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      Ouvir ou não ouvir Greta Van Fleet, eis a questão!

      18 de fevereiro de 2019 11:06 Por Gustavo Morais

      Odiado por uns e amado por outros, quarteto segue escrevendo história (Foto/Divulgação)

      Formada pelos irmãos Josh (vocal), Jake (guitarra) e Sam Kiszka (baixo) e Danny Wagner (bateria), a banda Greta Van Fleet surgiu em 2012, na cidade de Frankenmuth, no Michigan, nos EUA. Com seus sete anos de estrada, o quarteto tem um currículo formado por dois EPs, um disco, um prêmio “Loudwire Music Award” e um “Grammy”.

      Atualmente, o Greta Van Fleet é febre mundial. Para muitos “entendidos e não entendidos do riscado”, a famigerada responsabilidade de salvar o rock [o rock não está em crise! O rock é a crise, mas isso é conversa para um outro post] está nas mãos e talentos da banda. Em contrapartida, outros tantos “entendidos e não entendidos do riscado” afirmam que o quarteto “não é essa Brastemp toda”.

      Já que a banda tem divido tanto as opiniões, nada mais justo do que listarmos alguns motivos que validam o debate mais quente da atual cena do rock. Atenção: no final do texto tem uma enequete marato pra você manifestar a sua opinião!

      Ouvir, eis a questão

      1. Respaldo da academia: The Who, Queen e Led Zeppelin estão entre as bandas lendárias que nunca ganharam um “Grammy”. Já em seu álbum de estreia, o GVF caiu nas graças da academia e levou pra casa um dos mais importantes prêmios da indústria fonográfica.

      2. Mestres aprovam: Slash e Billy Corgan, ícones de suas respectivas gerações e estilos, estão entre os gigantes do rock que aprovam o trabalho da banda. Segundo o guitar hero da cartola, “o rock estava chato! Mas aí, Greta Van Fleet apareceu eu corrigiu o problema”.

      3. Rockão do bom: se até a ciência diz que já não se fazem música boa como antigamente, o som vintage da GVF é realmente o melhor que tá tendo. Do visual hippie aos riffs vigorosos, tudo leva a crer que uma grande fenda no espaço-tempo trouxe a banda diretamente de uma garagem qualquer da década de 1970.

      Greta Van Fleet é a bola da vez (Foto/Divulgação)

      4. As modinhas tremem: quando um artista que faz um rock clássico, um estilo mais emblemático do que badalado, desponta como sensação de um dos festivais de música mais importantes do mundo, a turma do pop e do hip hop coloca suas barbas de molho! E é nesse cenário que o Greta Van Fleet chega chegando com tudo no Lollapalooza 2019.

      5. Autoconfiança: “produzir” e “confiar no próprio taco” são termos ideais para definir a banda. Apesar de ainda não ter colhido todos os frutos com o disco “Anthem Of The Peaceful Army”, o quarteto já planeja um novo álbum. Em conversa com a revista australiana “Heavy”, o baixista o baixista Sam Kiszka revelou que o GVF não vai obedecer ordens dos mercado e já prepara um disco cheio de novidades. “Vamos fazer a música que queremos ouvir, e vamos crescer musicalmente. Há um monte de coisas que estamos trabalhando agora que é muito excitante e muito novo”, disse.

      Não ouvir, eis a questão

      1. Nem todo deus abençoa: Robert Plant e Mike Portnoy fortalecem o coral dos mestres do rock que dão bomba no som da jovem banda. Em entrevista ao canal “Channel Ten”, Plant usou de seu tradicional humor britânico para comentar sobre o som do quarteto. Segundo o ex-vocalista do Led, o vocalista Josh Kiszka “roubou a voz de alguém que conheço muito bem, mas o que pode ser feito?”.

      2. O que importa é a longevidade: apesar de toda pompa e circunstância, no final das contas, “ganhar ‘Grammy’ é bom, mas não enche barriga”. Para muitas bandas, o importante mesmo é a longevidade. O Kiss, por exemplo, nunca ganhou o tão badalado troféu, mas lota estádios ao redor do mundo há mais de 40 anos. Será que o Greta Van Fleet tem fôlego pra tanto?

      3. Velha novidade: o GVF mantém os acordes, timbres e conceitos no século passado. Com tanta referência sonora, com tanta coisa acontecendo na indústria e vivendo na era tecnológica, o quarteto faz um som que desperta nas pessoas a saudade de uma época em que elas não viveram. Nesse anacronismo todo, ainda não ficou claro se um artista novo deve partir para a inovação ou se o ideal é descansar nas costas do rock clássico.

      Quarteto não curte comprações com o Led Zeppelin (Foto/Divulgação)

      4. Negando o inegável: 9 em cada 10 pessoas reconhecem que os elementos zeppelinianos constituem a maior parte do DNA sonoro da GVF. A única pessoa que não deixa essa taxa de amostragem ser unânime é justamente Jake Kiszka, o guitarrista da banda americana. Em conversa com o canal “FaceCulture”, Jake comentou com certo desdém sobre a influência do Led“Não acho que tenhamos percebido antes, em muitos sentidos, as semelhanças que compartilhamos com o Led Zeppelin”, disse. “Mesmo que não tenha sido uma grande influência para nós, ainda é influente [pro rock] e dá para perceber isso. Mas, no geral, isso não afeta nosso processo de composição”, completou.

      5. Sem querer surpreender: no quesito execução, ou seja, os caras realmente sabem tocar. No quesito composição, no entanto, a coisa muda um pouco de figura. Além de apresentar um repertório que já nasceu velho, o GVF dá indícios de que é uma banda de hits, isto é, não corremos o agradável risco de achar tesouros musicais escondidas nos discos. Desta forma, entende-se que a jovem força do rock concentra suas forças em algumas músicas prontas para bombar nas rádios e playlists.

      Diz aí, amigo leitor!

      Com base nos 10 motivos acima e, sobretudo, em suas convicções, nós queremos saber o que você pensa sobre esse papo de “ouvir ou não ouvir Greta Van Fleet, eis a questão!” Conta aí pra gente!?