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      As 9 melhores músicas de Cazuza; a quinta vai te surpreender

      6 de julho de 2020 11:54 Por Gustavo Morais

      Os ventos do dia 4 de abril de 1958 serviram de cenário para que viesse ao mundo uma criança que recebeu, em homenagem ao avô paterno, o nome de Agenor de Miranda Araújo Neto. Antes de nascer, no entanto, o garoto ganhou do pai o apelido que o Brasil inteiro o conheceu: Cazuza.

      De bandana vermelha, Cazuza canta na primeira edição do Rock in Rio, em 1985

      Cazuza se foi logo cedo, mas deixou obra atemporal (Foto/Divulgação)

      Antes de ser expoente da música brasileira, chegou a começar cursar Comunicação Social, mas abandonou as aulas em menos de um mês, pois, sua alma artística não cabia numa sala de aula. Tentou seguir diversas carreiras, como fotógrafo, ator e divulgador musical de uma gravadora, mas foi como cantor e compositor que encontrou seu papel. Lançou um total de 10 discos, incluindo obras póstumas.

      Na manhã do dia 7 de julho de 1990, aos 32 anos, as complicações do vírus HIV abreviaram a vida de Cazuza. Uma das principais características de seu peculiar estilo de composição é a presença de uma poesia que denunciava uma sociedade traiçoeira, competitiva e de futuro duvidoso.

      O post de hoje é todo dele! Vamos relembrar alguns dos melhores momentos da curta, porém intensa carreira de um artista que foi pedra angular em uma das gerações mais icônicas do rock nacional. Prepare seus fones de ouvido, afine o violão e venha curtir e tocar as 9 melhores músicas de Cazuza.

      As melhores músicas de Cazuza

      Por intermédio do amigo Leo Jaime, Caju foi apresentado aos integrantes de um grupo de rock que ainda estava em formação. O ano era 1981 quando Cazuza (voz) se juntou a Guto Goffi (bateria), Dé (baixo), Maurício Barros (teclados) e Roberto Frejat (guitarra) e decretou então a formação original do Barão Vermelho.

      O Barão original trabalhou junto por quatro anos. O grupo lançou três discos: Barão Vermelho, Barão Vermelho 2 e Maior Abandonado.

      Membros da formação original do Barão Vermelho posam para divulgação do disco de estreia

      Rock brasileiro tem dívida eterna com a primeira formação do Barão Vermelho (Imagem/Divulgação)

      Em julho de 1985, após várias brigas internas, Cazuza deixa o grupo e engata o voo da carreira solo. Pouco depois de sair da banda, o artista descobriu ser soropositivo. Começou então a sua luta contra a doença degenerativa e a urgência em imortalizar sua arte. Em um período de cinco anos, o poeta lançou cinco álbuns: Exagerado, Só Se For a 2, Ideologia, O Tempo Não Pára e Burguesia. Consequentemente, formou diversas parcerias musicais. Explorou sua versatilidade musical e gravou temas que vão do pop ao blues, passam pela bossa-nova e navegam pelo rock.

      Agora, vam’bora relembrar alguns desse clássicos?

      1. Pro Dia Nascer Feliz

      Esta canção inicialmente fez sucesso graças a versão do cantor Ney Matogrosso, registrada no disco …Pois É, de 1983. Pouco tempo depois, a versão do Barão ganhou as FM’s e vitrolas dos roqueiros da época e levou de uma vez por todas os holofotes para a dupla Frejat/Cazuza. Com esta canção o Barão encerrou a histórica apresentação na primeira edição do festival Rock In Rio, em janeiro de 1985.

      2. Bete Balanço

      Em 1984, o Barão foi convidado para escrever a música tema de um filme dirigido por Lael Rodrigues. Mais uma vez a dupla Frejat/Cazuza entra em ação e dá vida a canção que recebeu o mesmo nome que o longa: Bete Balanço. De quebra, os Barões participaram do filme que teve no elenco Débora Bloch, Lauro Corona, Diogo Vilela, entre outros.

      3. Exagerado

      Em 1985, após uma conturbada saída do Barão Vermelho, Cazuza lançou Exagerado, o seu primeiro trabalho solo. A faixa título do álbum é o cartão de visitas do artista e até hoje é tocada nas rádios e rodinhas de violão. A letra é uma das mais belas declarações de amor já escritas em uma canção cantada na língua portuguesa.

      Confira a videoaula e a cifra simplificada da música Exagerado.

      4. O Nosso Amor A Gente Inventa

      O disco Só se For a Dois, lançado em 1987, escancara o lado romântico assumido de Caju. Surgem novas parcerias musicais e as letras ganham um conteúdo mais maduro, isto é, Cazuza passa a escrever sobre temas que vão além do cenário da vida noturna do Rio de Janeiro.

      5. Codinome Beija-flor

      Também lançada no primeiro trabalho solo do artista, essa canção fala sobre conflito sentimental/amoroso. Com metáforas e versos profundos, o artista escreveu sobre a dificuldade de superar o término de relacionamento cheio de ciúmes, falta de comunicação, vaidade, mágoa, entre outras coisas. A letra foi escrita por Cazuza durante uma internação, enquanto observava beija-flores na janela do quarto de um hospital.

      Vem ver a videoaula e a cifra simplificada de Codinome Beija-flor.

      6.Faz Parte do Meu Show

      No ano de 1988, o artista lançou o álbum Ideologia, trabalho que registrou a bossa nova Faz Parte do Meu Show. Essa canção fala sobre um relacionamento que transita entre o pueril e o provocativo num passar de versos!

      A videoaula e a cifra de Faz Parte do Meu Show esperam por você!

      7. Ideologia

      Eis a canção que de, certa forma, simboliza a retomada da parceria de Cazuza com Frejat. Não é rock, não é blues, não é pop! Ideologia é um som único, visceral e sui generis. Carregada de simbologia e versos densos, a letra é o testamento político da reta final da segunda metade do século XX.

      Veja a videoaula e toque com a cifra simplificada de Ideologia.

      8. Brasil

      Munido com uma poesia ácida, Cazuza fez esta canção e vociferou contra as falcatruas que tomavam conta da nação no final dos anos 80. O Governo Sarney, primeiro presidente civil em mais de 20 anos, não conseguia controlar crises econômicas, corrupções instaladas em todos os setores e altas taxas de criminalidade. Passados tantos anos, a situação ilustrada neste samba rock não está muito diferente neste país.

      Confira a cifra de Brasil, clássico de Cazuza!

      9. O Tempo Não Pára

      Inspirado no discurso apocalíptico de Bob Dylan, Cazuza escreveu, em parceria com Arnaldo Brandão, esse hino da história recente do Brasil. A canção apresenta na letra a realidade de um povo que vive esmagado no terceiro mundo, onde há riquezas concentradas nas mãos de poucos e pobreza (principalmente financeira e intelectual) distribuída para uma grande maioria.

      Confira a videoaula e a cifra simplificada de O Tempo Não Pára.

      Curte pop rock? Confira as listas abaixo:

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