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      Mulheres são 50% dos novos guitarristas, indica estudo da Fender

      18 de outubro de 2018 12:34 Por Gustavo Morais

      Em parceria com Egg Strategy, a Fender desenvolveu um estudo que apresenta novos ares para o universo das guitarras. Com amostras colhidas nos Estados Unidos e no Reino Unido, a pesquisa descobriu que as mulheres representam 50% dos novos aspirantes a guitarristas. Indicativos como faixa etária e informações demográficas não foram revelados.

      Para ala executiva da Fender, mulheres guitarristas são a salvação do mercado (Foto/Internet)

      O resultado concorda com um outro estudo feito na América do Norte, em 2015, que indicou que as mulheres representavam 50% do mercado. Desde então, a própria Fender passou a adotar estratégias promocionais diferentes. Entre outros gestos, a icônica fabricante concentrou esforços nos lançamentos de linhas de instrumentos direcionadas ao público feminino, estreitou relacionamento com artistas femininas e passou a dar maior destaque para mulheres em campanhas de marketing.

      O estudo mais recente também revelou que:

      • 72% dos novos guitarristas procuram o instrumento para ganhar uma nova habilidade;
      • 61% dos novos guitarristas não querem aprender a tocar músicas para si próprio ou com amigos e familiares, em vez de transformar isso em carreira;
      • 42% dos novos guitarristas pensam na guitarra como parte de sua identidade.

      Em entrevista ao site da revista Rolling Stone, o CEO da Fender, Andy Mooney, comentou sobre a influência de Taylor Swift nos interesses “guitarrísticos” das mulheres. Com certa frequência, a popstar é citada como fonte de inspiração para que as futuras guitarristas procurem o instrumento, já que não ela costuma tocar guitarra ou violão nos clipes e shows. Segundo Mooney, a musa pop/country já não é vista como referência.

      Havia a crença sobre o que as pessoas chamam de ‘fator Taylor Swift’, talvez transformando esses 50% em algo de curto prazo e fora da curva. Na real, não é assim. Taylor seguiu em frente, e creio que está tocando menos guitarra. Porém, jovens mulheres ainda estão guiando 50% das novas vendas de guitarra. O fenômeno parece ter pernas próprias e acontece no mundo todo

      O executivo Justin Norvell, vice-presidente sênior da Fender, concorda com seu colega. Em conversa com o jornal Australian Musician, Norvell argumentou que o aumento do número de mulheres guitarristas será o principal fator na “salvação” do mercado de vendas do instrumento musical. “A indústria da guitarra está no topo e a tendência é continuar crescendo por uma simples razão: existe um número maior de mulheres tocando guitarra”, pontuou.

      De acordo com os poderosos chefões da Fender, as mulheres também dominam os bends, os pull-offs, os riffs e os solos. Sendo assim, amiga leitora, não há motivos para você ficar de fora dessa. Que tal comprar uma guitarra e curtir umas videoaulas no Cifra Club? Faça parte do time de Lari Basilio, Orianthi, Susan Tedeschi e várias outras! O mundo musical agradece…