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      Startup americana quer ser “o Airbnb dos estúdios de música”

      4 de setembro de 2018 10:16 Por Gustavo Morais

      O estúdio é um “templo sagrado” para os músicos (Reprodução/Internet)

      Baseado em Los Angeles e criado em 2015, o Studiotime é uma startup que se define como “o Airbnb dos estúdios musicais”. O serviço é um grande agregador de estúdios musicais em todo o mundo.

      Com a ajudinha do Studiotime, você consegue procurar e comparar salas de gravação em diversas cidades ao redor do mundo. Em um único ambiente digital, o interessado já descobre quanto é cobrado, os equipamentos oferecidos, os horários disponíveis e a localidade. Segundo a empresa, mais de 1.200 estúdios já fazem parte da rede.

      Por enquanto, o site lista nove estúdios brasileiros, quase todos na cidade de São Paulo. É possível saber, por exemplo, que o estúdio do icônico Dudu Marote [produtor que já trabalhou Skank, Emicida e Gaby Amarantos] cobra US$ 150 por hora.

      “Quem teve a ideia que eu queria ter tido?”

      O Studiotime é fruto da mente do empreendedor americano Mike Williams. A trajetória da iniciativa soa bastante parecida com a de outras startups. Williams elaborou o conceito da empresa e lançou a semente no site Product Hunt, um serviço que facilita a realização de testes de novas iniciativas, ideias e startups. A ideia do “Airbnb de estúdios” caiu no gosto da galera e, em poucas horas, ele percebeu as possibilidades de demandas para o serviço.

      Mike Williams, o pai do “o Airbnb dos estúdios de música” (Reprodução/Internet)

      Em conversa com o Noisey, Mike Williams revelou que o foco inicial do Studiotime eram salas de gravação em Nova York e Los Angeles. Os primeiros estúdios que decidiram participar da empreitada, inclusive, tiveram que ser convencidos a abraçar a ideia. Outros estúdios foram atraídos por meio de uns anúncios e o resto já é história.

      Como é que a grana entra?

      O serviço é gratuito para o artista. Porém, como dita as regras do mercado, alguém tem que pagar a conta. No caso do Studiotime, os cofres são abastecidos pelos estúdios.

      Para “vender o seu peixe na startup”, os estúdios precisam pagar. É cobrada uma taxa de US$ 20 mensais (ou US$ 159 anuais) e mais 3% do orçamento fechado com o artista.

      Para refletir:

      • A maior empresa de transporte do mundo, a Uber, não possui uma frota de carros.
      • A maior rede de hospedagem do mundo, o Airbnb, não possui nem uma kitnet.
      • A maior rede de estúdios do mundo, o Studiotime, não possui nem um amplificador.

      Se tiver alguma ideia, seja ela qual for, não deixe-a adormecida! Aposte, ouse e coloque em prática. Todos os dias, a gente fica sabendo sobre cases de empreendedores que mudaram o curso da história.