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      Aprenda a tocar as melhores músicas de Chitãozinho & Xororó

      26 de outubro de 2020 13:11 Por Gustavo Morais

      Chitãozinho e Xororó, dupla tem mais de 50 anos de carreira

      Chitãozinho & Xororó: 50 anos de carreira e incontáveis sucessos (Divulgação)

      A dupla Chitãozinho & Xororó está para o sertanejo, assim como o trio Os Paralamas do Sucesso está para o pop rock. À sua maneira, são artistas que representam “divisores de água” na música brasileira popular e assumiram o protagonismo dentro de seus respectivos segmentos artístico.

      No post de hoje, vamos relembrar alguns dos melhores momentos do repertório de CH&X. É um saboroso desafio selecionar 10 músicas de uma carreira que contempla mais de 50 anos. Dito isso, informo que esta nossa recuperação histórica foi feita com bastante análise e senso crítico.

      Prepare seu violão, aqueça a voz e desfrute essa seleção de canções!

      60 Dias Apaixonado

      Lançada em 1978, 60 Dias Apaixonado rendeu à dupla o seu primeiro disco de ouro. De lá pra cá, um novo capítulo começou a ser escrito na música sertaneja. É impossível contar quantos artistas já gravaram ou tocaram essa música. A seguir, você confere o feat. de CH&X com Milionário e José Rico.

      Fio de Cabelo

      Lançada em 1982, essa música colocou as vozes de Ch&X nos rádios e TVs dos quatro cantos do Brasil. Foi ali que a carreira da dupla começou a conquistar o patamar que conhecemos hoje em dia. Para tocar Fio de Cabelo no violão, você precisa do capotraste e de seis acordes. A batida guarânia, no entanto, é o seu maior desafio.

      No Rancho Fundo

      Os sentimentos do homem do campo também têm espaço na carreira de Chitão e Xororó. Um ótimo recorte dessa realidade é a belissíma No Rancho Fundo, uma canção de poucos acordes e muita poesia.

      Sinônimos

      Entre vários diferenciais, a dupla sempre foi destaque por entender que a arte não tem fronteiras. Prova disso é o feat. com Zé Ramalho, o trovador folk mais rock and roll da música brasileira. O resultado foi a belíssima Sinônimos.

      Fogão de Lenha

      A vida adulta chega para todo mundo e, em alguns casos, surge a necessidade de bater asas e voar. Nessa canção tão sentimental, a dupla reflete sobre a principal consequência que a luta pelos sonhos provoca. De quebra, Fogão de Lenha tem um belíssimo arranjo de violão.

      Evidências

      Seria a indiscutível Evidências o “norvana” [um abraço, Dinho Ouro Preto] das músicas? Essa espécie de hino não oficial brasileiro, de fato, une várias tribos. Para tocar esse clássico, lembre-se que é tom é em Mi Maior, tem o BPM em 99 e segue o compasso 4/4.

      Alô

      Lançada na reta final da década de 90, Alô foi uma das músicas mais tocadas naqueles tempos. A história da ligação para saber como o outro tem passado encantou o público. E você? Já ligou pro seu amor hoje?

      Ela Não Vai Mais Chorar

      Em 1994, Chitãozinho e Xororó fizeram um feat. com astro o country Billy Ray Cyrus. A parceria do pai e tio de Sandy com o pai da Miley Cyrus rendeu na romântica Ela Não Vai Mais Chorar, uma música sobre arrependimentos de tanto “pisar na bola”.

      Brincar de Ser Feliz

      E quem não gosta dessas paixões desenfreadas, hein? Incluindo um arranjo de violão com pegada meio cigana, a intensa Brincar de Ser Feliz é outro sucesso inesquecível da dupla.

      Galopeira

      Galopeira é uma música do compositor paraguaio Mauricio Cardoso, com versão em português de Pedro Bento, da dupla com Zé da Estrada. Foi um dos primeiros sucessos da Chitãozinho e Xororó, lá na década de 1970. O desafio aqui é a batida e sustentar o agudo na hora do “galopeeeeeeeeeeeeiraaaaaa” ;)

      Saiba mais sobre a trajetória de Chitãozinho & Xororó

      Ao contrário de uma boa parte das duplas sertanejas, Chitãozinho & Xororó não são de Goiás. Na real, os irmãos José Lima Sobrinho (Chitão) e Durval de Lima (Xororó) são naturais de Astorga, cidade do interior do Paraná, e radicados há alguns anos em Campinas, São Paulo.

      Capa do primeiro disco da dupla Chitãozinho e Xororó

      Capa do primeiro disco da dupla; Chitão e Xororó aprenderam bem cedo a conjugação do verbo “trabalhar” (Divulgação)

      Chitãozinho tem 66 anos e Xororó tem 63. São mais de cinco décadas de carreira, mas amor pela música foi descoberto ainda na infância. De tanto observar e admirar, eles aprenderam as letras preferidas dos pais e cantavam as músicas com afinação. Xororó na primeira voz, imitando a mãe, e Chitão na segunda, como o pai. Não tardou para que o talento dos pequenos abrisse as portas para que brilhassem nos palcos das festas juninas e clubes de Rondon – cidade do Paraná onde passaram a infância.

      E o pontapé para conquistar o Brasil afora se deu no show de calouros do Silvio Santos. Os “Irmãos Lima” — nome artístico até o radialista Geraldo Meirelles rebatizá-los de Chitãozinho & Xororó, nome de um grande sucesso de Athos Campos e Serrinha, composto em 1947, que falava de aves brasileiras —, ganharam o primeiro lugar na competição, com a música Besta Ruana, de Tonico & Tinoco. Com o “novo” nome veio também uma grande conquista: a gravação do disco de estreia, Galopeira, em 1970.

      Apesar da dedicação e do esforço, o protagonismo no cenário não acontecia. Chegaram até a pensar em desistir, mas a mensagem de otimismo da música Tente Outra Vez, de Raul Seixas, lançada em 1975, ascendeu a chama da perseverança.

      O Brasil se rende ao talento de Chitãozinho e Xororó

      Em 1978, o jogo virou e a dupla colheu seu primeiro resultado de sucesso, com a canção 60 Dias Apaixonado, ao conquistar o primeiro disco de ouro da carreira. Dois anos depois, triplicaram as vendas com Amante Amada, 600 mil cópias, e levaram para casa disco duplo de platina. No entanto, foi com Fio de Cabelo, do álbum Somos Apaixonados, de 1982, que eles, de fato, deram uma reviravolta. A música estourou nas rádios de todo o Brasil e o disco chegou a 1,5 milhão de cópias vendidas, um marco na história de Chitãozinho & Xororó, rompendo as barreiras do preconceito contra o gênero.

      Chitãozinho & Xororó, durante os anos 80, com o cabelo no estilo mullet

      O cabelo mullet foi marca registrada da dupla por uns bons anos (Divulgação)

      A partir daquele momento, o legado da dupla só cresceu. São mais de dezenas de clássicos na história da música sertaneja, incluindo Se Deus Me Ouvisse, Nuvem de Lágrima (com Fafá de Belém), Página de Amigos, Frio da Solidão (com Roupa Nova, 2001), A Majestade o Sabiá, com Jair Rodrigues, Arrasta uma Cadeira, uma composição de Roberto Carlos e Erasmo Carlos; entre muitas outras.

      Dos cabelos mullet — mania nacional na década de 80 — às calças justas, botas e chapéu que marcaram uma geração, eles comprovaram que versatilidade é o tempero que diferencia a dupla no cenário. O pioneirismo no uso dos banjos e guitarras elétricas nas músicas sertanejas também foi essencial para apresentar as várias faces do estilo, característica que se mantém até hoje na carreira dos artistas.

      Curte música sertaneja? Confira as listas abaixo:

      Se você curtiu celebrar e relembrar uma das trajetórias mais tops do sertanejão, amigo leitor, que tal espalhar o link deste post com a galera de suas redes sociais? Juntos, nós todos podemos preservar a memória da música brasileira popular ;)