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      É guitarrista iniciante? Conheça os tipos de pontes de guitarra

      2 de julho de 2019 10:18 Por Gustavo Morais

      A anatomia da guitarra é um assunto muito importante, sobretudo para o guitarrista iniciante. Afinal de contas, o músico precisa ter bastante intimidade com seu instrumento. Para nós, o rolê nunca é só plugar a guitar e fazer som! Uma das partes mais fascinantes da estrutura da guitarra é a ponte, isto é, o mecanismo que segura as cordas ao corpo do instrumento. Disponível em diferentes tipos, essa pecinha pode mudar completamente a tocabilidade e o som tirado na guitar.

      Floyd rose é um tipo complexo de ponte de guitarra

      A ponte Floyd Rose parece um quebra-cabeça (Reprodução/Internet)

      No texto de hoje, vamos destrinchar esse assunto. No fim da história, você terá uma melhor noção sobre qual é a ponte ideal para a sua guitarra.

      Para que serve a ponte da guitarra?

      Essa é a pergunta que não quer calar, correto? Por isso, antes de tudo e acima de qualquer coisa, você precisa saber que a ponte tem algumas funções básicas:

      • manter as cordas a uma altura correta por sobre o braço e captadores;
      • transmitir a vibração das cordas corretamente para os captadores (ou para a caixa acústica, caso seja num violão);
      • e manter as cordas a uma distância certa entre elas próprias.
      • regular alguns ajustes de afinação

      É importante esclarecer que as pontes podem ser classificadas em Ponte Fixa, Ponte semi-flutuante e Ponte Flutuante, que é aquela que possui uma alavanca. Cada marca e cada modelo costuma ter um design diferente para cada desses tipos de pontes.

      Ponte Fixa

      São completamente fixas e normalmente aparafusadas ao corpo do instrumento. Essa ponte se mantém afixada na guitarra pela força das cordas que passam sobre ela. Outro detalhe notável é o fato de que a afinação tende a permanecer, sem movimentos, a não ser pela desafinação natural da guitarra. Existem dois tipos de ponte fixa: Tune-o-Matic: as cordas são colocadas e presas na própria ponte. Veja a imagem abaixo.

      Ponte fixa tune-o-matic

      Guitarra equipada com ponte fixa Tune-o-Matic (Foto/Pexels)

      Hardtail: as cordas são colocadas por trás do corpo da guitarra. Esta guitarra possui pequenos furos para as cordas passarem pelo corpo do instrumento.

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      Ponte Flutuante

      Não é inteiramente afixada ao corpo da guitarra. Ela fica suspensa, por um jogo de molas e parafusos, dando espaço para que a ponte se mova – para cima e para baixo – de acordo com o movimento da alavanca.

      Ponte Floyd Rose

      Queridinha de guitarristas do naipe de Steve Vai, Paul Gilbert e Eddie Van Halen, a Floyd Rose é uma variação da ponte flutuante. Por ter um funcionamento complexa, não é recomendável para iniciantes.

      Fender stratocaster com ponte floyd rose

      Guitarra equipada com ponte flutuante Floyd Rose (Foto/Pexels)

      A Floyd Rose se difere das outras pontes flutuantes por possuir dois pontos de travamento para a corda. Graças a esses dispositivos, as cordas continuam afinadas mesmo depois de serem excessivamente desreguladas com o uso da alavanca. Além disso, o guitarrista pode fazer “microafinações” utilizando as pequenas tarraxas circulares que, como as tarraxas normais, modificam a tensão da corda.

      O maior problema com o uso da Floyd Rose, entretanto, é quando uma das cordas quebra, pois a tensão das outras cordas irá mudar e, consequentemente, todas elas serão desafinadas. Se isso rolar no meio do show, o guitarrista será obrigado a trocar de guitarra ou vai ter que parar a a apresentação e gastar looooongos minutos trocando as cordas e afinando o instrumento.

      Bigisby

      Bastante simpática, a Bigisby é a mãe da Floyd Rose. Ela é presa no corpo da guitarra com uma espécie de afirmador cordal. A alavanca bem robusta, no melhor estilo vintage, é responsável por fazer os efeitos de afrouxar e arrochar as cordas.

      Bigisby, ponte floyd rose vintage

      Bigisby, a ponte antecessora da Floyd Rose (Foto/Pexels)

      Quando comparada aos modelos mais modernos de pontes flutuantes, a Bigisby apresenta uma oscilação menor nas notas e sua afinação não se mantém tão estável como em uma guitarra com o lock nut.

      Ponte semi-flutuante

      São chamadas de “vintage”, justamente, por antecederam o surgimento da Floyd Rose. Possuem o mesmo ponto único de fixação que as pontes fixas, mas são suspensas por molas e parafusos. Diferente da ponte flutuante, a semi-flutuante só faz o movimento para um dos lados – ou para cima, ou para baixo.

      Guitarra Fender Stratocaster com ponte trêmolo

      A Trêmolo é mais indicada para que está começando (Foto/Pexels)

      Seu único problema é manter a afinação, uma vez que cada alavancada desafina um pouco as cordas. Em contrapartida, a troca de cordas é bem mais prática e ágil.

      Se você chegou até aqui, certamente tem uma noção melhor sobre pontes de guitarra. Mas se pudermos dar um último conselho, não faça sua escolha sem antes dar play no vídeo abaixo ;)