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      3 artistas desconhecidos que vão inspirar sua carreira

      24 de janeiro de 2019 10:17 Por Gustavo Morais

      João de Almeida: 102 anos de idade e oito décadas de carreira (Foto/Divulgação)

      Quando começamos uma carreira, seja ela qual for, uma boa parte de nossas inspirações são os “monstros sagrados”. Na música, por exemplo, não são poucas as pessoas que começam a tocar por causa de uma determinada lenda do rock. Mas como o mundo é cheio de “ilustres desconhecidos”, listamos aqui 3 artistas relativamente anônimos, mas que certamente te apresentarão novas perspectivas acerca do profissionalismo.

      1. O vovô incansável

      O português João de Almeida é o maior exemplo de longevidade que há no meio musical. Com seus 102 anos de idade, Almeida está em atividade e toca bandolim no Grupo de Cantares Pedra Moura, uma banda de música tradicional portuguesa. Autodidata, ele afirma ter começado a tocar há 85 anos e nem pensa em aposentadoria. No vídeo abaixo, João de Almeida é o quinto a partir da direita.

      De acordo com o jornal português Diário LeiriaJoão de Almeida acredita que é “pela vontade de Deus” que continua vivo e tocando bandolim.

      2. O jogo sempre pode virar

      O americano Glenn Copeland é músico, homem transgênero e tem 74 anos de idade. Por mais que esteja na estrada desde a década de 1970, Copeland só viu seu trabalho autoral chegar ao grande público em 2015. Como seus álbuns foram gravados e lançados de forma independente, poucas cópias chegaram às lojas. Já que as próprias composições davam poucos rec, o artista passou anos boa parte da vida adulta a interpretar canções em programas infantis de TV, como “Vila Sésamo” e “Mr. Dressup” — sempre de forma anônima.

      Glen Copeland é exemplo de paciência (Foto/Divulgação)

      O jogo mudou para Glenn Copeland graças a um empresário japonês que descobriu seu trabalho e investiu na divulgação de sua obra. Com o help do “cavalheiro japonês”, como descreveu Glenn em entrevista ao The Guardian, seu trabalho chegou a novos ouvintes e a gravadoras interessadas em relançarem seus discos esquecidos, como “Beverly” (1970) e “Keyboard Fantasies” (1986).

      Graças ao seu exemplo de resiliência e superação, Glenn Copeland foi tema de um curta-metragem e foi chamado para ser palestrantes na “Red Bull Music Academy”.

      3. Arte que muda vidas

      Na constante busca pela audiência, o drama social e o caos familiar são temas de quadros de vários programas da TV aberta brasileira. O rapper britânico Bugzy Malone, no entanto, tem o costume de fazer um lance que mostra a diferença entre o sensacionalismo e a empatia. Disposto a realmente mostrar a vida como ela é, Malone costuma contratar pessoas em situação de rua de sua cidade natal para atuarem em seus clipes.

      Bugzy Malone é realmente gente que faz (Foto/Divulgação)

      Após o lançamento do clipe da faixa “Run”, em agosto de 2018, Bugzy teve uma grata surpresa. Segundo o site Reverb, o rapper recebeu um e-mail de uma mulher que se dizia mãe de um dos figurantes que atuaram no vídeo. O jovem estava desaparecido havia cerca de um ano.

      Com a ajuda do viés social do trabalho de Malone, um jovem teve a oportunidade de reencontrar sua família e recolocar a vida nos trilhos.