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      Saiba mais sobre a vinda de Roger Waters ao Brasil.

      6 de março de 2002 19:03 Por Deives Coelho

                       Para quem não conhece Roger Waters, ele foi a força criativa do Pink Floyd em seu melhor momento: durante o período em que foram lançadas as obras-primas ‘The Dark Side Of The Moon’ e ‘The Wall’. O baixista preencheu o vazio deixado por Syd Barrett, um gênio louco que se consumiu em seu próprio fogo e em viagens lisérgicas.          David Gilmour ocupou as guitarras e os vocais, enquanto Waters comandou o destino da banda a partir dali. Em 1973, o Pink Floyd teve o desafio de editar um disco de sucesso em um momento em que o rock passava por mudanças. E foi Roger Waters quem deu a idéia de depurar as canções antes de gravá-las, sem improvisações, trabalhando em um conceito pré-determinado. O resultado foi o magnífico ‘The Dark Side Of The Moon’. Músicas curtas, som perfeito e uma temática forte: como as pressões da sociedade moderna podem levar à loucura.  aaaa foto Divulgação  Waters demonstrou ser um verdadeiro poeta. Os problemas do grupo, entretanto, tornaram-se mais evidentes. ‘Wish You Were Here’, de 1975, era praticamente um réquiem a Syd Barrett, gravado por uma banda soava quase ausente. Já com Waters totalmente no comando, ‘Animals’ foi a resposta do Pink Floyd ao punk. Nesta época, os shows da banda eram verdadeiros acontecimentos culturais. A música sempre inspiradíssima somava-se às idéias visuais, que vinham da cabeça do baixista.              Roger Waters em In the Flesh Live  foto: Divulgação a a a       O ex-baixista, vocalista, letrista e líder do Pink Floyd, Roger Waters, não saía em turnê desde 87.     Depois disso, fez "aquele" show para celebrar a queda do Muro de Berlim e sumiu. Agora, como vários outros músicos setentistas, voltou a tocar em público: foi uma turnê durante os verões de 99 e 2000.     Destes shows, surgiu o álbum In the Flesh Live.         Avesso a tocar em ginásios gigantescos desde a época do Pink Floyd, paradoxalmente Waters lotou arenas com sua turnê lucro (é para lembrar o Sex Pistols mesmo). Os ingressos se esgotaram rapidamente, porque fã de Pink Floyd é o que não falta em todo o mundo. Foram necessários três guitarristas para se conseguir chegar perto do nível de David Gimlour:Doyle Bramhall, Andy Fairweather Low e Snomy White deram show de virtuosismo desnecessário e     Waters também deu show, de cara-de-pau.          Das 24 músicas do disco, somente 5 são de sua carreira solo, atitude inteligente do rapaz que, sozinho, conseguiu ser pior que os mais decadentes e recentes álbuns de sua ex-banda. Destas músicas solo, uma foi tirada do álbum The Pros and Cons of Hitchhiking e quatro de Amused to Death.     Já o disco Radio K.A.O.S., o mais pop e chato, foi deixado de lado. A relação de Roger Waters com o público fica clara em alguns momentos do disco - o cara se limitou a dizer "Thank you", ignorando a platéia na maior parte do tempo e mostrando ser um sujeito introspectivo e que parecia estar tocando por obrigação.  aaaa foto Divulgação    A escolha do repertório restante do álbum foi, no mínimo, suspeita - músicas como "Money", "Time", "Shine On You Crazy Diamond", "Another Brick in the Wall" e "Welcome to the Machine" são sucessos de vendagem certos. É óbvio: de louco Waters não tem nada, embora ele tente nos enganar há algum tempo. A qualidade da gravação é boa, mas In the Flesh Live soa como uma repetição entediante, nada de novo, ou seja, o fim definitivo dos neurônios de um músico que já fez discos memoráveis, como os primeiros do Pink Floyd.      Sua música inédita, "Each Small Candle", mostra um homem preocupado com os problemas mundiais e mais otimista que em tempos anteriores, talvez pelas perspectivas de boas vendagens do seu mais novo (?) trabalho (?). Este é o mundo da música: seja no Brasil ou no exterior, músicos consagrados continuam enganando e se aproveitando da cegueira de seus fãs. O pior é que Waters ainda dá entrevistas questionando o trabalho do Pink Floyd, dizendo isso e aquilo como se ele mesmo fosse "O Exemplo". In the Flesh Live é um daqueles discos que a gente se pergunta: como o cara pode ser tão cínico? Pode. (Deives Coelho) PROGRAME-SE:  ROGER WATERS - "IN THE FLESH"Onde: Rio de Janeiro (praça da Apoteose) Quando: sábado, 9 de março, às 21h Quanto: R$ 70 (pista e arquibancada) Informações: 0300-789-5353 Na internet: www.ingressofacil.com.brOnde: Porto Alegre (estádio Olímpico) Quando: terça-feira, 12 de março, às 21h Quanto: R$ 40 (arquibancada); R$ 50 (pista); e R$ 60 (cadeiras) Informações: 0300-789-5353 Na internet: www.ingressofacil.com.brOnde: São Paulo Quando: quinta-feira, 14 de março, às 21h30 Quanto: R$ 350 (cadeiras premium, na frente do palco); R$ 250 (camarote); R$ 250 (cadeira especial); R$ 80 (cadeira azul, cadeira manga e arquibancada laranja); R$ 40 (arquibancada amarela e verde) Informações: 0300-789-5353 Na internet: www.ingressofacil.com.brPossível set list, divulgado pela produção do Kaiser Music."In The Flesh" "The Happiest Days Of Our Lives" "Another Brick In The Wall (Part 2)" "Mother" "Get Your Filthy Hands Off My Desert" "Southhampton Dock" "Pigs On The Wing (Part 1)" "Dogs" "Welcome To The Machine" "Wish You Were Here" "Sine On You Crazy Diamond" "Set The Controls For The Heart Of The Sun" "Breathe In The Air" "Time" "Money" "The Pros And Cons Of Hitch Hiking (Part 1)" "Perfect Sense (Parts 1 and 2)" "The Bravery Of Being Out Of Range" "It's A Miracle" "Amused To Death" "Brain Damage" "Eclipse" "Comfortably Numb" "Each Small Candle" Saiba Mais: São Paulo ganha apresentação extra de Roger Waters

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