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      4 tipos de rock para você dar um up no seu vocabulário musical!

      18 de abril de 2018 10:48 Por Gustavo Morais

      Amado por uns, desprezado por outros, o rock and roll é um dos principais gêneros musicais dos tempos contemporâneos. Surgido em algum momento entre o fim dos anos 40 e o começo dos anos 50, ambas décadas do século XX, o rock continua resistindo ao teste do tempo e superando modismos.

      Parte da sobrevivência “desse tal de roque enrow” é por causa de sua capacidade de se desdobrar em outras vertentes e, por consequência, inovar e renovar o público. Pensando nessa realidade, listamos quatro vertentes roqueiras para que você aumente seu vocabulário sobre o assunto.

      Spoiler: cada gênero do rock citado na matéria rende livros, filmes, séries, etc e tal. Desta forma, optamos por fazer textos sintéticos, mas sem nunca abrir mão das informações mais relevantes sobre assunto.

      1. Soft Rock

      Também chamado “light rock” ou “smooth rock”, o soft rock tem origens no Sul da Califórina, no começo da década de 1970. As canções são geralmente simples, melódicas e acústicas, mas sempre bem produzidas. Por suas vezes, as letras tendem a tratar sobre questões afetivas e relacionamentos.

      Campeão de audiência nos 70, o soft rock entrou na década seguinte com a intenção de conquistar mais adeptos. Para tal, se adaptou às mudanças propostas pelos meios de comunicação, sobretudo o rádio, e evoluiu para um formato que hoje conhecemos como “adult contemporary”, um gênero que é marcado por absorver um maior número de  influências da música pop.

      Fleetwood Mac é responsável por um dos discos mais vendidos da história (Foto/Divulgação)

      A aceitação do soft rock é tanta, mas tanta, que Paul McCartney, Phil Collins, Rod Stewart, Elton John e vários rock stars das décadas passadas beberam na fonte do estilo e fizeram grandes trabalhos comerciais.

      Representantes: America, The Carpenters, Air Supply, Chicago e Fleetwood Mac.

      2. Glam rock

      Surgiu na Inglaterra, no final da década de 1960. Também conhecido como “glitter rock”, o estilo ficou marcado por não abraçar a causa revolucionária dos anos 60. O foco dessa galera sempre esteve no exagero das coisas e, literalmente, no glamour.

      Além do som pesado e das letras um tanto quanto hedonistas, a vertente é marcada pela visual andrógeno dos músicos. Com direito a sapatos de plataforma, maquiagens, plumas e paetês, os roqueiros da cena levavam aos extremos a questão da extravagância! Como fonte de inspiração, além da preocupação com a estética, a “música glamourizada” dialoga com referências que vão do pop chiclete e rock and roll dos anos 50, passa pela cultua do cabaré, descansa na ficção científica e decola nas artes complexas. Para dizer o mínimo, o glam rock é bastante divertido!

      Nas duas décadas seguintes, o apelo visual do glam serviu de referência para as bandas de hard rock americanas. Nomes como Kiss, Twisted Sister, Poison e toda a turma do hair metal se jogaram no glamour. O glam também teve muita importância para o surgimento do próximo estilo da nossa lista.

      Representantes: Sweet, Slade, T. RexNew York Dolls e David Bowie.

      3. Rock gótico

      Oriundo da Inglaterra, no final da década de 1970, o “gótico” é um dos subgêneros mais expressionistas do rock! No momento em que as bandas punk saboreavam a eferverscência na anarquia, uma galera introvertida, melancólica, minimalista, sombria e mais sensível às artes surgiu em cena. Era a turma gótica, embora nem todos curtiram/curtem a nomenclatura.

      Seguindo a cartilha do “primo punk”, o rock gótico também não usa e abusa de acordes complexos. A sonoridade, no entanto, é caracterizada pelo uso de teclados, sintetizadores, linhas de baixo em destaque e guitarras pouco distorcidas. As letras são carregadas de temas sombrios, símbolos religiosos, crises existenciais, questões sobrenaturais, vampirismo e visão romântica acerca da morte.

      O “Drácula de Peter Murphy”, da banda Bauhaus, ícone do rock gótico (Foto/Divulgação)

      Como não poderia ser diferente, outros estilos do rock beberam na fonte gótica e trouxeram as referências para seus respectivos universos particulares. Tal reverberação, nós encontramos no hard rock do The Cult, no rock industrial do Nine Inch Nails e no horror punk rock dos Misfits.

      Representantes: Siouxsie & The Banshees, Sisters Of Mercy, Joy Division, Cure e Bauhaus.

      4. AOR

      AOR é uma sigla para o “adult oriented rock” (rock direcionado para adultos, em tradução livre), termo que as rádios americanas criou para classificar a turma que fazia um som pesado e com letras consideradas “maduras”. Surgiu no final da década de 70, reinou nos anos 80 e alterna “altos e baixos” desde a década de 1990.

      Os arranjos de AOR apresentam fusões entre rock, hard e progressivo. A sonoridade é rica, cheia de camadas e conta com uma forte presença de melodia e refrões memoráveis. As letras trocam o tripé “sexo, drogas e rock and roll” por temas como divórcios, superação e relacionamentos. Em sua essência, o gênero foi moldado para que os artistas tivessem alta rotação nas rádios e, por consequência, fabricassem hits marcantes, vendessem milhares de discos e a lotassem arenas – não à toa, alguns chamam o estilo de “rock de arena”.

      Formação clássica do Journey marcou toda uma geração (Foto/Divulgação)

      A influência do AOR reverberou bastante perceptível durante a década de 1980. Características do gênero são encontradas na música de artistas que vieram de outras vertentes do rock, como foi o caso de Bruce SpringsteenDef Leppard e Bon Jovi.

      Representantes: Journey, Toto, Boston, Styx e REO Speedwagon.