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      Jovens preferem músicas antigas do que as atuais, diz pesquisa

      15 de fevereiro de 2019 9:51 Por Gustavo Morais

      Beatles fazem mais a cabela dos millennials do que astros do hip hop, diz pesquisa (Foto/Divulgação)

      Se você sempre ouve e/ou defende a teoria de que “já não se fazem música boa como antigamente”, saiba que suas percepções podem estar corretas. E quem advoga a seu favor é ninguém menos do que a ciência, amigo leitor!

      Liderados pelo professor Pascal Wallisch, pesquisadores da Universidade de Nova York, nos EUA, conduziram o estudo “Who remembers the Beatles? The collective memory for popular music” ["Quem se lembra dos Beatles? A memória coletiva da música popular", em tradução livre], devidamente publicado no jornal científico “PLoS ONE”. Segundo a pesquisa,  os millennials, pessoas nascidas a partir da virada do milênio, conseguem identificar mais facilmente sucessos das décadas de 60, 70, 80 e 90 do que as músicas contemporâneas.

      geração da música no smartphone não descarta o som “das antigas” (Foto/Pexels)

      Para conduzir a análise, os pesquisadores trabalharam com as faixas que tenham alcançado o primeiro lugar no “Billboard Top 100″ [entre os anos de 1940 e 1957] e na “Billboard Hot 100″ [de 1958 a 2015] . A Billboard é o gráfico mais confiável para mapear o desempenho dos singles nas paradas de sucesso. Trata-se do padrão da indústria pelo qual a popularidade da música contemporânea é medida.

      “O período dos anos 60 aos 90 foi um momento tão especial na música, que até mesmo os millennials identificam isso”, disse Wallisch. ”O Spotify surgiu em 2008, bem depois que quase 90% das músicas que analisamos foram lançadas, o que indica que os millennials estão cientes das canções que, em geral, foram criadas antes de eles nascerem e ainda assim escolhem ouvi-las”, completou.

      Os pesquisadores analisaram a capacidade de reconhecer músicas de 643 participantes. As canções mais facilmente reconhecidas foram a balada “When a Man Loves a Woman”, de Percy Sledge, (1966); o soft pop “Baby Come Back”, do Player (1977) e a pérola new wave “The Tide Is High”, da banda Blondie (1980).

      Ainda de acordo com o estudo, houve uma “diversidade significativamente maior” de músicas chegando ao topo das paradas entre 1961 e 1999 em comparação com anos anteriores e posteriores.