do Wanderley, o cachorro de estimação do Exagerado.

      3. Que Loucura – Barão Vermelho toca Rita Lee

      Sempre foi comum uma banda de rock homenagear seus ídolos nos shows. Em 1985, durante uma apresentação na Bahia, o Barão fez um cover para Que Loucura e assim prestou reverências à Rita Lee.

      4. Marginal – Cazuza + Celso Blues Boy

      O lado exageradamente transgressor de Cazuza virou música no disco de Celso Blues Boy, ícone do blues brasileiro. Com interpretação visceral e feita com bastante malícia, Caju mostrou que realmente estava certo quando virou “marginal por decisão poética”.

      5. Trapalhão Super-Herói – Barão Vermelho

      Gravada para a trilha do filme infantil O Trapalhão na Arca de Noé, a música capta a essência do universo dos garotos levados. Em tom autobiográfico, Cazuza narra uma letra que detalha todas as suas traquinagens e artimanhas. Imperdível!

      6. Vingança Boba – Cazuza + Sérgio Serra

      O guitarrista Sérgio Serra teve uma passagem relâmpago pelo Barão, em 1982. Mais ou menos naquela época, Serginho e Cazuza gravaram uma demo para a música Vingança Boba. Trata-se de um daqueles tesouros inacabados da boa música…

      7. Diplomacia – Barão Vermelho se rende à obra de Maysa

      Provavelmente durante um ensaio no ano de 1982, o Barão tocou um trecho de uma canção cujo o tema era um dos favoritos de Cazuza, a dor de cotovelo. Com toda sua irreverência, o Exagerado mostrou seu olhar a respeito de amores desfeitos.

      Cazuza saiu da vida, mas já estava imortalizado na história da arte. Uma das principais características de seu peculiar estilo de composição é a presença de uma poesia que denunciava uma sociedade traiçoeira, competitiva e de futuro duvidoso.

      Viva Cazuza!