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      ‘O último grande ídolo do rock foi Cazuza’, dispara Serguei

      13 de julho de 2017 12:38 Por Damy Coelho

      Serguei: mais roqueiro do que nunca (Foto: Divulgação)

      Quem conhece Serguei – seja pessoalmente ou através de seu trabalho – já sabe que o cantor, uma lenda do rock brasileiro, não nega a polêmica. Em entrevista ao jornal Extra publicada neste Dia do Rock, Serguei disparou sua opinião sobre o rock’n'roll do país e sobre a música que faz sucesso atualmente.

      E a opinião dele, é claro, gera controvérsias. A começar sobre o rock de qualidade, que, de acordo com o cantor, é coisa do passado.

      Sei que sou uma referência do gênero, mas o último grande astro que o rock produziu foi Cazuza. As letras, a maneira de cantar, a atitude… tudo nele era rock and roll

      Mas se Serguei prefere não falar do rock feito atualmente, o cantor tem uma opinião formadíssima sobre o sertanejo que bomba hoje nas rádios. “Querem nos fazer descer goela abaixo o sertanejo. A decadência desse país está rápida”, disparou.

      E se as cantoras do feminejo atraem uma multidão em seus shows, ou se as divas da “nova MPB” são sempre elogiadas pela crítica, Serguei já vê o cenário musical das mulheres de um jeito diferente: “Cantoras, o Brasil já não tem mais. A maior de todas, e ainda viva e em plena atividade, é Angela Maria. Nunca vi uma voz tão poderosa”, afirmou.

      Ao falar em Serguei, a nova geração já pensa em associá-lo ao músico malucão, que usava muitas drogas, pansexual e que já transou com Janis Joplin. O rockstar, com quase 84 anos, não nega o rótulo de “vida louca” – mas afirma que as drogas ficaram para trás. “Preciso ficar mais um tempo por aqui”, disse.

      E quando o assunto é sexo, ele vai muito bem, obrigado. “Continuo totalmente sexual. Sou um escravo do sexo. Essa coisa de idade cronológica é uma piada (…) Tenho relações com rapazes que eu conheço. Acho as mulheres fracas quando se refere a sexo”.

      O cantor afirma que vive uma visa isolada e feliz, menos pela parte de ter perdido os pais e amigos. Mas sua veia rock’n'roll é eterna: “O rock tem muito a comemorar. Todos nós, roqueiros, continuamos o amando muito. Nos shows que tenho feito por aí, o público se diverte. Tenho que me sentir muito feliz, né!”, afirmou.