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      Cifra Club News

      Integrante do Far From Alaska fala sobre carreira, curiosidades e mais

      11 de março de 2019 8:04 Por Gustavo Morais

      Far From Alaska, o rock que não acaba em pizza

      Rock do Far From Alaska não acaba em pizza (Foto/Murilo Amancio)

      Atualmente formada por Emmily Barreto [voz], Cris Botarelli [synths, lapsteel guitar, baixo, vocais], Lauro Kirsch (bateria) e Rafael Brasil (Guitarra), a banda Far From Alaska está na estrada desde 2012. Com origens na cidade de Natal, Rio Grande do Norte, mas atualmente radicado em “Sampa”, o quarteto é uma das grandes forças do rock na novíssima música brasileira.

      Entre um rolê e outro, a polivalente Cris Botarelli tirou um tempinho e trocou uma resenha com o Cifra Club News. Ao longo de um bate-papo descontraído, Cris falou sobre carreira, mudanças na banda, deu conselhos e ate revelou curiosidades sobre a banda! Continue com a gente e, certamente, vai se divertir, aprender e se inspirar com a história dessa galera que tem mudado a cara do pop rock nacional.

      Cris Botarelli, uma musicista polivalente

      Polivalência de Cris Botarelli é um dos pontos fortes do FFA (Foto/Facebook)

      CCN: como a banda conseguiu cativar um público fiel? Quão difícil foi para chegar onde estão atualmente?

      Cris Botarelli: através da internet conseguimos espalhar o som pelo Brasil mesmo quando ainda morávamos em Natal, o que ajudou bastante a banda começar a fazer shows em outro show estados e etc. A parte mais difícil acho que foi ter que mudar de cidade, vir morar em São Paulo pra possibilitar mais e mais shows [era muito caro sempre sair de Natal para tour].

      Ultimamente vocês têm feito bastante shows fora do Brasil. Quais são as principais diferenças entre o público brasileiro e o gringo?

      Cris: muito se fala sobre a frieza do público gringo, mas a gente foi abençoado de ter sido recebido com muito carinho todas as vezes que fomos. Claro que a galera no Brasil é incomparável, poxa, nossa casa, nossa gente! Mas foi muito legal ver a galera gringa saindo de casa pra ver um show de uma banda que não conhecia [em muitos shows na tour foi assim], dando uma chance a algo novo. Aqui no Brasil a gente não tem tanto costume de sair pra ver algo novo, a gente vai pros shows das bandas que conhece geralmente. Eu diria, então, que é um costume legal da turma de lá que a gente podia copiar! Tanto se fala em apoiar a cena, seria um ótimo apoio a gente ir em shows de bandas desconhecidas, por exemplo, pra ficar por dentro do que ta rolando, descobrir e divulgar novos sons.

      Cartaz da turnê europeia mais recente do FFA

      Em 2018, a FFA ganhou a Europa (Foto/Facebook)

      CCN: e como é a recepção do público lá de fora com uma banda de rock brasileiro?

      Cris: muito legal, mesmo! O pessoal lá adora o Brasil e conhecem até mais da nossa música do que pensamos! As pessoas iam aos shows com curiosidade, pra conhecer mesmo, e gostaram muito! Sempre vinham falar conosco depois dos shows, parabenizar, falar que vão divulgar o som… foi massa!

      CCN: quais são os maiores desafios de se ter uma mulher como vocalista?

      Cris: nenhum desafio, é igual a ter um vocalista homem. Na verdade, eu, pessoalmente, diria ainda que é melhor uma mulher vocalista porque curto mais o estilo, mas quanto ao resto, é a mesma coisa.

      Dê o play e confira o lyric video da versão acústica da música “Cobra”:

      CCN: quais são as dicas que vocês dariam para as mulheres que querem formar uma banda de rock?

      Cris: que façam uma banda, comecem a tocar, estudem seus instrumentos e, principalmente, curtam muito todo esse processo. É pra isso que se tem banda! Pra curtir! Só em ter uma banda de rock com meninas tocando, já é parte da mudança que a gente quer ver no meio musical, de democratizar o acesso, não precisa nem necessariamente ter uma temática feminista, por exemplo (mas se quiser pode, claro [risos]), o ponto é existir e ocupar os espaços! É isso que vai fazer as novas gerações seguirem o exemplo, meninas vendo meninas arrasando muito no palco, se identificando e se inspirando a fazer sua própria música. Representatividade importa!

      CCN:  como a FFA faz agora que não tem um baixista fixo? Pensam em chamar outro?

      Cris: o FFA agora tem dois baixistas, na verdade! Eu e o Raffa dividimos a função, o show tá bem mais dinâmico, muito interessante de assistir e ver como a gente “se vira nos 30″ entre vários instrumentos. Logo, não pensamos em chamar outra pessoa pra banda.

      Far From Alaska

      Far From Alaska coloca Brasil no mapa mundial do rock (Foto/Murilo Amancio)

      CCN: falando um poco sobre composições, como é que funciona o processo criativo da banda?

      Cris: depende, as vezes começa com um riff de guitarra, as vezes com um vocal, aí juntamos as ideias de todos e trabalhamos juntos em alguns “esqueletos” até eles virarem música. A letra vem sempre no final.

      Pra encerrar, uma curiosidade: já tiveram alguma briga feia, mas que hoje acham o motivo engraçado ou bobo?

      Cris: uma vez brigamos feio e por horas pela cor da meia da capa do disco [Unlikely], e no fim acabamos por usar uma terceira meia [que não estava na briga] que inventamos depois! A meia escolhida virou até parte do nosso merch e a briga foi completamente inútil (risos).

      Discografia – FFA

      Álbuns de estúdio

      • “modeHuman” (2014)
      • “Unlikely” (2017)

      EP

      • “Stereochrome” (2012)

      Singles

      P.S.:

      a entrevista acima foi elaborada por Gustavo Morais e Daniel Moreira.