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      Conheça a história de Gloomy Sunday, a música mais triste do mundo

      17 de agosto de 2018 12:40 Por Gustavo Morais

      Rezsõ Seress, o compositor da música mais triste do mundo (Foto/Internet)

      Não é um hit do The Cure, não é um sofrência made in Brazil e menos ainda é algum dos sucessos de Nick Cave, o cantor que é capaz de transformar a alegria do Parabéns pra Você em uma marcha fúnebre. A música mais triste do mundo é Gloomy Sunday (Domingo Sombrio, em tradução livre), do compositor húngaro Rezsõ Seress. Gravada em meados da década de 1930, a faixa também ficou conhecida como “Canção do Suicídio” ou “Música Húngara Suicida”.

      Desde o ápice de seu sucesso, por volta de 1935, Gloomy Sunday foi responsável por induzir mais de 100 pessoas ao suicídio. Inclusive, Seress acabou com a própria vida.

      Gloomy Sunday surgiu após o término de um relacionamento de Rezsõ Seress. Apesar da motivação, a música não é uma carta aberta do compositor a repeito da dor causada pelo rompimento. Na letra, Seress aborda as dores e amarguras do mundo. De maneira escancarada, a canção fala sobre os infernos pessoais, a tristeza, a solidão e a melancolia do ser humano. Como não poderia ser diferente, o discurso denso é emoldurado por uma melodia que não apresenta o menor traço de boas vibrações.

      Do sucesso à queda livre do compositor

      Durante seus pouco mais de 40 anos de carreira, Rezsõ Seress não experimentou muitas doses do sucesso comercial. A “Canção do Suicídio”, inclusive, só caiu no gosto popular dois anos após ter sido escrita, graças a interpretação de Pál Kálmar. Na mesma época, inúmeros suicídios relacionados à música começaram a ser registrados na Hungria.

      A gravidade da situação fez com que a canção fosse, literalmente, proibida e ninguém podia reproduzi-la, nem mesmo em casa. Como “tudo que é proibido” aguça a curiosidade, a censura despertou ainda mais interesse pela música e, em 1936, ela foi traduzida e gravada em inglês. Nos Estados Unidos,Gloomy Sunday fez muito sucesso, em 1941, com a interpretação de Billie Holiday, a melhor cantora da história do jazz.

      Segundo contam, Seress nunca conseguiu superar o fim do namoro. Quando ficou famoso mundo afora, o compositor tentou reatar o relacionamento. Porém, a felicidade durou pouco e a musa do compositor se suicidou por envenenamento. Ao que tudo indica, a própria Canção do Suicídio motivou o ato extremo, já que o corpo da mulher foi encontrado ao lado de um papel com a letra da música.

      Após a morte de sua companheira, Rezsõ Seress desgostou da vida e caiu em queda livre. Em janeiro de 1968, ele tentou se matar. Em um ato de desespero, o compositor se atirou da janela de seu apartamento, mas sobreviveu à queda. No hospital, no entanto, Seress se enforcou com uma corda e acabou com a própria vida.

      Prevenção ao suicídio

      Se você [ou alguém que você conheça] está passando por algum momento que desperte tendências suicidas, não tenha receio de procurar ajuda. Além do apoio de familiares e amigos, você pode recorrer ao Centro de Valorização da Vida (CVV), uma organização que realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias.

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      Importante: o número do telefone de contato do CVV é 188 e as ligações são gratuitas.