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      Nova cena autoral: 5 grupos da música instrumental para ouvir hoje

      12 de fevereiro de 2020 8:53 Por Gustavo Morais

      The Raulis é nome importante na cena independente da música isntrumental brasileira

      Você está pronto para receber o impacto do som dos Raulis? (Foto/Divulgação)

      A música instrumental brasileira é celeiro de exímios músicos e belíssimas canções há muitos e muitos anos. Por vezes incompreendido – algo diferente do que acontece fora do país, em que é celebrado e respeitado – o som instrumental do Brasil continua prezando pela excelência.

      A nova onda instrumental nacional é jovem, diversa e potente. Além do talento musical indiscutível, esses artistas não vivem na corrida incessante pela fama. Na real, o lance dessa turma é priorizar a arte sem amarras, sem fronteiras, sem imposições e – principalmente – sem domínios. Tal posicionamento faz a indústria refletir a respeito das diferenças entre os conceitos “fazer sucesso” e “construir carreira”.

      Este texto é um convite para que você, meu amigo e minha amiga, faça um garimpo sonoro em uma seara bem pouco valorizada no cenário musical brasileiro. É tempo de deixar abrir a mente, pensar fora da caixa e perder o medo de dar oportunidades ao desconhecido. Prepare aí os seus fones de ouvido e mergulhe numa experiência que vai mexer com todos os seus sentidos.

      1. Buena Onda Reggae Club

      Surgida em 2016 da conexão entre músicos da capital paulista e do Grande ABC, região metropolitana da cidade de São Paulo, a banda instrumental Buena Onda Reggae Club é um expoente da cena independente made in SP.

      Buena Onda Reggae Club é uma banda brasileira de música instrumental

      Buena Onda Reggae Club é parte de uma forte cena independente (Foto – Divulgação/Fábio Ponce)

      O Disco 2, segundo álbum da banda, foi lançado em janeiro de 2020 e passeia pelas raízes da música jamaicana conectando-se também às sonoridades brasileiras regionais e à música latina em geral. O álbum foi produzido pelo norte-americano Victor Rice, vencedor de dois Grammys Latinos, como Mix Engineer, por trabalhos com nomes como, Tulipa Ruiz e Elza Soares.

      Abaixo, você ouve o primeiro single do trabalho mais atual dos caras:

      2. The Raulis

      O power trio recifense The Raulis é inovadora, a exemplo de quase todo artista que vem daquela cena tão importante para a música brasileira. Com novas formas e texturas, o quarteto apresenta um som singular, elaborado e de fácil compreensão. Eles ousam na proposta de mesclar sonoridades pouco convencionais, mas que chega fácil aos ouvidos, misturam a malemolência latina com o peso do surf rock e criam o SurfCumbia.

      The Raulis, power trio de música instrumental

      The Raulis honra as tradições da cena independente que vem do Recife (Foto/Divulgação)

      Na nova fase, os Raulis trazem elementos do brega para esse blend de ritmos. Essa trinca tão “cabra da peste” aposta na fusão de ritmos e tem como proposta colocar o público para balançar, interagir e fazer parte do show. Para isso, o grupo usa instrumentos eletrônicos com os elementos clássicos de guitarra, mas sem perder a qualidade das batidas.

      Confira o clipe de Sem Querer Sonhar, single que eles lançaram em meados de 2019:

      3. Monstro Extraordinário

      Monstro Extraordinário é um power trio de funk-rock instrumental da cidade de São Paulo. Na ativa desde 2014, a banda vem traçando uma trajetória na cena cultural independente, misturando ritmos que vão do afrobeat ao funk, dentro de um universo dançante e sonoro.

      monstro extradordinário é um power trio de música instrumental

      Monstro Extraordinário faz a conexão das batidas com o rock (Foto – Divulgação/Camila Caldas)

      Em 2018, a banda lançou seu álbum homônimo de estreia. Atuando nos campos artísticos da cidade que promovem cultura independente e associação livre de ideias, a caravana da Monstro Extraordinário promove shows e apresentações experimentais de atmosfera dançante e incomum, tendo dividido palco com notáveis bandas da cena underground de São Paulo.

      Ouça um som que faz parte do primeiro álbum do trio:

      4. Jazzmin’s Big Band

      A Jazzmin’s estreou em 2017,  na 7º edição do Festival Jazz na Fábrica, no SESC Pompeia. Formada por 17 instrumentistas, a banda foi idealizada pela saxofonista Paula Valente e pela pianista Lis de Carvalho.

      Jazzmin's Big Band é uma big band formada por 17 mulheres

      Jazzmin’s é uma banda forma por 17 instrumentistas (Foto/Divulgação)

      As inspirações para o surgimento dessa big band foram as experiências de Paula e Lis como professoras da EMESP. Elas perceberam a necessidade e importância de abrir espaços para a expressão feminina dentro da música instrumental. Em 2018 foi vencedora do Prêmio Profissionais da Música, na categoria Orquestras.

      Dê o play, e aproveite o espetáculo:

      5. Orkestra Bandida

      A Orkestra Bandida é um grupo ligado ao Coletivo Tarab, formado por músicos multi-instrumentistas, estudiosos e pesquisadores da música cigana oriental presente nas culturas do Mediterrâneo, Turquia, Trácia e Balkãns e da música regional folclórica brasileira.

      Orkestra Bandida faz world music instrumental

      Orkestra Bandida faz música que conecta os dois lados do planeta (Foto/Paulo Liebert Fotografia e Multimídia)

      O grupo conta com uma instrumentação peculiar que inclui instrumentos presentes nas culturas orientais e na música regional do Brasil. A Orkestra se utiliza das escalas orientais e ritmos diversos, como, por exemplo, os ímpares, que são comuns em diversos países que compartilham essa herança musical.

      E aí, povo do bem? O que achou das bandas reunidas neste texto? Conta pra gente nos comentários!

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