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      O guia definitivo de como escolher escola de música pra criança

      8 de outubro de 2019 8:14 Por Gustavo Morais

      A ciência, a sociedade e até mesmo o mundo das artes já provaram que a musicalização é uma das atividades mais positivas para o universo infantil. A educação musical trabalha na garotada diversos aspectos como concentração, coordenação motora, raciocínio, respiração, entre outros.

      Já que estamos na semana do Dia das Crianças, nada mais justo do que conversarmos um pouco sobre os pontos de atenção que você precisa considerar na hora de matricular uma criança na escola de música.

      Menino vestido de roqueiro e tocando guitarra

      O próximo Eric Clapton pode estar aí na sua casa (Foto/Pexels)

      Ciente da importância do aprendizado musical na vida dos pequenos, a diretora do Núcleo Villa-Lobos de Educação Musical, escola de música localizada em MG, Simone Lopes Teres, destaca alguns pontos que os pais e responsáveis precisam ficar atentos para escolher as melhores opções no ensino da música.

      Nucleo Villa-Lobos

      Diretora da entidade te ajuda a escolher a escola de música ideal para seu filho (Imagem/Divulgação)

      Segundo ela, acima de tudo, é preciso focar na formação musical e ter em mente que esse aprendizado leva tempo e depende também de dedicação. Um ensino musical de qualidade vai desenvolver melhor as aptidões da criança, alcançando os melhores resultados.

      Como escolher escola de música para criança

      Simone Lopes Teres listou sete pontos de atenção para escolher uma escola de música para criança. Depois de refletir bastante sobre os pontos levantados por Simone, certamente você saberá como selecionar o local em que seu pimpolho (a) aprenderá música.

      1. Metodologia

      A primeira preocupação é buscar informações sobre a instituição em si. Quanto tempo a escola tem de funcionamento, qual o nível do corpo docente, o que dizem as pessoas que já passaram por lá e qual metodologia usada são informações importantes a serem levadas em consideração.

      “Os pais devem colocar os filhos em uma escola com o objetivo de desenvolver a capacidade musical deles. É uma aula, não é brincadeira. Claro que há a parte lúdica, principalmente com as crianças menores, mas o objetivo principal é a formação musical e não a recreação. É importante também que, para as aulas em grupo, a faixa etária dos alunos e o nível de aptidão sejam semelhantes”, afirma.

      2. Rotina

      É um aspecto que muita gente ignora, mas colocar a criança pequena em uma aula de musicalização muda os momentos de sono e alimentação que ela está acostumada em casa. Se há uma alteração muito repentina, a criança pode se sentir desconfortável, prejudicando o desenvolvimento musical dela. “É bom escolher um horário que se encaixe na rotina dos pequenos sem muitos esforços. Caso a mudança seja inevitável, vá acostumando a criança aos poucos para facilitar a adaptação”, diz a educadora.

      Menina de olhos fechados segura um violão

      Criança cansada, não aprende nada direito (Foto/Pexels)

      3. Conciliação

      Muitos pais podem preferir marcar várias atividades para o mesmo dia, incluindo a música, para otimizar o tempo e poupar deslocamentos, mas isso não é o ideal. “Evite marcar a aula de música logo após alguma atividade mais física (esporte, por exemplo) ou no fim da tarde ou à noite. O cansaço físico pode influenciar na capacidade de concentração, prejudicando o aprendizado. Tente conciliar a música em dias diferentes de outros compromissos”, orienta Simone.

      4. Musicalização ou instrumento?

      Muitos pais têm dúvidas sobre o que o filho deve estudar primeiro: aprender aspectos gerais ou já partir para um instrumento específico. Na verdade, segundo Simone, com a metodologia certa, o caminho é indiferente. “A criança pode começar em uma aula de musicalização e depois passar para um instrumento, vice-versa ou fazer os dois juntos. São aulas que se complementam”, afirma.

      5. Treinos em casa

      Ter um instrumento em casa não é essencial para o aprendizado da música. No entanto, se o aluno puder, nas horas vagas, praticar o que aprendeu na aula, pode conseguir evoluir mais rapidamente, principalmente quem já tem definido qual instrumento quer tocar. Portanto, é bom os pais incluírem na previsão de custos para o ano a compra do instrumento de boa qualidade.

      Menina tocando piano

      Piano sempre é um ótimo instrumento de entrada (Foto/Pexels)

      6. Existe instrumento ideal?

      Outra ideia que se tem sobre educação musical é a respeito do instrumento ideal para aprender música. A coordenadora do explica que a escolha se dá mais pela idade do aluno, do que por uma suposta facilidade de aprendizado. “Quando a criança é mais nova, começamos por piano, flauta, bateria ou violino e, na medida em que vai evoluindo no conhecimento musical, ela opta por aquele que ela mais gosta ou mesmo se manter no inicial. É uma situação muito particular e que os professores vão avaliando no decorrer do aprendizado”, diz.

      7. Fuja de métodos “milagrosos”

      Se você quer dar ao seu filho uma educação musical completa e duradoura, não caia em promessas de fórmulas milagrosas. Aprender música leva tempo e depende de dedicação e estudo contínuo. Portanto, desconfie de quem promete soluções rápidas.

      “Com a abordagem correta, já dá para o aluno fazer algumas coisas já na primeira aula, mas a autonomia musical vai sendo conquistada gradativamente. Cada um tem seu ritmo de aprendizado e mais facilidade nesse ou naquele instrumento. O importante é se preocupar com a formação musical, que é contínua. Até os músicos mais consagrados nunca param de estudar”, conclui Simone.

      Menino asiático tocando violão

      O aprendizado musical não acontece por meio de milagres; tudo é questão de metodologia (Foto/Freepik)

      Com base nos sete pontos acima, você reúne conhecimento suficiente para buscar a melhor escola de música para suas crianças. Boas aulas, boas notas [em ambos os sentidos] e boas vibrações!