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      7 fatos que você precisa saber sobre o bom e velho rock and roll!

      13 de julho de 2017 13:09 Por Gustavo Morais

      Chegou mais um Dia Mundial do Rock, amigo leitor! O movimento musical, e também cultural, denominado rock and roll rolou nos Estados Unidos, entre o fim da década de 1940 e começo dos anos 50. De maneira resumida, explica-se a construção definitiva da música rock a partir da fusão promovida entre gêneros musicais afro-americanos e a música tradicional branca.

      Para celebrar mais um aniversário do bom e velho rock and roll, nós separamos algumas curiosidades a respeito do assunto. Divirta-se e aprenda com 7 fatos sobre esta história, que começou há muito tempo… Continua até hoje… E só parece melhorar. Longa vida ao rock and roll!

      1. O primeiro roqueiro brasileiro

      Não foi Raul Seixas, nem Roberto Carlos e menos ainda Os Mutantes! Na real, o rock chegou no Brasil na mesma época em que Elvis Presley apareceu para o mundo, ou seja, nos anos 50, mais precisamente em 1957, quando Cauby Peixoto gravou a canção Rock and Roll em Copacabana. Naquela mesma época, Nora Ney, or irmãos Tony e Celly Campelo, e Betinho & Seu Conjunto, também faziam rock cantando em português.

      2Flerte entre a bossa nova e o rock and roll

      Houve uma época em que a bossa nova e rock transitavam de igual para igual entre a juventude brasileira. Ambos os estilos faziam letras que falavam de praia, paquera e assuntos ligados ao cotidiano jovem. A partir de 1964, os estilos se distanciam. A bossa começou a seguir a tendência politizada e o rock mergulhou no nonsense capitaneado pela Jovem Guarda.

      3. Mandaram uma lenda estudar!

      Nos anos 90, o guitarrista Eric Clapton já era mais do que um mito. Segundo a lenda, em 1994, o padre da paróquia que Eric congregava convidou o guitar hero para tocar em uma atividade da igreja. Como um bom cavalheiro, Clapton aceitou o convite! O religioso, no entanto, usou de toda sua autoridade eclesiástica e deu um conselho ao músico: estude bastante o seu instrumento antes de se apresentar. \_(ツ)_/¯

      4. Rock brasileiro inimigo da igreja

      Em 1977, o cantor Odair José lançou o álbum O Filho de Maria e José, que acabou sendo a primeira ópera-rock da música nacional. Influenciado pelo livro O Profeta, do libanês Khalil Gibran, e por lendas do rock da década de 70, Odair propôs um conjunto de músicas, ligadas entre si, que relata a trajetória de vida de um jovem homossexual – o filho de José e Maria, que após anos de solidão e rejeição social, assume a sua sexualidade e, aos 33 anos, encontra a felicidade.

      Capa do polêmico disco de Odair José (Foto: Internet)

      Para muitos, as letras eram uma livre adaptação da história de Jesus Cristo para os dias atuais. O roqueiro, no entanto, afirma que o protagonista da história poderia ser o carnavalesco Clóvis Bornay. Como não poderia ser diferente, a Igreja não concordou com o tema do álbum e chegou ao ponto de alguns padres ameaçarem excomungar o cantor.

      5. Ciência + literatura + rock progressivo

      Conhecido pela obra canônica O Guia do Mochileiro das Galáxias, o saudoso escritor britânico Douglas Adams era muito amigo dos caras do Pink Floyd. O nível da amizade era tão elevado, que o guitarrista e vocalista David Gilmour deu a Douglas a missão de batizar o último disco que a banda lançou quando estava na ativa, The Division Bell, lançado em 1994. No mesmo álbum, os gigantes do rock progressivo contaram com a participação especial do gênio das ciências Stephen Hawking, que colocou sua voz digital na música Keep Talking.

      6. Maior público em um show de rock

      Na noite de 31 de dezembro de 1993, o cantor Rod Stewart se apresentou diante de 3,5 milhões de pessoas, em um palco montado na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Com este feito, de acordo com o Guinness Book, Stewart é dono do maior público presente em um show de rock em todos os tempos!

      7. Fim de uma polêmica

      Nem Kiss, nem Secos & Molhados e nem Alice Cooper! O roqueiro que começou com o lance de maquiar o rosto foi o britânico Arthur Brown, que começou a se apresentar com o rosto pintado por volta de 1968.

      Já em 1971, antes dos genias Ney Matogrosso e Paul Stanley revolucionarem o rock, alguns integrantes da banda de rock progressivo Osana apareceram com os rostos pintados.

      O calendário da história chega ao século XXI e o gênero rock and roll mantém-se entre os mais importantes do universo musical. Apesar de sempre se reciclar, o estilo não parece revelar tendência de deixar de existir.

      Inúmeras mudanças, revoluções e evoluções aconteceram ao longo da trajetória do rock desde seu surgimento. O que não mudou, e tão pouco há indícios de que vá seguir outras tendências, é a maneira revolucionária, contestada e geniosa com a qual o rock and roll escreve a própria trajetória.

      Até o próximo dia 13 de julho, amigo leitor! E não se esqueça: o rock não está em crise… O rock é a crise!