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      Brasil reage contra pirataria.

      7 de março de 2002 0:20 Por Débora Batello

      (clique para parar ou recomeçar a mensagem) A campanha “Produto Pirata: A vítima é sempre você”, lançada hoje, pelas associações das indústrias do software, música, vestuário, brinquedos, Tv por assinatura e filmes, é o primeiro passo real que o Brasil dá para combater esse mercado ilegal. O movimento alerta a população para os riscos e prejuízos que a pirataria causa à economia: desde a perda de mercado das indústrias pagadoras de impostos, o que invariavelmente acarreta o desemprego, até a estagnação da tecnologia. Pesquisas apontam que o Brasil é o 4o. maior consumidor de produtos pirateados do mundo. Em alguns setores 50% das vendas são de produtos ilegais, como é o caso da industria de software e o da fonográfica. No total estima-se que os prejuízos ultrapassam R$ 2 bilhões. Todos esses dados foram apresentados durante uma entrevista coletiva, realizada em São Paulo, organizada pelas associações ABES, ABRAL, ABRAVEST, ABRINQ, ABTA, ABPD, BSA e MPA. A campanha espera que se intensifique as investigações e maior colaboração por parte do governo. Mudando o enfoque Na verdade, o nível que esse crime organizado atingiu é irreversível, por isso, o movimento antipirataria quer sensibilizar o consumidor e transforma-lo em aliado à luta. aaa logo da campanha: começa aparecer na mídia dentro de 15 diasPara quem não se lembra, o antigo slogan da campanha era: “Pirataria é crime. Não colabore com os piratas”, e assim acusava ao consumidor também. Agora, o enfoque é outro. O consumidor não é mais criminoso - é a vitima. A industria legal ainda apela: “O produto pirata que você compra hoje, financia o seqüestro de seu filho amanhã”, concluiu Paulo Roque, representante da ABES, sobre a necessidade da cooperação da população. Música barata A pirataria mais conhecida é a dos CDs musicais. Sendo assim, as gravadoras estão lutando por seu ganha pão com unhas e dentes. Warner Music e Abril Music já integram o time das gravadoras que apóiam a campanha. foto Divulgação Falamansa: banda preferida dos piratas aa O grupo de forró Falamansa, foi escalado para dar seu depoimento durante a coletiva, sobre como a pirataria prejudica o artista. “Só queremos ter o direito de saber quantas pessoas compram nossa obra. Com os CDs falsificados, não há só a perda material para nós. O público também perde, porque está fortalecendo criminosos”, defendeu-se Tato, líder da banda. Falamansa já passou pela experiência de ter seu CD comercializado em camelôs, antes mesmo de gravarem seu primeiro disco. Explicando: Uma pessoa gravou o show e transformou-o em CD.Só no ano passado, calcula-se que a indústria fonográfica perdeu 300 milhões de dólares com o comércio dos falsificados. Eduardo Raju, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), ensaiou uma teoria: “Não acho que o preço do CD seja o principal motivo [da queda das vendas dos oficiais]. Talvez a facilidade da compra, já que existem banquinhas por aí nas ruas” - e ainda arrematou com a pérola - “Até agora, o preço dos CDs [legais] só tem caído”.

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